20-03-2019

  Diretor Ivo Moreira | Periodicidade Diária

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Vando Camarinha tem 28 anos e depois de conquistar o território nacional, começa agora a dar cartas no mundo da música eletrónica a nível internacional, através de imagens capturadas por si, no momento certo. Natural do Porto e formou-se em Multimédia pelo Instituto Superior da Maia, unindo assim várias das suas paixões: design gráfico, vídeo e fotografia. Fica a conhecer melhor a sua personalidade e trabalho através da entrevista que lhe fizemos.

Como começou a tua história no mundo da fotografia ligada à música eletrónica? 
Foi há 5 anos. Eu trabalhava na noite como fotógrafo e o meu melhor amigo veio à discoteca nessa noite e acabou por me fazer a pergunta: “Vando já que gostas tanto de fotografar, porque não apostas em festivais de música?”. A partir daí comecei a pesquisar sobre alguns trabalhos de alguns fotógrafos profissionais na área dos festivais e com alguns contactos que tinha fui convidado a fazer os meus primeiros festivais. Estava um pouco nervoso no início porque não sabia onde me ia meter! Mas a partir desse momento foi ‘sempre a abrir’. Adoro a fotografia de ambiente festivaleiro, adoro música eletrónica e esses dois temas juntos é perfeito para mim e para o que eu faço!

Que festivais e artistas já fotografaste? 
Portugal: MEO Sudoeste, EDP Beach Party, Melhores do Ano, RFM Somnii, Mega Hits Kings Fest, I’ am Hardwell. Internacionais Inox Park Paris e Elektric Park Festival. Artistas: Dannic, Hardwell, Martin Garrix, Bob Sinclar, Laidback Luke, Dimitri Vegas & Like Mike, Sebastian Ingrosso, Showtek, DVBBS, Thomas Gold, Lost Frequencies, Alesso, Pete tha Zouk, Kura, Nervo, Don Diablo, Bassjackers ,Tujamo, entre outros.

Que história caricata podes contar sobre um dos teus trabalhos?
Tenho várias, mas uma que recordo mais foi quando estava a fotografar as NERVO em Paris e no momento em que ia a sair do palco, acabei por cair de cu no chão! No momento senti-me um pouco envergonhado porque tinha todas as pessoas a olhar para mim e porque foi o primeiro festival que fiz internacionalmente. Como devem calcular, as pessoas começaram-se a rir e eu com a minha calma toda disse-lhes que era uma coisa normal quando se ama o que se faz! 

Que artista gostaste mais de fotografar? 
Kura foi sem dúvida um dos que mais gostei de trabalhar. Para além de humilde, foi das pessoas que mais apostou em mim e que me deu força para continuar a fazer mais e mais neste ramo! 
 
Que material fotográfico aconselhas para um jovem fotógrafo que queira seguir os teus passos? E algumas dicas?
De material fotográfico aconselho para os iniciantes desta modalidade, a Canon 550D ou Canon 700D. Para iniciar é perfeita para praticar. 
Pesquisando, inovando e tendo sempre uma open mind, isso é a melhor dica que podem ter. Não se deixem intimidar por ninguém, sejam simples, humildes, idealizem, concretizem e principalmente sejam unidos.

Quais os eventos e artistas que mais gostarias de fotografar?
Ultra Music Festival e Tomorrowland.
 

Publicado em Zoomdrop

São dois nomes incontornáveis da música eletrónica mundial. Depois do término dos Swedish House Mafia, a paixão pela música não ficou por ali. Axwell e Sebastian Ingrosso decidiram juntar as suas duas carreiras de sucesso e formar o projeto Axwell /\ Ingrosso. Os artistas suecos vêm apresentar o seu novo projeto musical ao MEO Arena em Lisboa, no próximo dia 18 de dezembro, num dos eventos mais esperados do ano: a Carlsberg Where's The Party. Poucos dias antes da sua atuação em Portugal, a equipa do Portal 100% DJ esteve à conversa com a dupla, acerca de vários temas como o nosso país, o cenário atual da música eletrónica, o Top 100 da DJ Mag e, claro, fomos saber como estão as espectativas para este evento.

Além da entrevista, em baixo poderás encontrar uma infografia que retrata os 10 melhores momentos da dupla, divulgados recentemente pela conhecida revista Billboard.

 
É a vossa estreia enquanto dupla. Quais são as vossas expetativas e o que podemos esperar da vossa atuação?
Nós já viemos a Portugal em separado e adorámos. Estamos sempre a ouvir os fãs online e o amor que têm por nós é fantástico. Esta atuação já está marcada há algum tempo e mal podemos esperar para subir ao palco!
 
Axwell, qual é a sensação de celebrar o teu aniversário com os teus fãs portugueses?
É um sítio lindo para celebrar! Ter todas aquelas pessoas para celebrar em conjunto vai fazer com que aquele dia seja muito especial.
 
Vocês agradeceram a todos os fãs pelo apoio dado em relação ao Top 100 da DJ Mag, onde ficaram colocados em 17º lugar. Vocês acham que a electronic dance music precisa de mais amor e menos campanhas e competições?
O mais fantástico em relação a este assunto é que nunca pedimos a ninguém para votar em nós. Sem apelarmos ao voto, os nossos fãs fizeram questão de votar em nós. Isso tornou tudo muito especial. Nós não nos importamos com posições ou tops, o que interessa são os verdadeiros fãs que vemos à nossa frente cada vez que atuamos.
 

Às vezes são as pessoas que ultrapassam a linha as que mais impacto causam.

 
Qual é a vossa opinião acerca do cenário da música eletrónica a nível internacional atualmente?
Existe muito talento e muita energia criativa por ai. A necessidade de evoluir e fazer coisas engraçadas nunca esteve tão bem.
 
Que conselhos querem deixar aos novos produtores?
Trabalhem muito. Mesmo a sério, trabalhem até não conseguirem mais. E não se importem se têm de seguir o estilo ou o modelo de alguém. Às vezes são as pessoas que ultrapassam a linha as que mais impacto causam.
 
Que mensagem gostariam de deixar aos nossos seguidores e leitores do Portal 100% DJ?
Muito obrigado por todo o amor e apoio!

Publicado em Entrevistas
São uma das duplas mais reconhecidas em Portugal e com mais ligações ao nosso país. ‘Nuestros hermanos’ Chus & Ceballos estão de volta a território nacional para duas atuações únicas, onde irão apresentar o seu mais recente álbum de originais “Nomadas”. O Portal 100% DJ esteve à conversa com Chus e Pablo Ceballos numa entrevista exclusiva, onde foram abordados vários assuntos de interesse como o nosso país, a sua editora Stereo Productions, o Iberican Sound e o presente e futuro da música eletrónica internacional.
 
 
O que podemos esperar das vossas próximas atuações em Portugal?
É com muito prazer que regressamos às pistas de dança portuguesas. Sempre tivemos grande sucesso no nosso país “hermano” pela proximidade do nosso som e as nossas raízes ibéricas. Desta vez estamos em digressão com o nosso álbum “Nomadas”, que mistura o caraterístico groove do Iberican Sound com melodias e sonoridades mais Deep. O reflexo na pista é uma explosão de ritmo para não parar de dançar. Uma viagem percorrida através do House e do Techno com a particular presença dos nossos bem conhecidos ‘Drums’. 
 
A noite portuguesa ficou fortemente marcada pela influência da Stereo Productions e do chamado Iberican Sound há alguns anos atrás. Que recordações guardam dessa época?
Foi realmente uma época muito especial na nossa carreira. Grandes recordações guardamos na nossa cabeça e muitas grandes noites que partilhámos com o magnífico público português. Foi também uma época onde tivemos a oportunidade de conhecer grandes talentos da cena underground portuguesa que sempre apoiaram o nosso som, tal como o DJ Vibe, Rui da Silva, Carlos Manaça, entre outros. Ficamos muito contentes ao comprovar que Portugal está a voltar às suas raízes musicais.
 
Preferem atuar enquanto dupla ou a solo? Porquê?
Nos primeiros anos da nossa carreira partilhávamos ambas facetas. Atuávamos tanto a duo como a solo, mas com os anos vimos que o impacto era maior enquanto dupla e fazia todo o sentido que os nossos fãs desfrutassem na cabine as grandes malhas que produzíamos em estúdio. 
 
Falem-nos um pouco sobre o vosso mais recente álbum “Nomadas”.
“Nomadas” é o resultado de muitos anos de experiência, de maturação do nosso som e, portanto, de evolução também. Um ano antes de terminar o álbum tivemos a magnífica oportunidade de atuar no festival Burning Man, que se realiza no deserto de Black Rock no estado de Nevada nos Estados Unidos da América. Foi uma experiência que nos mudou completamente, 'life-changing experience' mesmo. Proporcionou-nos o foco ideal para concretizar um projeto de álbum de originais que estava na nossa 'bucket list’ há alguns anos. É sem dúvida um grande passo na nossa carreira e o princípio de uma nova etapa para Chus & Ceballos. 
 
Como prevêem o mundo da música eletrónica nos próximos 10 anos?
Se olharmos para atrás, nos últimos 10 anos muita coisa tem mudado positivamente. É difícil prever uma coisa assim mas a lógica indica que continuaremos a desfrutar de música electrónica por muitos mais anos. Como tudo, a evolução, a aparição de novas tecnologias e as novas tendências vão marcar o caminho a percorrer. A nossa intenção é sempre acompanhar os desenvolvimentos e manter a nossa identidade. É fundamental para qualquer artista. 
 

a música de dança não é uma moda mas sim um modo de vida, um movimento cultural e uma filosofia universal.

 
Contem-nos a importância de Portugal para a vossa carreira, nomeadamente as atuações de DJ Chus na discoteca Kadoc.
Chus: Fui residente da Kadoc durante a década de 90, uma era dourada para a dance music mundial. Foi uma grande escola para mim e uma ‘ponte’ para o mercado americano onde tantos êxitos temos colecionado. Portugal era considerado um paraíso da musica eletrónica e pela cabine da Kadoc passaram as melhores lendas do house e techno mundial. Quando cresces rodeado de tanta qualidade, o resultado não pode ser outro: mais qualidade e, daí o nosso Iberican Sound, fruto da influência de estilos que existiam naquela época em Espanha e Portugal. Tanto a Kadoc como Portugal, para mim, tornaram-se nos maiores pilares da minha carreira. 
 
Sabemos que têm uma grande amizade com o DJ e produtor português Carlos Manaça e juntos já viveram momentos inesquecíveis. Qual é a vossa opinião sobre a carreira de Manaça?
O Carlos é um grande profissional com muitos anos de experiência. Um verdadeiro mestre para nós e um exemplo de dedicação e de devoção pela música de dança em Portugal. Ficamos muito orgulhosos de ver que continua em grande e com o poder de mexer as melhores pistas de dança portuguesas. O seu carisma faz com que o público acompanhe sempre as festas onde ele atua, sempre sinónimo de qualidade. Desejamos muitos anos de vida para o senhor Carlos Manaça.
 
Que país tem o maior volume de compras de músicas e produções da Stereo Productions?
Sempre tivemos um apoio sólido e forte no mercado Ibérico. Tanto Espanha como Portugal têm sido a grande base da Stereo ao longo dos anos e com a nossa expansão para o mercado americano, como o Canadá e Estados Unidos da América, tem crescido exponencialmente, tornando-se num dos nossos principais seguidores. Por proximidade cultural, todos os países latinos com grande presença em comunidades na América do norte, as compras têm crescido também nos últimos anos em países como México, Venezuela, Colômbia, Argentina, entre outros.   
 
Ultimamente a Stereo Productions tem aceite novos talentos?
A nossa política foi sempre essa: apoiar e descobrir novos talentos, artistas com uma filosofia semelhante à nossa, com ligações culturais, com paixão pela música de qualidade. Foram muitos os artistas que já passaram pela nossa editora. Neste momento, estamos focados num novo talento espanhol, natural de Sevilha e chamado Rafa Barrios, que tem desenvolvido um excelente trabalho, tanto de produção como de DJ, com presença ativa nos melhores eventos e festivais de Espanha e recentemente dos Estados Unidos da América. São muito poucos os artistas com que já fizemos B2B e o Rafa é um deles. Estamos a desenvolver este novo conceito, que já foi apresentado em Miami e que vamos voltar a repetir no club Space de Nova Iorque no final deste mês de abril com o evento ‘Iberican Republica’.
 
Que novidades podem revelar sobre o futuro da vossa carreira e da vossa editora?
Estamos num excelente momento, tanto a nível discográfico como artístico. O calendário da Stereo para este ano está praticamente preenchido com lançamentos semanais e compilações para celebrar os principais eventos onde a Stereo tem marcado presença como o BPM Festival de Playa del Carmen, Miami Music Week, Barcelona Off Sonar Week, Amsterdam Dance Event e Ibiza com o nosso álbum anual “Balearica”, entre outros. Temos também agendado para o final do ano um novo álbum titulado “Iberican Republica”. Nos últimos três anos muita coisa tem mudado na Stereo, para o bem, obviamente. Neste momento temos uma grande equipa de profissionais a trabalhar em sintonia com o nosso foco na expansão do som ibérico, dos brand events e os Stereo showcases. A dupla está mais forte do que nunca. Divertimo-nos com o nosso trabalho e este é o melhor dos prémios.  
 

o House e o Techno, que são estilos para um público exigente e adulto.

 
Que opinião têm sobre o panorama musical português?
Portugal foi uma grande referência para nós. Um país onde fomos sempre bem recebidos e onde passámos grandes momentos, marcados na nossa memória para sempre. Com a aparição da chamada ‘EDM’, as coisas mudaram bastante. Os gostos das novas gerações e a maneira de consumir a música eletrónica também mudou. São ciclos inevitáveis que ajudam, por outro lado, a expandir a cultura eletrónica. É sempre bom saber que esse novo público que a ‘EDM’ tem captado, agora está a evoluir e a crescer musicalmente e está a consumir outro tipo de música mais madura e sofisticada, tal como o House e o Techno, que são estilos para um público exigente e adulto. Este proceso tem acontecido não só em Portugal como em todo o planeta. O importante é saber-nos adaptar e evoluir, sem esquecer a nossa própria identidade. Portugal é um país com grande tradição cultural. A música de dança e o nosso património e com o trabalho dos profissionais, o legado ficará garantido. 
 
Que mensagem gostariam de deixar aos leitores e seguidores do Portal 100% DJ?
Devem-se sentir uns sortudos por fazer parte de um país com tanta história na dance music. Um verdadeiro legado de qualidade inquestionável com grandes figuras que dedicaram o seu trabalho e paixão pela música de dança. Apareçam neste fim de semana nas nossas festas em Aveiro e Viseu. Será um grande reencontro com o país que tanto nos deu e que tanto nos inspirou. Vamos celebrar da melhor maneira e defender que a música de dança não é uma moda mas sim um modo de vida, um movimento cultural e uma filosofia universal.  
 
 
Segue Chus & Ceballos nas redes sociais

     

Publicado em Entrevistas
Naquela que foi a primeira produção de Kura, o DJ e produtor nacional optou por um formato Sunset e inovou ao convidar uma série de amigos - todos portugueses - para partilhar a cabine consigo à beira mar. 
 
O Sunset da passada quarta-feira 6 de agosto, teve início pouco passava das 16 horas com Nelson Cunha, DJ e radialista da Mega Hits. Uma hora depois entram em cena os Dynamic Duo com a sua mistura perfeita de house com hip hop, trap ou dubstep, musicalmente cabe tudo num set da dotada dupla composta por DJ Cruzfader e Stik Up, que trataram de pôr o areal a dançar. Mais tarde o testemunho era passado a Ricci Ferdinand, o DJ nortenho que ficou com a tónica distintiva neste Sunset ao brindar as areias de Portimão com a sua delicada seleção de house soulful, deep e vocal, que fez um contraponto maravilhoso com as outras atuações. Perto das sete da tarde entra em cena a jovem DJ e produtora Von di Carlo, que já colaborou com Kura no tema "Polaris", e que mostrou como é uma performer nata que dançou, interagiu com o público e ofereceu uma mistura de EDM bem atual para passar a cabine aos Karetus, o trio composto por Carlos Silva, André Reis e pelo MC Paulo Silver que trouxe temas novos do seu álbum "Piñata". 
 
Arrancaram emoções do público antes mesmo de Kura entrar na cabine, algo que aconteceu com o sol a pôr-se já passava das 20 horas. No set de Kura tocaram vários temas seus e remisturas, bem como o seu tema, ainda por editar, "Collide", com o qual fez questão de terminar o set. A sua atuação foi pautada por energia e muitos braços no ar. O público vibrou quando o convidado especial, Pete Tha Zouk, entrou na cabine para, num formato back to back, tocar com Kura. De notar que durante todo o evento os artistas entraram livremente na cabine enquanto os amigos tocavam, num evento que foi uma verdadeira celebração da nova geração da eletrónica portuguesa.  
 
O Portal 100% DJ como plataforma de apoio aos artistas portugueses marcou presença nesta comemoração única e foi ao encontro do anfitrião do evento - Kura - para uma entrevista exclusiva onde procurámos saber como surgiu a ideia do evento, quais os projetos para os próximos meses e a sua possível entrada no Top 100 da Revista DJ Mag.
 
 
Como surgiu a ideia de um sunset com o nome da tua faixa "Sabotage"? 
Foi uma ideia sugerida pelo meu management, a WDB Management. No início pensei que era um pouco impossível de realizar, porque como nós podemos ver aqui, é uma produção muito grande e num sunset de entrada livre acaba por ter um custo muito grande suportado por nós. No entanto, as coisas começaram a ganhar forma e felizmente conseguimos produzir o sunset com entrada livre, porque este evento é também para as pessoas que gostam do meu trabalho e para as que estão aqui em Portimão. A ideia surgiu com o intuito de dar algo novo às pessoas que gostam da minha música.
 
Que projetos tens para os próximos meses que nos possas revelar? 
Tenho muitas coisas agendadas, várias colaborações, remixes a sair, inclusive um para o "Let’s Get F*** Up" do MAKJ & Lil’Jon que vai sair pela Ultra, também saiu agora o meu remix para o "Next Level" do John Christian na Protocol Recordings. Tenho uma colaboração com o Sidney Samson e com os Goldfish and Blink que assinaram pela Revealed; Com o Marcelo CIC, residente da Green Valley e que tem alguns temas na Spinnin’… são muitas coisas aí na calha incluindo vários originais. Também irei fazer algumas internacionalizações até ao final deste ano. Estamos a equacionar algumas datas no Brasil, também tenho convites para fazer datas na Irlanda, Inglaterra e Espanha. 
 

A ideia surgiu com o intuito de dar algo novo às pessoas que gostam da minha música.

 
Estás com expetativas de entrar no Top 100 da DJ MAG deste ano? 
Sinceramente não estou a pensar muito nisso. Decidimos fazer uma campanha este ano, uma coisa mais a sério e mais forte que o ano passado. Também as pessoas mereciam que tivesse essa preocupação. Houve um interesse por parte dos fãs em que eu fizesse uma campanha e foi o que eu fiz, sabendo que é muito difícil entrar, porque há muitos bons DJs.
 
É certo que as tuas faixas são muito conhecidas lá fora, mas em termos de internacionalizações...
Sim, peca um pouco. É esse crossover que falta porque se repararmos vimos que há artistas a crescer muito rápido porque têm uma editora que está montada com uma agência de booking em "360" e que os DJs começam logo a tocar nos clubes mais importantes, vão atrás de grandes nomes nos festivais - as coisas acontecem de uma maneira mais automática. Nós não temos esse suporte ainda, mas não temos de nos queixar, temos sim de continuar a trabalhar. No geral as pessoas têm de parar de se queixar e trabalhar.
 
Que mensagem gostarias deixar aos teus seguidores e aos do portal 100% DJ? 
Acima de tudo uma mensagem de agradecimento pelo apoio que me têm dado, não só os meus fãs como também os da vossa página que me apoiam. Eu estou sempre atento às vossas publicações com conteúdos de excelência. Continuem também a apoiar a cena nacional, novos talentos, pessoal com valor - que é o que vocês têm feito. 
Para as pessoas que gostam da minha música, que se dão ao trabalho de me acompanhar e que às vezes fazem muitos quilómetros para me ver 
espero que continuem a fazê-lo e que eu continue a superar as suas expectativas - trabalho todos os dias para isso.
 
 
Passatempo exclusivo 100% DJ
Queres ganhar uma bola de praia da marca 100% DJ e autografada por todos os DJs presentes no Sabotage Sunset by Kura? 
 
Clica no botão participar, preenche os teus dados e cria uma frase original e criativa que contenha as palavras-chave: Kura, 100% DJ e Verão. São vencedoras as três frases mais criativas e inspiradoras.
 
Passatempo On-line de 13-08-2014 a 25-08-2014.
Passatempo Terminado. 
Vencedores: Rúben Couto, Francisco Marques, Daniel Gaspar.
 
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Disse aos amigos, que no Ultra Music Festival, não se importava de tocar em qualquer lado, nem mesmo na roulotte das bifanas. Este ano, João Rosário, membro da dupla KEVU, estreou-se no cartaz do evento e atuou, não na roulotte, mas no palco The Arrival, que embora pequeno em tamanho, tem um significado gigante na sua carreira. Uns metros ao lado e pela segunda vez consecutiva, o jovem português, em conjunto com Mykris subiu à cabine do palco principal para apresentar o seu novo remix para Sean Paul. Além dessa experiência, nesta entrevista exclusiva realizada em Miami, quisemos também saber que oportunidades tem tido nos vários eventos internacionais por onde tem passado e que novidades tem na sua carreira.

Pelo segundo ano consecutivo subiste ao palco principal do Ultra Music Festival. Conta-nos como foi essa experiência.
Tanto este como no ano passado fui ao mainstage com o Mykris. O Ultra para mim é o melhor festival do mundo, além do Tomorrowland. Prefiro o Ultra porque gosto muito de Miami. Subir ao palco foi uma experiência incrível. Começámos a ver o livestream há 4 anos, ainda não eramos DJs e estarmos a ver na televisão é uma coisa e depois pisar o palco é um pouco surreal. Foi uma experiência espetacular que também me ajudou a nível de credibilidade da marca KEVU. Foi inesperado para muita gente e ajudou-nos também no nosso país. A experiência em si é surreal. 

Que expectativas tinhas para a edição deste ano?
A representar os KEVU, fui tocar num palco novo, pequenino, mas que já é um palco do Ultra. Eu disse aos meus amigos, que no Ultra, nem que fosse na roulotte das bifanas, eu não me importava de tocar. Toquei num palco bastante interessante, o The Arrival, penso que é para aqueles DJs que estão agora a entrar no Ultra. Quem sabe, para o ano, não tocamos no mainstage, não é impossível. Se há 4 anos eu nem sequer era DJ e agora estou aqui… tudo pode acontecer.

Qual é a sensação de representarem Portugal na Miami Music Week e também no Ultra Music Festival?
Portugal é um dos países mais fortes, senão o mais forte a nível de público e paixão pela música. Tivemos a oportunidade de estar na EDP Beach Party no ano passado e conseguir ver isso. É um orgulho imenso mas a vontade é cada vez chegar mais longe, para podermos continuar a crescer como marca e colocar o nosso país no mapa, porque há mesmo muito talento em Portugal.

Certamente que este tipo de eventos internacionais dá-vos a oportunidade de conhecer artistas e personalidades do meio da música eletrónica. Consideras que são importantes para a vossa carreira? Já vos abriram algumas portas?
Sim, quer seja o Ultra, a Miami Music Week ou o Amesterdam Dance Event na Holanda, são eventos onde está presente todo o negócio. Já conheci nestes dias muita gente, conversei com várias pessoas no backstage e depois surgem colaborações, troca de ideias e números de telefone. Ou seja, em casa não se conseguia fazer isto. Aqui há uma facilidade muito maior de se chegar a outros DJs de renome, a outras labels e fazer contactos com pessoas de outros países, como do México ou do continente asiático. São esse tipo de coisas que vamos falando no backstage e que vai ajudar-nos na carreira certamente.

Que novidades podem desvendar sobre o futuro dos KEVU?
Felizmente temos uma agenda muito preenchida daqui para a frente. Temos também quatro ou cinco músicas já assinadas em grandes labels mundiais, colaborações com Blasterjaxx a sair agora, com o MOTi também. 
 

Publicado em Entrevistas
Após uma atuação carregada de boa energia no Mega Hits Kings Fest no passado sábado, em Lisboa, Kura concedeu uma entrevista exclusiva ao Portal 100% DJ. O DJ e produtor português foi o primeiro a subir ao palco e logo se disponibilizou para nos receber no seu camarim ainda em modo “rescaldo” emotivo, por estar a tocar para a maior sala de espetáculos do país. 
 
A primeira digressão pela Ásia, as novas produções, a entrada no Top 100 e o futuro da sua carreira foram os temas de conversa desta entrevista, onde são reveladas diversas novidades em primeira mão para os leitores da única plataforma em Portugal, 365 dias ao Ritmo da Noite.
 
 
Acabas de sair do palco de um grande evento no Meo Arena. Como descreves a tua atuação no Mega Hits Kings Fest e a receção do público?
Foi muito positiva. Não estou habituado a fazer sets tão pequenos, mas tive uma preparação. Estava com algum receio de ser tão cedo e o primeiro a tocar, mas a receção das pessoas foi incrível e passou muito rápido.
 
No início do teu set as pessoas estavam eufóricas e gritavam o teu nome. Como é que te sentes com este tipo de manifestações?
Normalmente sou muito calmo, mesmo antes de tocar, a pressão não me costuma afetar. Já passei por alguns momentos de dificuldade em termos de gig - acontecer alguma coisa ao material no momento -, mas não cedo à pressão. Naqueles 30 segundos antes de entrar, se ouvir as pessoas a gritar o meu nome, o coração bate mais forte e realmente sinto “estou aqui, é a sério!”. Só me apercebo segundos antes de entrar e quando oiço o público. É um misto de grande alegria.
 
É intimidatório?
Não! Fico quase emocionado e dá-me grande vontade logo de subir e começar a tocar. Não fico nervoso.
 
Vais ter uma tour na Ásia... 4 datas que passam por clubs como o X2 em Jakarta, o Sky Garden em Bali e depois vais até Xangai e Pequim, ao Lynx e 8mm, respectivamente. Estás preparado?
Sim, a primeira grande tour fora do país. Já tive várias datas fora, mas não uma tour bem estruturada e tanto tempo fora. Vão ser quatro datas nos melhores clubes equipados com leds, co2, etc. Nunca estive tanto tempo fora de casa, vai ser uma experiência e será a confirmação se isto é mesmo o que quero fazer para o resto da minha vida.
 

Estou atento ao que as pessoas escrevem e dizem sobre mim, seja positivo ou negativo.

 
Existem rumores nas redes sociais sobre a tua presença em grandes eventos, como o Ultra, o Tomorrowland, etc. Que comentário merece este assunto?
Obviamente que fico feliz. Estou atento ao que as pessoas escrevem e dizem sobre mim, seja positivo ou negativo. Tenho a plena consciência do que me é possível. Percebo o que as pessoas dizem na internet e é um facto que me apontam para esses festivais. Agora claramente tem de ser desenvolvido outro tipo de trabalho promocional para eu “merecer” esse lugar. Se formos a ver há artistas com menos notoriedade que lá estão. Mas quando for, eu quero que essa presença seja merecida e que não seja talvez por um contato, uma amizade, ou por outra coisa que possa influenciar a minha presença lá. Sinceramente já tive fases em que duvidava - seria impensável estar nesses palcos. Mas hoje em dia acredito que vai acontecer, é uma questão de tempo. Pelo menos vou justificar isso com trabalho. Se alguma vez tiver que acontecer é porque será justo. 
 
Vamos ver-te nesses palcos em 2015?
Eu gostava. Pode ser que sim - já esteve mais longe. 
 
 
Qual foi o gig que mais te marcou este ano?
É difícil escolher, mas aponto a Nova Era Beach Party e o Meo Sudoeste. Na Nova Era Beach Party eu estreei o “Collide” e recordo-me que criou-se ali uma energia especial à volta da música e, apesar da chuva, ninguém se foi embora - foi muito bom. Já o Meo Sudoeste foi também uma surpresa porque comecei num horário complicado - à hora de jantar. Comecei com cerca de duas mil pessoas, meia hora depois já estavam umas 15 mil, aumentando gradualmente até chegarmos a umas 40 mil. Foi muito especial, porque o público estava muito entusiasmado e interativo. 
 
Este ano tiveste uma notícia bombástica em Outubro: alcançaste o número 42 no Top 100 da DJ Mag. Como é que recebeste esta notícia?
Foi uma surpresa tanto em termos de posição como de figurar no ranking. Quando decidimos estar presentes tinha alertado a minha equipa que seria difícil, e eu acreditava menos do que eles, mas avancei. Dias antes sai o leak, e percebemos que poderia realmente figurar na lista, mas achei que poderia ser “tanga”. Não estava à espera, no próprio dia foi uma grande alegria mas não fiquei deslumbrado com isso. Para as pessoas que votaram em massa acredito que isto seja também uma vitória. Perceber que estás a apostar num artista nacional, e depois ser parte do feito de ele conseguir estar numa posição de destaque a nível internacional, e que o nosso país seja dignificado de alguma forma nesta área em que somos poucos ainda - estamos a começar a abrir o caminho a nível internacional... acho que para as pessoas também foi uma grande felicidade. No meu caso fiquei muito contente mas com os pés na terra e sabendo que foi mais um começo, uma porta que se abriu.
 
É um orgulho representar Portugal no mundo?
Sim, é incrível mesmo. Também temos outro Português no Top100, o Diego Miranda, e podia haver mais, sem dúvida. Por exemplo, se o Pete Tha Zouk tivesse pedido às pessoas para votar, acredito que facilmente lá estaria - as pessoas também têm um grande carinho por ele. Acho - e tenho algum orgulho nisso - que nós estamos a fazer parte deste elenco de portugueses que está a “abrir caminho” para os outros mais jovens, que daqui a cinco ou seis anos vão estar na minha posição. Nós, os DJs portugueses somos responsáveis para criar essas condições e oportunidades para nós próprios e para aqueles que vão surgir. Acredito que daqui a um ano ou dois vamos ter outros dois, três nomes - vejo essa possibilidade. 
 

Quero ser o primeiro DJ português 'a solo' a tentar esgotar uma sala.

 
Que projetos e novidades tens para 2015?
Ainda este ano, vou editar um tema na Revealed, editora do Hardwell, vai sair a 29 de dezembro. É um tema que ele tem tocado muito nos espetáculos. Tem resultado muito bem e está a ser falado, o que me deixa muito satisfeito. Poder editar novamente na Revealed é algo que eu já estava a trabalhar há algum tempo para poder conseguir, porque não é fácil.
Em 2015, planeio fazer os meus próprios eventos. Estamos a trabalhar nisso, saber se é possível, se as pessoas realmente querem que isso aconteça. A minha ideia é fazer mais festas com a minha marca e em sítios maiores. Para já, estamos a considerar Porto, Lisboa e no Verão o sunset. Quero ser o primeiro DJ português “a solo” a tentar esgotar uma sala. O objetivo é fazer coisas diferentes que nunca tenham sido feitas e provar que é possível. Talvez haja muita gente que dúvida, mas cabe-me a mim e aos outros DJs provar o contrário e fazer outras coisas mais arriscadas e é isso que vou fazer.
 
Um álbum de originais é um objetivo próximo?
Tenho muita música nova e trabalho bastante. Não consegui ainda reunir o lote de músicas necessárias a nível de qualidade que me agrade o suficiente para lançar um álbum. Até porque quero que ele seja mais diversificado, que tenha uma música vocal, quero que tenha temas que me caraterizem, um pouco mais fortes e coisas mais emotivas, ou seja, quero que as pessoas possam ver outro lado de mim. Acredito que num espaço de dois, ou menos anos, isso seja possível e esteja na rua esse projeto. 
 
E há alguma colaboração de sonho que gostarias que figurasse nesse álbum?
Sim, o Hardwell seria uma delas. Será sempre aquele artista que eu gostaria de colaborar. Também com Alesso, Steve Angello, Nicky Romero - artistas que eu aprecio bastante e que faria todo o sentido estarem no meu álbum, mas primeiro tenho de criar uma relação de amizade com eles. 
 
Que mensagem queres deixar aos leitores do Portal 100% DJ?
Que continuem a visitar assídua e mais frequentemente, se possível, o Portal 100% DJ, que tem bons conteúdos e bem escritos. Às vezes o problema dos blogues de música de dança é que escrevem mal, e os conteúdos ficam um pouco pobres. Mas para quem quer realmente perceber o que é que se passa, e como é que as coisas acontecem, em termos de eventos e em termos mais profissionais, vocês cobrem realmente esse tipo de informação.
 
Publicado em Artistas
Miguel Machado, conhecido no meio como Mike The Axe, teve a sua primeira máquina fotográfica aos 12 anos. Depois de um curso de jornalismo na ESCS e de fotografia profissional na ETIC, em Lisboa, começou a trabalhar com os Ninja Kore. Além do começo na área, o fotógrafo revelou nesta entrevista exclusiva quais os artistas que mais gostou de fotografar, bem como uma caricata história de meter os olhos em bico. Houve ainda tempo para deixar algumas dicas a quem queira seguir os seus passos.
 
Como começou a tua história no mundo da fotografia ligada à música eletrónica?
Curiosamente foi durante uma aula quando estava na Faculdade de Ciências de Lisboa. Em 2012, estava na universidade e na altura estava na aula de Biologia Genética quando um colega e grande amigo meu na altura me perguntou: "Queres vir a Sesimbra acompanhar-me numa audição de piano para uma banda, os Ninja Kore?". Ao que respondi: "Why not?", e fomos. É importante referir também que na altura a tirar o curso de Fotografia Profissional na ETIC. Mas naquela época a fotografia, para mim era apenas um complemento para vir a ser um fotógrafo de natureza para a National Geographic, ou pelo menos esse era o plano. Quando chegámos à audição, fiquei imediatamente amigo do Bruno Mixtec e em simultâneo intrigado pela possibilidade de viajar com bandas, aplicando o meu conhecimento fotográfico e artístico nesse mundo. Porém, foi apenas no segundo dia do Optimus Alive de 2012 que decidi que a fotografia de música electrónica era uma carreira possível e que me iria trazer felicidade, além de sucesso pessoal e profissional. Tudo isto devido a um telefonema de última hora (5 minutos depois de receber o meu diploma de Fotografia Profissional da ETIC) que recebi do Bruno a convidar-me para fotografá-los no Alive. O momento em que pisei o palco foi quando simplesmente soube que "era isto".

Que festivais e artistas já fotografaste?
É difícil fazer uma lista completa, sem se tornar tedioso para quem ler este artigo. Mas resumindo, direi os festivais e artistas em que tive maior prazer em trabalhar e que me deram mais feedback para o meu projeto. Começando pelos festivais, fotografei o MEO Sudoeste, NOS Alive, Melhores do Ano, Screamout Fest (Tokyo, Japão), o ADE (Amsterdam Dance Event , Holanda), DreamHack (Suécia) e DreamLand (Bremen, Alemanha). Sobre os artistas que já fotografei: The Prodigy, Steve Aoki, Hardwell, OVDS (Taiwan), Ninja Kore, KURA, Karetus, Zardonic, entre outros.

Que história caricata podes contar sobre um dos teus trabalhos?
Como deves imaginar, há imensas. Mas é uma boa questão e a resposta é uma história muito importante para mim, pois deu me a última confirmação em como sou realmente bom no que faço e que devia continuar. No ano de 2015, tive a felicidade de conhecer um artista venezuelano que habita nos EUA, chamado Zardonic. Conheci-o no Hardclub (Porto) numa festa que estava fotografar e naturalmente surgem aquelas conversas de backstage onde lhe mostrei as fotografias que tirei à sua actuação. De imediato ficámos amigos e me agendou uma sessão fotográfica em Lisboa para um presskit que ele precisava na altura. Fizemos a sessão, jantámos e fomos beber copos para o Cais. Um mês depois fui para o Japão em tour com Ninja Kore e numa das sessões de autógrafos numa loja de discos (Tower Records), notei algo que me encheu de alegria: a banca que tinha o top 3 de álbuns de música electrónica mais vendidos estavam 2 álbuns, os quais tinham as minhas fotografias não só a anunciá-los, como nos álbuns em si! Os álbuns eram de Ninja Kore e Zardonic! Sendo que o álbum do que estava em 1 era o álbum do Skrillex. Senti uma motivação enorme que até hoje se mantém, e um profundo desejo de trabalhar para que um dia faça a capa de um álbum do top 1 mundial.
Tenho uma regra que criei onde não pesquiso o artista antes de o fotografar: se não o conhecer, só oiço o seu trabalho no concerto (se gostar no concerto certamente irá para o meu Spotify).

Que artistas gostaste mais de fotografar?
Não consigo dizer com honestidade quem gostei mais fotografar, porque o que eu gosto de fotografar é o espectáculo. A fotografia é uma arte muda. A luz, a dimensão do espectáculo, a vibe do público, o estado emocional do artista, entre outros factores, são a base da felicidade de um fotógrafo e não a música ou a personalidade do artista. Se queres que seja honesto, tenho uma regra que criei onde não pesquiso o artista antes de o fotografar: se não o conhecer, só oiço o seu trabalho no concerto (se gostar no concerto certamente irá para o meu Spotify). Pode parecer presunçoso ou desleixo, mas a realidade é que havendo uma separação entre o 'gostar' do artista (da sua música e ser fã, o lado emocional) e o lado técnico, traz outra dimensão ao meu trabalho e às fotografias. Na minha perspetiva isto acontece porque quando avanças sem expectativas, não crias um juízo de valor inicial que irá limitar a tua visão, em vez disso descobres as entrelinhas que o músico demonstra, enleias-te num puzzle único de espaço e tempo, finalmente criando uma ligação entre o espectáculo e as fotografias, sentindo a alma do momento. E a resolução desse puzzle é o que gosto mais de fazer. Portanto, para responder à questão: os puzzles que gostei mais de resolver foram Steve Aoki no MEO Spot em Portimão (2013) e Prodigy no NOS Alive (2014) . Esses foram os momentos que descobri o puzzle desses artistas.

Que material fotográfico aconselhas para um jovem fotógrafo que queira seguir os teus passos? E algumas dicas?
O que tenham à mão, honestamente. Com a evolução tecnológica, todos (eu incluído) achamos que o material faz o fotógrafo e queremos sempre mais. Não é que seja 100% falso. Existe alguma verdade neste estereótipo, mas na minha opinião para um iniciante o mais importante é usar a primeira máquina que tenha à mão e usar. Digo isto porquê? Porque na fotografia, todas as máquinas usam os mesmos principios e alguém que faz muito no ínicio com pouco, aprende muito mais do que alguém que comece pelo melhor. E quando evoluir e passar para a proxima máquina ficará sempre um passo à frente de quem começou em grande.

Que eventos e artistas que mais gostarias de fotografar?
Da minha bucket list faltam-me Gorillaz (banda) e o Dominator (Festival). Gorillaz porque acho que nao vale a pena alongar me muito. Todo o show visual e o conceito formam um puzzle lindo de descobrir 'live'. E claro, o Dominator: um festival de música eletrónica muito pesada que apresenta um público que aparenta mais simples e menos cansativo do que festivais de vários dias/semanas, mas são 24 horas que parecem 10 dias!

Já trabalhas há algum tempo na fotografia acompanhando os Ninja Kore. Conta-nos como começou e como está a ser a experiência.
Como começou contei na minha primeira resposta. Mas como está a ser? Honestamente essa questão tem diversas partes. Dissecando-as uma a uma aquilo que posso dizer é que são uma família. Não seriam família se não tivesse problemas. Todas as familias os têm. Mas, e aqui há um grande "mas": é por sermos familia que tudo o que fazemos vem de um amor e dedicação extrema. O resultado final é o que está à vista de todos. 
 

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Stereossauro é o nome artístico de Tiago, o companheiro e “irmão” de DJ Ride, dos Beatbombers. Em entrevista exclusiva ao Portal 100% DJ, o artista português fala sobre a sua carreira, o regresso à competição mundial de scracth e algumas curiosidades acerca das suas produções e atuações. A caminho estão dois EPs de tributo a bandas portuguesas.

 

Quando e onde compraste o teu primeiro gira-discos? Ainda lhe dás uso?
Foi no Porto, na Danceplanet, mas esse já não lhe dou uso. Era um Reloop dos fraquinhos, mas deu para começar.
 
A tua formação em artes plásticas e design influencia a tua carreira musical? De que forma?
Sim, influenciou-me bastante, tanto as metodologias como os conceitos que aprendi nos cursos, mas mais importante ainda as pessoas que conheci. O facto de estar exposto a várias ideias é muito enriquecedor e ainda hoje tenho amigos próximos dessa altura.
 
De todas as atuações enquanto projeto Beatbombers, qual gostarias de destacar e porquê?
Todas são importantes, mas o campeonato IDA de 2011... essa noite foi épica. Essa é minha e do DJ Ride - ninguém nos tira. Um grande abraço para meu “bro” DJ Ride, Beatbombers4ever!
 
Preferes atuar sozinho ou através dos Beatbombers com o DJ Ride?
É difícil escolher. Sozinho posso "planear" o set todo, ou desenvolver uma ideia, mas com o Ride é mais fácil e mais surpreendente, porque improvisamos bastante. Nunca sabemos bem como vai ser o set. Como Beatbombers acaba por ser mais divertido, mas também adoro fazer um set sozinho.
 
Qual é a sensação de atuar num Boiler Room, em direto para todo o mundo?
Isso foi no set do Ride. Alto convite do Ride, mas nem tinha pensado bem nisso. Foi "bué" descontraído, porque o set era dele, a responsabilidade maior era dele (risos). Eu fui só curtir uns scratches, nem estava propriamente a pensar que aquilo estava a ser transmitido para uma audiência enorme. Grande set dele mais uma vez!
 
Que equipamento consideras essencial na tua cabine?
Technics 1210, Rane 62 e Akai MPD. Com isto estou em casa.
 
 
Quais são as tuas referências e com quem gostarias de fazer um B2B?
Tenho muitas referências de DJs: MixMaster Mike, DJ Shadow, DJ Craze, Z-trip e mais recentemente o Gaslamp Killer. Provavelmente escolhia o Mixmaster Mike para o B2B.
 
Quais foram as inspirações e influências que levaram à gravação do teu último álbum “Bombas em Bombos”?
De tudo um pouco, mas mais focado na fusão de Bass music eletrónica com música tradicional de vários países.
 
“Verdes Anos” foi uma das tuas produções de mais sucesso. Qual é a história por detrás desta faixa?
É a primeira vez que me perguntam isso! Mas foi muito simples. Andava com essa música do Carlos Paredes na cabeça e um dia cheguei a casa, peguei no CD e ouvi a música umas dez vezes seguidas para perceber o que conseguia fazer com esses samples. Depois foi cerca de duas horas e estava feito. Foi muito rápido e também tive sorte, acho eu, pelo menos na maneira como os samples resultam e pela aceitação do público. Quando fiz isso não estava minimamente preocupado se alguém ia curtir, se o sample português ia funcionar ou não, e depois mostrei ao Ride quando ele passou lá em casa. Ele pôs isso no Youtube e comecei a receber montes de mensagens, foi brutal! Ainda hoje é um "high-light". Sempre que toco isso o público mostra que está a sentir!
 
Como foi o regresso à competição mundial de scratch?
Só estivemos um ano sem competir e foi principalmente por não se realizarem campeonatos no nosso país, com muita pena nossa. Mas como já vencemos aquela competição foi-nos concedido um ‘wild card’. Nós ainda temos muita vontade de continuar a competir e evoluir cada vez mais. Dá muito trabalho e é muito pesado psicologicamente, pois nós empenhamo-nos mesmo a sério, mas é o que nos põe o sangue a "correr" nas veias.
 
Que novidades podemos esperar de Stereossauro para este ano?
Estou a preparar umas remixes do meu álbum com uns amigos, que quero manter surpresa por enquanto. Vou lançar pelo menos dois EPs de tributo a bandas portuguesas, um agora no início do ano, outro mais para o fim. Mixtapes, muitas atuações, DJ sets, e claro que vou tentar alguma competição de DJs, mas isso é difícil de prever. Muita música nova a caminho!
 
Que mensagem gostarias de deixar aos leitores do Portal 100% DJ?
Que se a música for o vosso caminho, trabalhem bastante, todos os dias. O talento é muito importante, mas sem o trabalho não se consegue. Sejam originais e divirtam-se! 
 
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Com apenas 20 anos, Danny Avila é uma das grandes promessas da música eletrónica a nível mundial. Foi considerado como "Artista Revelação" por vários órgãos de imprensa especializada como a MTV, Billboard e Vicious Magazine e tem o apoio de Tiësto, com quem já trabalhou várias vezes. O Portal 100% DJ entrevistou o artista espanhol no Nosolo Água em Portimão, na “Where’s The Party by Carlsberg” no passado dia 1 de agosto, antes da sua atuação. Nos bastidores do evento, Danny Avila falou-nos sobre a sua carreira, o nosso país, a música eletrónica em Espanha e sobre o Top 100 da DJ Mag.

 
 
Gostas de Portugal?
Adoro Portugal! Ainda não atuei muito por cá, na verdade esta é a segunda. O ano passado foi em Cascais, na mesma festa, que foi incrível.
 
O que conheces do nosso país?
A verdade é que não conheço muito. Apesar de ser de Espanha, mesmo aqui ao lado, é certo que ainda não atuei muito em Portugal, mas o pouco tempo que estive aqui tem sido uma experiência muito boa.
 
Como consideras a música eletrónica em Espanha?
Agora está num bom momento. Há uns quatro ou cinco anos quando comecei a ganhar mais notoriedade e nessa altura a dance scene não estava tão boa como agora, mas nos últimos dois anos tem ganho uma boa forma.
 
Que diferenças encontras entre o público português e espanhol?
Não muitas. A cultura é parecida e no final todas as pessoas que saem querem dançar e passar um bom momento.
 

Um artista internacional tão grande que se interessa pelo teu trabalho e que te apoia é incrível.

 
O teu pai também foi DJ. Esse facto revelou-se numa inspiração para ti?
Não diria uma inspiração. Eu por exemplo, quando comecei, tinha dois technics do meu pai quando era mais novo e curioso e tinha milhares de vinis. Passava muito tempo a ouvir todos os vinis que ele reproduzia há muito tempo.
 
Tiësto afirmou que vais ser a próxima “mega-estrela”. Qual é a sensação de uma lenda da música eletrónica dizer isso de ti e do teu trabalho?
Na verdade, é incrível! Tiësto, desde que comecei, sempre foi uma grande inspiração. Tive a oportunidade de, pouco a pouco, trabalhar mais com ele, principalmente nos últimos dois/três anos e é incrível. Um artista internacional tão grande que se interessa pelo teu trabalho e que te apoia é inacreditável.
 
 
Para o futuro, que projetos estão previstos para a tua carreira?
Agora os projetos mais importantes que tenho passam pela minha própria residência no Pacha Barcelona todas as segundas-feiras, com a minha festa que se chama “More”, onde atuo praticamente toda a noite com música diferente. Não é só Progressive, mas um pouco mais de Tech House e outros géneros diferentes de música. Estou muito feliz porque o Pacha é uma excelente marca a nível mundial. Em relação a produções, o meu próximo lançamento será em setembro, uma colaboração com Tujamo, pela Spinnin' Records. Depois tenho outro tema a sair pela Playbox Music.
 
Quem achas que vai ser o número 1 do Top 100 da DJ Mag este ano?
Todos os anos é a pergunta que se faz a todas as pessoas mas nunca se sabe. Acredito que o Top 100 da DJ Mag é uma incógnita.
 
Que mensagem queres deixar aos leitores do Portal 100% DJ?
Quero agradecer a todos os que me seguem e a todos os portugueses. Estou encantado por voltar aqui mais um ano e o recinto é espetacular e muito bonito. Quero voltar muitas mais vezes a Portugal!
 
Segue Danny Avila nas redes sociais

     

 
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Será no próximo sábado, 22 de novembro, a partir das 21 horas, que o Meo Arena volta a receber uma noite épica de música eletrónica com o selo da emissora de rádio Mega Hits. Martin Garrix, Dvbbs, Blasterjaxx, Jay Hardway e o português Kura serão os "maestros" que vão levar a maior arena do país ao rubro, durante cerca de seis horas.
 
Com a realização do "Mega Hits Kings Fest", e depois do espetáculo "I Am Hardwell" em dezembro do ano passado, com lotação esgotada, Lisboa continua a ser uma das capitais europeias de eleição para a atuação dos mais jovens e talentosos DJs/produtores internacionais.
 
Os ingressos podem ser adquiridos nos locais habituais, pelo preço de 65 euros (Bilhete VIP) onde o mesmo dá direito a assistir ao espetáculo a partir de uma bancada de acesso reservado, com visibilidade privilegiada para o palco e oferta de duas bebidas. Já o bilhete da plateia “Golden Circle” tem o custo de 59 euros e garante igualmente a entrada por um acesso exclusivo e a possibilidade de assistir ao espetáculo junto ao palco, numa zona com lotação limitada. Quem quiser optar pelo primeiro balcão, o preço é de 41 euros e toda a zona atrás do "círculo dourado", na plateia, tem o preço de 45 euros.
 
A poucos dias de Portugal receber o "Mega Hits Kings Fest", o Portal 100% DJ foi ao encontro de Nelson Cunha, diretor da Mega Hits, marca que dá nome a este evento que promete marcar a diferença e proporcionar uma noite única a todos os fãs de música eletrónica.
 
As expectativas, os pedidos extravagantes, o porquê de ser só um DJ português a figurar no cartaz, e os pormenores da produção que vai fazer tremer o Meo Arena, são alguns dos temas abordados nesta entrevista exclusiva de antevisão ao evento.
 
Quais são as expectativas para o evento Mega Hits Kings Fest?
O alinhamento do cartaz diz tudo. Estamos confiantes de que teremos uma noite que ficará novamente para a história da música eletrónica em Portugal e fico ainda mais satisfeito por ser a Mega Hits a "carimbar" novamente a sua marca num território que temos vindo a construir de forma consolidada, promovendo eventos para o nosso target que marcam pela diferença e qualidade. 
 
Quantas pessoas são esperadas?
As suficientes para termos uma noite mágica à semelhança do que temos produzido nos últimos anos no Meo Arena com a nossa produtora de eventos - Genius y Meios. Basta recordar a "One Last Tour" dos Swedish House Mafia, "I Am Hardwell" o ano passado, e este ano apresentamos um evento em nome próprio - Mega Hits Kings Fest - com DJ’s/produtores de uma nova geração incrível e super talentosa. 
 
Existe grande procura de ingressos por parte de pessoas de outros países?
Sim. Todos sabemos que Lisboa recebe ano após ano cada vez mais turistas. Procurámos também com a realização deste evento contribuir para o reforço do posicionamento de Lisboa como uma capital mais urbana, jovem e moderna, proporcionando aos turistas uma proposta de espetáculo que felizmente não acontece só nas Arenas de Amesterdão, Londres ou Milão. Estamos a colocar Lisboa cada vez mais na rota favorita dos top DJ’s mundiais.
 
Porquê só um DJ português?
Porque só tínhamos seis horas de scheduling para o line-up de artistas. E achámos que o Kura este ano seria uma aposta vencedora tendo em conta a qualidade do trabalho produzido em estúdio, atuações e a popularidade alcançada junto do target. De resto, enche-nos de orgulho ter o #42 do Top 100 da DJ Mag no line-up do Mega Hits Kings Fest. 

Estamos a colocar Lisboa cada vez mais na rota favorita dos top DJ’s mundiais.

 
Há artistas a fazer pedidos extravagantes? 
Por acaso não. Também eu fiquei admirado. Martin Garrix por exemplo pede imensas toalhas, algo normal tendo em conta a máquina de desidratação do #4 do Top 100 da DJ Mag. Os Dvbbs pedem o mítico barco insuflável. Nenhum pedido demasiado extravagante - querem é fazer a festa com o público. O Martin Garrix está muito motivado pois é a primeira vez em Lisboa e numa entrevista recente à Mega Hits confessou estar a preparar várias surpresas especificas para esta noite. Estamos muito ansiosos.
 
De que forma é importante uma rádio como a Mega Hits produzir um evento deste género?
Primeiro temos uma responsabilidade enorme. O ano passado com o "I Am Hardwell" arriscámos tudo quando anunciámos a vinda de Hardwell e estávamos muito longe de saber que seria o DJ #1 do mundo. Após essa noite percebemos que deixámos a fasquia muito elevada para a preparação do "Mega Hits Kings Fest" de 2014. Fizemos um longo trabalho de prospeção de mercado, encontrar os artistas certos, a combinação ideal alinhada com as disponibilidades de agenda não foi fácil. E não se trata da produção de um evento qualquer numa sala mediana, ou ambiente igual a tantos outros. Teria de ser diferente. Nesse sentido cumprimos o nosso objetivo, construir um alinhamento que fizesse o "fit" com a linha editorial da Mega Hits e o target da estação.
 
 
A Mega Hits vai continuar a apostar na música eletrónica?
É muito provável que sim, mas todos sabemos a facilidade com que os jovens mudam de gostos e hábitos. Estaremos atentos e com novidades a apresentar brevemente.
 
Que mensagem gostaria de deixar ao público?
Quem ainda não comprou bilhete, despache-se. Quem já comprou, acredito que vai viver uma das melhores experiências das suas vidas. Estão a chegar a Lisboa oito camiões de 20 metros de comprimento com equipamento que irá tornar este espetáculo fabuloso. Efeitos especiais, lasers, CO2, pirotecnia em tudo superior aos espetáculos "I Am Hardwell" ou "One Last Tour" dos Swedish House Mafia, mais de 170.000W de som, 200m2 de ecrãs vídeo, um cenário audiovisual nunca antes visto no Meo Arena. Mais de 200 pessoas estão envolvidas na produção do evento. Portanto demasiados motivos para ir e ir. Vão guardar recordações magníficas desta noite, o ambiente no Meo Arena será mágico. Sugeria que fossem cedo de forma a não perderem um único BPM da viagem que tem início marcado para as 21 horas. Na Mega Hits estamos todos muito excitados com a produção deste evento e vamos experienciá-lo de forma muito especial ao lado dos nossos ouvintes e fãs de EDM.
Publicado em Mix
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