Diretor Ivo Moreira  \  Periodicidade Mensal
A Altice Portugal adquiriu 51% da Blueticket, a empresa especialista na venda de bilhetes para espetáculos, conferências, festivais e exposições. O acordo feito com a Arena Atlântico garante-lhe uma posição como acionista, mantendo a restante metade. "Esta aquisição é a prova da aposta da Altice Portugal na diversificação de portfólio e alargamento a novas plataformas, com vista a oferecer os melhores conteúdos, produtos e serviços, e proporcionar a melhor experiência aos seus clientes", refere em comunicado.

A empresa de telecomunicações pretende assim investir na divulgação e valorização da cultura, entretenimento e arte, áreas que afirma já ter fortes ligações. Exemplo disso é a sua associação à Altice Arena e Altice Fórum Braga, e outras iniciativas relacionadas com festivais de música, como o MEO Sudoeste, MEO Marés Vivas, MEO Sons do Mar e MEO Monte Verde.

Para Alexandre Fonseca, presidente executivo da Altice Portugal, esta operação "reforça a estratégia de criação de valor e acesso aos melhores produtos e serviços, proporcionando aos seus clientes uma experiência diferenciadora e proximidade ao mercado".
Publicado em Nightlife
"Números dramáticos e preocupantes". Foi desta forma que os responsáveis pela Ticketline e Blueticket, descreveram a situação atual relativamente aos processos de bilhética em Portugal. 

Entre março deste ano, quando foi declarado o primeiro estado de emergência em Portugal, devido à pandemia de covid-19, e o passado mês de novembro, a Ticketline obteve uma receita de bilheteira de 5,312 milhões de euros, o que equivale a uma quebra de 90%, em relação aos 50,690 milhões de euros, obtidos em igual período (março a novembro) de 2019.

Quanto ao total de bilhetes vendidos, entre março e novembro deste ano, atingiram a casa de 643 mil, enquanto no mesmo período do ano passado foram vendidos mais de 3,964 milhões, o que representa uma quebra de 84%.

Por sua vez, a Blueticket refere à Lusa que entre março e novembro desde ano, os meses marcados pela pandemia, registou uma quebra de 82% na venda de bilhetes, face a igual período de 2019. Nestes meses totalizou 1,092 milhões de bilhetes vendidos, enquanto em 2019 a soma atingira as 5,997 milhões de unidades.

Sem referir montantes de faturação, a Blueticket afirma, porém, ter registado uma quebra de 78% entre março e novembro deste ano.

Já a Ticketline, por seu lado, refere que de março a novembro últimos, responderam "a mais 146 mil 'e-mails' de clientes", para "trocas e devoluções de milhares de bilhetes".

Além da diminuição de receitas e do total de ingressos vendidos, a empresa mostra-se ainda preocupada com "a queda do preço médio" dos ingressos, "na ordem dos 23%", o que "desvaloriza cada projeto" que, "na maioria, são de artistas portugueses".
Publicado em Nightlife

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