20-07-2019

  Diretor Ivo Moreira | Periodicidade Diária

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Até ao ano passado, apenas quatro artistas portugueses tinham figurado no Top 100 da Revista britânica DJ Mag: Kura, Pete Tha Zouk, Diego Miranda e DJ Vibe, que possuí o título de melhor posição de um português até ao momento (#36), decorria 1997, o primeiro ano em que este Top estreava as diferentes posições, hoje bastante disputadas. Apesar de ser o artista nacional com mais posições alcançadas, DJ Vibe não faz parte deste Top desde o ano 2011 (#84).
 
O DJ e produtor algarvio Pete Tha Zouk estreou-se em 2010 com uma entrada direta para a 80.ª posição. No ano a seguir (2011) subiu até ao número 37, a segunda melhor posição de um português neste Top.
 
E porque é de popularidade que esta listagem se faz, também Diego Miranda - que nos últimos anos tem arrastado multidões com o seu carisma e interatividade - não poderia faltar e foi em 2013 que comemorou a sua estreia na posição número 94. O trabalho de apelo ao voto deu frutos e o ano passado escalou até ao 70.º “andar”.
 
Além de Diego Miranda, o ano de 2014 também foi feliz para Kura, que ao jeito de um “kamehameha”, entrou a grande velocidade na cauda do Top e só parou na posição 42 - o número da sua estreia nestas andanças.
 
Ao que tudo indica, este ano será de muitas oscilações, quiçá novas entradas de artistas portugueses, mas tudo ficará em aberto até ao próximo dia 16 de outubro, data em que se realizará a cerimónia de apresentação do Top 100 no Amsterdam Music Festival, evento inserido no ADE (Amsterdam Dance Event) aquele que é considerado o maior encontro de música eletrónica a nível mundial e que este ano realiza a sua edição de 14 a 18 de outubro.
 
Em baixo, poderás conferir todas as posições alcançadas pelos DJs portugueses ao longo dos anos.
 

DJ Vibe

1997 - #36
1998 - #87
2004 - #80
2005 - #40
2006 - #47
2007 - #40
2008 - #79
2010 - #100
2011 - #84
 

Pete Tha Zouk

2010 - #80
2011 - #37
2012 - #47
 

Diego Miranda

2013 - #94
2014 - #70
 

Kura

2014 - #42
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Pela primeira vez, na história do Top 100 DJs, uma dupla chegou ao número 1: os irmãos belgas Dimitri Vegas & Like Mike, subiram este ano 1 posição, para descoroar o holandês de 27 anos, Robbert Van de Corput, conhecido no meio por Hardwell. O restante Top 5 foi, sem surpresas, preenchido por Martin Garrix (3), Armin Van Buuren (4) e Tiesto na quinta posição.
 
Como se isso não bastasse, este ano pela redação da revista DJ Mag passou um verdadeiro tornado, baralhando várias posições, que se dizem injustas aos olhos de quem perdeu o seu tempo a votar nos artistas favoritos, onde muitos deles nem sequer figuram nesta tabela.
 
Nesse sentido e pelo quarto ano consecutivo, o Portal 100% DJ lançou um desafio a rostos conhecidos e influentes na noite Portuguesa, a fim de responderem à questão “Qual é a sua opinião sobre o Top 100 da DJ Mag?”. O nosso primeiro convidado a responder é o DJ e produtor Will Pit-a-Pat
 

Qual é a sua opinião sobre o Top 100 da DJ Mag?

 
Antes de mais, gostaria de agradecer ao 100% DJ este convite para comentar os resultados do DJ Mag TOP 100 2015.  É uma honra para mim ser convidado para este tipo de iniciativas que englobam vários profissionais ligados à industria da dance scene nacional.
 
Relativamente ao tópico em questão, o meu primeiro e principal comentário vai para os artistas nacionais que conseguiram entrar neste TOP 100 em 2015: Diego Miranda e Kura. São duas referências fantásticas para qualquer DJ/produtor português e devemos apoiá-los, tal como devemos apoiar todos aqueles que trabalham arduamente para serem melhores artistas, elevando a sua qualidade como produtores e DJs, mantendo a humildade e realçando cada vez mais o seu valor. O Diego Miranda fez tours alucinantes no Brasil, conquistou residências em Ibiza e chegou ao continente asiático. A sua versatilidade e qualidade enquanto DJ é fenomenal! O Kura, um dos meus ídolos, produziu faixas espetaculares e atingiu um patamar de sonho para qualquer artista: editar por labels de topo e a colaborar com o “anterior melhor do mundo”: Hardwell. Parabéns portugueses! Queremos mais e espero que tanto eu como muitos outros produtores portugueses cheguem um dia tão alto.
 

Parabéns portugueses! Queremos mais e espero que tanto eu como muitos outros produtores portugueses cheguem um dia tão alto.

 
Como tal, isto leva-me ao assunto central deste texto e apesar de não gostar de “lavar roupa suja em praça pública”, aproveito para questionar o objetivo deste TOP 100. Publicidade? Marketing? Valorização profissional? Premiação dos melhores DJs ou produtores? Retorno financeiro? Uma coisa é certa, a dignidade do TOP 100 da DJ Mag decresceu a partir do momento em que passou a vender publicidade em prol de melhores classificações, passando de revista séria para “entidade circense”.
 
A vitória dos irmãos belgas (Dimitri Vegas & Like Mike) veio provar que o dinheiro pode comprar até o primeiro lugar do pódio, principalmente quando o não apresentam mérito pelas suas produções, tal como acontece com outros artistas! Para além disto, a divulgação da troca de e-mails entre o DJ Stamen e a DJ Mag e a entrada do indiano DJ Chetas faz-me pensar se a entidade responsável por este TOP 100 é a DJ Mag ou algum criador de uma aplicação de riso! Mas também é verdade que há mais para avaliar. A classificação dos suecos Axwell /\ Ingrosso prova que a música pode tocar mais as pessoas do que qualquer outra coisa. Valorizo a permanência de artistas fenomenais como MAKJ, Laidback Luke e Bassjackers apesar da sua injusta classificação e fico muito feliz por ver nomes como Tujamo, DJ Snake, Oliver Heldens, Tchami e Will Sparks. Fantástico prémio para Don Diablo que teve um ano estrondoso e criou uma marca fortíssima no mercado! Superior a isto, só mesmo Diplo a entrar com o seu próprio nome e com os projectos Major Lazer e Jack U. No entanto, coloca-se a questão: onde está hoje a grandeza deste TOP 100 e onde andam artistas como Kryder, Tom Staar, Matisse & Sadko, Bass Kleph, Dzeko & Torres, Dillon Francis e Martin Solveig?
 
Para mudar isto, espero mais e melhor da electrónica, da dance scene e dos portugueses. Acredito que temos todo o potencial para crescermos e existe muito talento e trabalho a ser desenvolvido. Como artista, cronista, formador, profissional e ser humano, quero fazer mais e melhor e gostava que pensassem se não faz sentido existir mais união entre todos. Vamos trabalhar e crescer juntos!
 
Até breve, Will Pit-a-Pat.
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segunda, 20 outubro 2014 19:50

Top 100 DJ Mag: a análise dos resultados

A plataforma 100% DJ foi a primeira a anunciar (antevisão) a presença de dois portugueses no TOP 100 da DJ MAG. 
Nessa mesma antevisão, foram lançados resultados que poucos estariam à espera mas que vieram a confirmar-se (na sua maioria).  Não foi de estranhar ver nomes a desaparecer desta tabela e os resultados cimeiros eram mais ou menos previsíveis. 
 
As principais surpresas foram os resultados de Nicky Romero e Skrillex, onde se esperava uma queda acentuada no seu posicionamento (situação que não se verificou, tendo Skrillex melhorado a sua classificação em 2 posições). 
 
No meio destes resultados, todos esperavam uma entrada e boa classificação para os DVBBS (entraram directamente para a 20ª posição) mas a "estrela" nas entradas directas (e algo que ainda não consegui perceber) foi o posicionamento do Deorro para o TOP 20 (19ª posição) o que levanta (novamente) algumas duvidas na forma como as votações são feitas (não colocando em causa o seu valor). 
 
Outras subidas que tenho de destacar são nomes como o dos Blasterjaxx, Showtek, R3hab, Steve Angello (a meu ver merecia um posicionamento ainda melhor), Dannic, Diplo, Ummet Ozcan, Vicetone e Umek (este ultimo prova que os fãs de musica electrónica estão cada vez mais eclécticos).  
 
Como tinha sido "anunciado" previamente os Swedish House Mafia não constam neste TOP 100 e estranhamente o DJ/Produtor Brasileiro Ftampa fica também fora desta tabela, deixando os seus compatriotas Felguk no "último lugar" (100ª posição). 
 
Para terminar a análise geral, realço ainda a reentrada de um "dinossauro" chamado Boy George, as entradas mais do que merecidas do Quintino, Vinai, Borgore e Makj e é sempre um prazer ver o "Rei" Carl Cox e o "Plastikman" Richie Hawtin numa tabela que para mim não passa disso mesmo e que suscita sempre imensas duvidas na forma como são feitas as votações e a sua veracidade. 
 
Relativamente aos portugueses, se é com imenso agrado que vejo dois portugueses neste TOP e com uma entrada histórica do Kura e uma excelente classificação do Diego Miranda (está pelo segundo ano consecutivo nesta tabela e melhorou a sua classificação), também fico revoltado com muitos comentários que tenho lido nas redes sociais por parte de alguns "colegas de profissão". 

(...) fico revoltado com muitos comentários que tenho lido nas redes sociais por parte de alguns "colegas de profissão (...)

 
Fico com a clara impressão que os "aziados" não conseguem compreender que é o nome de Portugal e dos DJs Portugueses que é promovido mundialmente e que coloca mais "olhares" no nosso mercado, abrindo portas para outros. Acho inacreditável que a mentalidade seja "rebaixar" o trabalho de outros para tentarem sentir-se melhores. Critiquem o jogo, nunca critiquem os jogadores. 
 
Pela primeira vez na sua carreira o DJ e Produtor português, KURA, alcançou um lugar entre os 100 mais importantes DJ’s mundiais com entrada directa para os "50 Mais" com a classificação no lugar 42º. Com este resultado o português fez história ao conseguir a mais alta entrada directa de sempre não só de um Português mas de toda a comunidade lusófona mundial.
 
Para terminar deixo os parabéns ao Ruben (Kura) e ao Diogo (Diego Miranda) e aos meus colegas da WDB e ao Barreto pelo trabalho que fizeram com os artistas que representam. 
 
Obrigado à 100% DJ pelo convite realizado pelo segundo ano consecutivo para elaborar a antevisão e o "pós resultados" desta tabela que todos os anos levanta imensa polémica com os seus resultados mas continua a servir de "bitola" para definir e destacar os melhores DJ’s do mundo. 
 
Ricardo Silva
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Chega a altura do ano em que os amantes de música electrónica ficam na expectativa pelos resultados do Top da revista DJ Mag. Não serão certamente todos, mas grande parte, porque continuamos com o embate entre duas tabelas distintas: A DJ Mag e o Resident Advisor. 
 
É mais um ano em que recebo com agrado o convite do Portal 100% DJ para comentar e efectuar uma antevisão dos resultados da DJ Mag, que serão revelados no Amsterdam Dance Event e este ano, antes de deixar essa antevisão, vou dizer algumas palavras para tentar clarificar alguma confusão e críticas que esta votação parece exercer. 
 
Apesar de se chamar ‘Top’, temos todos de perceber que os resultados desta tabela valem o que valem, ou seja, não é por um determinado DJ estar numa posição superior ou inferior que é melhor ou pior que outro que nem sequer apareça nesta tabela. 
 
Estes resultados são de alguma forma o reconhecimento dos fãs pelo trabalho que um DJ efectuou durante um ano, uma forma de promoção dos artistas que terá reflexo no valor da actuação dos mesmos, um investimento elevadíssimo por parte de agências ou dos próprios DJs e um ‘veículo promocional’ onde a marca/produto (leia-se DJ) chega aos clientes em todo o globo. Quem não conseguir compreender o objectivo e as diferenças deste ‘Top’ para uma simples votação ou análise de produção ou skills técnicas, irá sempre criticar esta tabela e os seus resultados.
 
No que diz respeito à antevisão dos resultados propriamente dita, este ano não tenho tantas certezas como o ano passado. Foram feitas campanhas e investimentos elevadíssimos e a indústria da Electronic Dance Music está cada vez mais forte. Está a entrar numa espiral que, na minha opinião, está errada com investimentos das largas centenas de milhares de euros, quer em valores cobrados nas actuações, quer no investimento efectuado, o que leva a um descrédito da qualidade musical e dos artistas. A música e o DJ deve estar sempre acima de tudo mas é fácil entender que sem promoção e investimento, por muita qualidade que exista, é difícil alguém chegar a um patamar elevado e global. 
 
No Top 10 julgo que não devemos ter diferenças e os nomes serão os mesmos do ano passado. Hardwell, Dimitri Vegas & Like Mike, Armin van Buuren, Martin Garrix, Tiësto, Avicii, David Guetta, Skrillex e Steve Aoki deverão estar presentes, deixando Calvin Harris e Afrojack na luta pela entrada nestes 10. A minha convicção é a de que este ano, Calvin Harris irá subir a sua classificação, que o Top 5 não terá mudanças e que Axwell /\ Ingrosso vão subir na tabela, tal como DJ Snake (vamos ter surpresas) e os projectos Major Lazer e JackÜ vão aparecer. 
 

Será que não atingimos já valores de actuações descabidos e pedidos inimagináveis por parte dos DJs? Será que o grau de exigência dos DJs desta tabela justificam o que se paga por eles?

 
Relativamente aos portugueses, Kura é claramente onde depositamos as nossas maiores expectativas, com o Diego Miranda sempre à espreita de uma entrada no Top 100. Uma certeza, é que Mastiksoul e Pete Tha Zouk não irão entrar nesta tabela, apesar das suas actuações e reconhecimento mundial, mas por opção própria pois nem sequer fizeram campanha. 
 
Do Brasil, fica a expectativa se Ftampa irá entrar, depois de ter ficado na 102ª posição o ano passado e se os Felguk conseguirão permanecer nos 100. 
 
Certamente iremos ver nomes a sair desta tabela, tendo alguns deles entrado pela primeira vez o ano passado e DJs que muita gente desconhece vão dar entrada. Haverá algumas surpresas (há sempre) como a classificação em 2014 do Deorro e do Borgore e são esses resultados que trazem a curiosidade sobre os mesmos. 
 
Deixo uma última nota e um pensamento sobre esta tabela e o que ela fez nos últimos anos. Será que não atingimos já valores de actuações descabidos e pedidos inimagináveis por parte dos DJs? Será que o grau de exigência dos DJs desta tabela justificam o que se paga por eles?
 
Fica ao critério de cada um que paga para os ir ver/ouvir e de quem os contrata, essa mesma análise. Sabemos os cachets dos DJs portugueses e quem os contrata acha sempre caro, mas continuamos a pagar centenas de milhares de euros por artistas que não são melhores do que temos por cá e na larga maioria das vezes não atraem público que justifique esse investimento. 
 
Esperemos que as mentalidades mudem e que a valorização do que é nosso e da nossa música seja uma realidade em 2016.
 
Ricardo Silva
 
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Segundo os últimos resultados do mais famoso e polémico ranking de DJs - divulgado no passado sábado, 18 de outubro - Hardwell, sem grandes surpresas, volta a alcançar o número 1 de uma listagem de 100 artistas. O DJ e produtor holandês recebe, desta feita, a medalha de “mais popular do mundo”, com Dimitri Vegas & Like Mike e Armin van Buuren a completar o pódio, no segundo e terceiro lugar respetivamente.
 
A lista tem recebido inúmeras críticas relacionadas com o desajustado posicionamento de alguns DJ's reconhecidos mundialmente, como é o caso de Carl Cox, ou pela ausência de Erick Morillo, por exemplo.
 
Pelo terceiro ano consecutivo, o Portal 100% DJ lançou o desafio a três rostos conhecidos e influentes na noite nacional para participar no Vox Pop, onde a pergunta é: "Qual é a sua opinião sobre o Top 100 da Revista DJ Mag?"
 
O nosso primeiro convidado a opinar é o DJ Van Breda. Nos próximos dias, apresentaremos mais duas importantes opiniões deste Vox Pop que incide sobre o tão falado Top 100.
 
A Redação 100% DJ.

 
O Top 100 DJ Mag, é para mim, o catálogo de DJs da moda.
 
A DJ Mag faz um top 100 de DJs desde 2004, ou seja há 10 anos e só nos últimos 4 ou 5 é que o comum consumidor de música electrónica tomou consciência da sua existência e testemunhou o galopante crescimento da sua importância na dance scene mundial. E tudo isto, porquê? A meu ver, o destaque que tem sido dado nos últimos anos a este top 100, deve-se a um conjunto de factores:
 
Deve-se à crescente necessidade que os festivais e casas nocturnas de todo mundo têm de fazer valer os seus investimentos, ou seja, quando contratam um artista, além do comum "DJ X autor do hit Y e Z", podem agora vangloriar-se de ter na sua casa um DJ que consta na posição “tal” do top 100. Até que ponto é isto bom para um artista?
 
Imaginem o seguinte, um clube comprou o Cristiano Ronaldo, qual a noticia que faz mais sentido? "Clube Y compra Ronaldo" ou "Clube Y compra Ronaldo, que marcou 234 golos, ganhou 10 campeonatos, faz a depilação, não tem pé de atleta e namora com a Irina.”?
 
Não que eu ache que fazer referências da carreira de um artista na publicidade do mesmo esteja de alguma forma a denegrir a sua imagem, mas quando temos que explicar ao cliente desalmadamente quem ele é, se calhar ele não é assim tão bom ou tão famoso.
 
O Top 100 veio fazer dos DJs os deputados do mundo da noite, entristece-me e irrita‐me ver DJs de todo o mundo literalmente envolvidos em campanhas eleitorais, a fazerem todo o tipo de publicidade ao seu nome, à sua carreira e a relembrar os seus fans que chegou a hora de votarem neles. É do senso comum que a competição existe e é importante se for saudável, da mesma maneira que todos já nos apercebemos que hoje em dia os DJs são mais que artistas e entertainers, são marcas gigantes, com branding e marketing elaborado e é normal que nenhuma marca quer ficar fora seja de que top for.
 
Mas é curioso ver alguns DJs (e por sinal muito bons) a criticarem e até mesmo a boicotarem o top 100, como por exemplo o Diplo e o Dillon Francis que frequentemente falam disso em entrevistas. Existem outros DJs que apesar de figurarem no top não se gabam do mesmo, nem deixam que as casas o façam, a meu ver, uma decisão acertada para quem acha que o seu nome e o seu trabalho fala mais alto.
 

(...) prefiro um dia ser referenciado ou destacado por uma instituição de renome que por um público embebido em campanhas e opiniões distorcidas.

No ano passado fui analisar o top 100 e encontrei um nome que me suscitou imensa curiosidade pois nunca tinha ouvido falar, uma DJ de Hong Kong com pouco mais de 20 anos, até aqui tudo bem, não fosse o seu facebook parecer uma revista masculina reles, ao que eu me pergunto: "Como pode esta criatura estar ao lado de monstros como Carl Cox, Daft Punk ou Axwell?".
 
Não sou contra este top, sou contra o frenesim criado à volta do mesmo. Se este top é realmente para quem tem a melhor campanha e tem mais votos, é algo do qual eu nunca quererei fazer parte, prefiro um dia ser referenciado ou destacado por uma instituição de renome que por um público embebido em campanhas e opiniões distorcidas.
 
Não podia deixar de referenciar a entrada no nosso Kura para o lugar 42, a quem dou os meus mais sinceros parabéns, não só por este objectivo concretizado, mas sim por todo o trabalho e sucesso alcançado ao longo dos últimos anos, ele já constava no meu top muito antes de entrar neste.
 
Para finalizar lanço um exercício mental, imaginem a revista Rolling Stone criar anualmente o top 100 de bandas Rock, quantas acham que se iam envolver nisto?
 
Vemo-nos na pista de dança.
 
DJ
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Ainda com a "febre" do Top 100 da Revista DJ Mag a fervilhar, eis que te apresentamos 8 curiosidades, que provavelmente não sabes. Mas elas existem.
 
1Não tens de estar muito tempo na "moda" para te tornares o DJ número 1 do mundo. Os DJs que anteriormente alcançaram o topo como Armin van Buuren, Tiësto e David Guetta já trabalhavam nesta área há muitos anos quando finalmente conseguiram o primeiro lugar no Top da DJ Mag. Tiësto alcançou a primeira posição quando tinha 33 anos, Armin van Buuren aos 30 anos e David Guetta quando fez 43 anos. Hardwell é o mais novo vencedor de sempre do Top 100 da DJ Mag com apenas 25 anos.
 
2Já não importa ter um Radioshow ou marcar presença em grandes eventos como por exemplo o Tomorrowland ou o Ultra Music Festival. Basta apenas produzires um hit e estás seguramente no Top 100. A "lenda" Carl Cox ficou em 46º e o mais novo DJ do Top - Martin Garrix em 40º.
 
 
3Não é necessário seres um DJ para estar no Top 100 da DJ Mag. Os Daft Punk lançaram o seu novo álbum "Random Access Memories" em maio deste ano, após longos anos de silêncio e já não atuavam para um público (pagante) desde 2007, mesmo assim subiram 22 lugares, para ocuparem o número 22 no Top.
 
4Se tiveres um peito favorável e produzires uma espécie mashups, poderás acabar no 87º lugar como a Tenashar. Já agora, nunca ouvimos falar de tal pessoa antes. (?!)
 
 
5Avicii é um sólido número três. Apesar de todos os comentários negativos acerca do seu set no Ultra Music Festival em Miami, ainda se chegou a pensar que o tempo de Avicii tinha terminado, mas o "puto maravilha" da Suécia atacou e bem. "Wake Me Up" tornou-se o single mais vendido do Reino Unido de 2013 e ficou nos Tops de 20 países. 
 
6Mais uma vez, os holandeses tomaram de assalto o Top 100, com seis DJs holandeses no Top 10 inclusive. Não sabemos o que tomam na água, mas gostariamos de saber.
 
 
7É favorável ter um evento que patrocine a 200%. Podes acabar na posição número 6. Dimitri Vegas & Like Mike subiram 32 lugares na lista deste ano. É justo dizer que o Tomorrowland/Tomorrowworld teve "culpa" na grande promoção desta dupla. Por serem residentes nestes festivais, os milhares de festivaleiros de todos os cantos do mundo foram quase que "obrigados" a conhecer estes dois DJs Belgas. 
 
 
8Numa cena dominada por homens, felizmente há espaço para duas fantásticas mulheres denominadas de NERVO no Top 20 da lista deste ano. As gémeas australianas posicionam-se no 16º lugar.
 
Fonte: exQlusiv.
 
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Vai estar disponível dentro de poucas horas a mais popular e polémica votação de DJs de todo o Mundo, promovida pela revista Britânica - DJ Mag.
Até meados de setembro, os fãs dos artistas são mais uma vez convidados a votar nos seus cinco ídolos - por ordem de preferência (1-5) -, através da plataforma digital disponibilizada pela revista.
 
Nos últimos anos, esta votação tem-se revelado bastante polémica. Há registo de uma fraude que foi descoberta, quando vários DJs votaram várias vezes em si mesmos, utilizando softwares para camuflar o IP, e até mesmo uma venda de votos do Ebay por 1000 euros - situações que receberam inúmeras criticas e colocaram em causa a credibilidade da própria votação. No entanto ano após ano, a DJ Mag afirma que esta é uma eleição dos artistas mais populares e não necessariamente dos melhores da 'cena'.
 
É cada vez maior a preocupação da revista em melhorar a sua plataforma, a fim de evitar fraudes nas votações, e é também cada vez maior o número de candidatos em agressivas campanhas promocionais 'vota em mim'.
 
Recorde-se que o último vencedor foi Amin Van Buuren que voltou a conquistar o primeiro lugar, depois de em 2011, David Guetta lhe ter 'passado a perna' por apenas 1 lugar. Neste momento Van Buuren arrecada cinco primeiros prémios dos anos 2007, 2008, 2009, 2010 e 2012.
 
Pete Tha Zouk (47º), Diego Miranda (108º), e DJ Vibe (150º), foram os quatro portugueses que figuraram no Top, mas apenas Pete Tha Zouk ocupou lugar no Top 100.
 
A exemplo de outros anos, os resultados serão conhecidos no próximo mês de outubro na 18ª edição do ADE - Amsterdam Dance Event, que este ano decorre entre 16 e 20 de outubro.
 
 
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Na passada terça-feira, um site de notícias da Rússia (EDM-News) divulgou a listagem de 70 artistas, que alegadamente iriam corresponder ao Top 100 da DJ Mag, divulgado este sábado à noite, no evento Amsterdam Music Festival.
 
O site afirmava que tinha hackeado a página da DJ Mag onde iriam aparecer os resultados do Top 100. No entanto, e após termos realizado uma comparação entre esta a lista especulativa e a oficial, concluímos que as primeiras posições correspondem de facto à sua realidade, mas a partir da 47ª posição, o 'leak' falhou (mas por pouco). A curiosidade em destaque incide sobre a "viravolta" que a lista dá, quando a posição 52 corresponde ao 70, o 53 ao 69, e assim sucessivamente.
 
Confere no gráfico em baixo a comparação dos resultados.
 
 
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A votação mais famosa, concorrida e polémica do mundo da música eletrónica está a chegar ao fim. É já no próximo dia 14 de setembro, segunda-feira, que termina a fase de votações para a classificação dos DJs mais populares do planeta Terra, o Top 100 da revista DJ Mag.
 
Este ano a inicitiva tem o patrocínio da marca de bebida 7UP, que curiosamente também apoia Tiesto e Martin Garrix. Em 2014 foram contabilizadas 900 mil votações, provenientes de mais de 200 países de todo o mundo. Esta votação é feita desde 1993 e os resultados vão ser divulgados novamente na Amsterdam Dance Event.
 
Há vários meses que os DJs estão em ‘campanha eleitoral’, com o objetivo de ganhar votos dos seus fãs e subir na tabela classificativa. Os portugueses também entram na corrida, através de divulgação nas redes sociais e apelos durante as suas atuações, como é o caso de Kura, Tom Enzy, Diego Miranda ou The Fox.
 
Apenas três portugueses já estiveram presentes no Top 100: DJ Vibe, Pete Tha Zouk e Kura. Vibe foi o português estreante, na posição 36 em 1997, a mais alta até ao momento de um artista nacional. O Portal 100% DJ apela a todos os nossos leitores e seguidores para votarem em artistas portugueses, com o objetivo de levar o nome do nosso país por todo o mundo. Existe uma vasta lista de DJs e produtores nacionais que merecem um lugar de destaque na tabela de popularidade da DJ Mag.
 
Uma das campanhas mais originais foi a de Nicky Romero, que criou um jogo online com a sua própria personagem, que tem de alcançar vários obstáculos até chegar a um palco. No fim do jogo, é possível votar no artista.
 
No ano passado, alguns dias antes da lista oficial, foi divulgada na internet a suposta tabela classificativa de 2014, que acertou nas posições dos artistas até ao número 47.
 
E para ti, quem vai ser o grande vencedor deste ano do Top 100 da DJ Mag? Fica a conhecer algumas curiosidades sobre esta iniciativa aqui.
 
Confere abaixo as posições alcançadas pelos DJs portugueses no Top 100 da DJ Mag ao longo dos anos:
 
DJ Vibe:
  • 1997 - #36
  • 1998 - #87
  • 2004 - #80
  • 2005 - #40
  • 2006 - #47
  • 2007 - #40
  • 2008 - #79
  • 2010 - #100
  • 2011 - #84
 
Pete Tha Zouk:
  • 2010 - #80
  • 2011 - #37
  • 2012 - #47
 
Diego Miranda:
  • 2013 - #94
  • 2014 - #70
 
Kura:
  • 2014 - #42
 
 
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Após a divulgação dos resultados do Top 100 DJs deste ano, que deu a vitória à dupla Dimitri Vegas & Like Mike, a revista DJ Mag divulgou hoje as posições entre os números 101 e 150, sem portugueses na lista.
 
Alguns artistas cuja falta foi notória no Top 100 estão presentes nestas novas posições, como é o caso de Fatboy Slim, Jay Hardway, FTampa, Jamie Jones e Paul Kalkbrenner.
 
No entanto, há DJs e produtores como Martin Solveig, Erick Morillo ou Bob Sinclar que continuam de fora da tabela mais conhecida e polémica do mundo da música eletrónica.
 
Confere abaixo a lista entre as posições 101 e 150:
 
  • 101 – Twoloud
  • 102 – 3 Are Legend
  • 103 – DJ Feel
  • 104 – Bobina
  • 105 – Ran D
  • 106 – Zomboy
  • 107 – Noisecontrollers
  • 108 – Kryder
  • 109 – Carl Nunes
  • 110 – Adaro
  • 111 – DJs From Mars
  • 112 – Infected Mushroom
  • 113 – Atmozfears
  • 114 – Flume
  • 115 – Merk & Kremont
  • 116 – Ftampa
  • 117 – MOTi
  • 118 – Vintage Cultura
  • 119 – Tony Junior
  • 120 – Alvaro
  • 121 – The Chainsmokers
  • 122 – Jamie Jones
  • 123 – Maceo Plex
  • 124 – Felguk
  • 125 – Wasted Penguinz
  • 126 – 3LAU
  • 127 – TJR
  • 128 – Omnia
  • 129 – Dubvision
  • 130 – Julian Jordan
  • 131 – Orjan Nilsen
  • 132 – E-Force
  • 133 – Heatbeat
  • 134 – Angger Dimas
  • 135 – Arty
  • 136 – Jay Hardway
  • 137 – Marco Carola
  • 138 – Dzeko & Torres
  • 139 – Dada Life
  • 140 – Psyko Punkz
  • 141 – Sasha
  • 142 – Paul Kalkbrenner
  • 143 – Bobby Puma
  • 144 – Fatboy Slim
  • 145 – Gunz 4 Hire
  • 146 – Loco Dice
  • 147 – Korsakoff
  • 148 – Seth Troxler
  • 149 – Joey Dale
  • 150 - Flosstradamus
 
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