20-05-2019

  Diretor Ivo Moreira | Periodicidade Diária

Sobre Nós  |  Fala Connosco     

Nos últimos meses, uma das maiores curiosidades que circulou a grande velocidades nas redes sociais foi a pergunta: “afinal, quem são os Kanalhas?”. Depois de terem recebido destaque e apoio a nível internacional com os seus mais recentes remixes, o Portal 100% DJ esteve, em exclusivo, à conversa com a dupla portuguesa que promete dar que falar nos próximos tempos. As suas influências musicais, os projetos e se Portugal é um público difícil de agradar, são apenas alguns dos assuntos abordados nesta entrevista que desvenda quem está por detrás destes Kanalhas.

 

Que influências musicais possuem?
Musicalmente escutamos de tudo um pouco. O que ficar no ouvido serve de influência e inspiração para produzirmos boa música. Somos duas pessoas criadas nos arredores de Lisboa e temos várias influências desde ritmos africanos, latinos, música árabe, brasileira, Rap, Old School, House… Tudo para nós passa por uma fusão de estilos. Enquanto produtores as nossas referências passam por GTA, Major Lazer, Diplo, DJ Snake, Dillon Francis, Bro Safari, Hasse de Moor, Wiwek, Ape Drums, entre muitos outros. As nossas bases vão desde o Hip Hop à música eletrónica. 
Temos em mente que o futuro da música passa por criar uma “fusão” mas temos sempre uma forte influência do Moombahton. 
 
Que projetos querem realizar a curto e longo prazo? 
Nós começámos com dois remixes totalmente diferentes um do outro ao nível da sonoridade. O primeiro completamente Moombahton e o outro muito Jungle com um toque Dirty Dutch.
Podemos dizer que foi inesperado o apoio que tivémos no primeiro remix "Dillon Francis & DJ Snake - Get Low". Desde blogs norte-americanos, a produtores dentro da cultura Moombahton, feedback da América Latina à Holanda (com suporte do tema). Foi algo incrível para o nosso primeiro trabalho. Temos muitas ideias guardadas que nos permitem lançar material a curto prazo. Para já, estamos a trabalhar num original com um artista português bastante conhecido, que ainda não podemos revelar o nome.
Neste momento estamos a finalizar dois remixes. Um para o KURA e outro para um amigo nosso francês - o R.WAN. Será um remix da sua música original com o artista americano Snoop Dogg. A longo prazo estamos já a preparar um EP e estamos em contato com artistas norte-americanos e alguns nacionais.
 
 
 
Consideram que Portugal tem público para este projeto? 
O nosso projeto é virado para o mercado internacional (nem poderia ser de outra forma). Portugal tem um mercado relativamente pequeno e existem imensos artistas com qualidade no nosso país, o que dificulta que todos consigam ganhar cota de mercado. Iremos apenas estar presentes em festivais e eventos que justifiquem, para não “cansar” o projeto e as atuações serão escolhidas com critério. 
Temos recebido bastante apoio nas nossas redes sociais (Facebook e Soundcloud) e queremos que quem vá assistir às nossas atuações se identifique connosco e com a nossa música.  
 
É um público difícil de agradar? 
É uma pergunta complexa. Nos dias de hoje está tudo muito rápido. A música está como a fast food... de “consumo rápido”. O público habituou-se a ter muito por onde escolher e tem um grau de exigência muito maior do que tinha antigamente. Não basta a componente musical. Hoje temos de dar um bom espetáculo e boas atuações e é isso que pretendemos fazer. 
 

Nos dias de hoje está tudo muito rápido. A música está como a fast food... de ‘consumo rápido’.

 
Para finalizar, a pergunta que se impõe: quem são os Kanalhas ?
Os Kanalhas são uma dupla composta por dois DJs e produtores: o Stikup e o King Kong (Pedro Maurício).
O Stikup tem um longo trajeto e passou por projetos como Makongo, Flow 212 e agora com os Dynamic Duo tem percorrido os palcos e clubes nacionais. O King Kong esteve ligado à Enchufada (editora dos Buraka Som Sistema) e já produziu temas com o Branko, Fred (Orelha Negra, 5-30, Banda do Mar), além de originais e temas para inúmeros artistas tais como Carlão, Blaya, Diogo Piçarra, Francis Dale, entre outros. Produziu recentemente com Fred a famosa música "Hands Up" para a Moche.
Já nos conhecemos desde o início do movimento Moombahton e da altura do Dirty House (Holandês) e como temos o mesmo gosto musical decidimos produzir algo a dois e ficou logo uma química. A partir daí foi trabalhar e aqui estamos. 


 
Que mensagem querem deixar aos leitores da 100% DJ?


Antes de mais, queremos agradecer à 100% DJ pelo trabalho que tem feito e pela importância que tem no mercado nacional da música eletrónica. Para os leitores, deixamos uma mensagem de agradecimento pelo apoio que temos recebido. A seguir ao verão, iremos iniciar os nossos concertos e esperamos por vocês. 
 

Segue os Kanalhas nas Redes Sociais

   

 
 
Publicado em Entrevistas
quarta, 19 dezembro 2012 19:34

Flash interview SHM: Pete Tha Zouk

Foi com as expectativas bastante elevadas que Pete Tha Zouk subiu à cabine. Antes disso, confessou-nos que estava bastante curioso por assistir ao espectáculo e ver a reação do público português. Tha Zouk comentou ainda o término do Projeto SHM e revelou em primeira mão as suas novidades para o próximo ano.

 

 
Publicado em Eventos
DJay Rich e António Mendes são os DJs oficiais da emissora portuguesa RFM e residentes do festival RFM SOMNII. Quer a nível individual ou em dupla, jápercorreram muitos dos palcos nacionais mas agora são artistas indispensáveis de se ter no line-up de um festival. Detentores de uma energia única e contagiante, unem-se, ajudam, apoiam e incentivam os jovens talentos da música eletrónica e essa atitude éde louvar. O Portal 100% DJ esteve àconversa com a dupla portuguesa nos bastidores do Music Valley, momentos antes de subirem ao palco do Rock in Rio Lisboa.
 
Estrearam-se no Rock In Rio. Qual é a sensação desta primeira vez no festival?
Mendes: A sensação é óptima. Já tínhamos noção da dimensão do festival por causa da relação que temos através da RFM com o Rock in Rio, mas ter o nome no cartaz está a ter um feedback muito espetacular. As pessoas estão a dizer que é um outro nível. E isso é muito bom. 
 
Contam um verão preenchido: Rock in Rio, RFM Somnii, Algarve... O que é que o público pode esperar de vocês?
Mendes: Além desses locais, ainda vamos estar no RFM Beach Power na Madeira, nos Açores... 
 
Rich: Podem esperar o mesmo de sempre: muita alegria nos sets. Gostamos de tocar aquilo que apreciamos mesmo. Tentamos fazer sets diferentes, principalmente no RFM Somnii onde tocámos três noites, pois somos residentes do festival. Este ano levámos dois convidados, para fazer algo diferente: o Pete Tha Zouk e o Pedro Cazanova. São pessoas com quem lidamos e trabalhamos há muitos anos, portanto fazia todo o sentido convidá-los.
 
Como está a ser a aceitação da vossa nova música com o Michael Teixeira?
Rich: A música é muito boa. Tem um hook muito forte e muito fácil e nós tocámos o remix no Rock in Rio pela primeira. Ainda está um pouco em segredo, mas já temos alguns DJs internacionais interessados em fazer remixes. Estamos muito satisfeitos com o resultado final e ter um contacto como o Michael que, para além de ser um excelente produtor, está nos Estados Unidos da América e dá-nos a vantagem de termos vozes norte-americanas. Essa é uma das nossas preocupações quando lançamos um tema cantado em inglês, porque quando temos alguém cá a cantar inglês, temos de estar sempre a mandar corrigir as letras lá fora para ver se existe alguma coisa que não faça sentido. Assim, manda-se a ideia, trabalha-se a ideia, discutimos, faz-se um rascunho e fica perfeito. 
 
Cláudio.Photos
 
No vosso radioshow dão algum destaque a novos talentos. Como é que encaram a nova geração da música eletrónica em Portugal?
Mendes: Essa tem sido sempre uma preocupação nossa: dar espaço a novos talentos. Mesmo no recente concurso que fizemos para o RFM Somnii, tivemos muitas participações e a dificuldade foi mesmo escolher e chegar ao lote de 10 finalistas. Apareceram-nos faixas muito bem produzidas nos vários sub-géneros da música eletrónica, o que é sempre bom. Diria que há muito bom talento em Portugal nesta área. 
 
Rich: Na área da produção, vemos chegar músicas brutais. As pessoas que participam pensam muita coisa. Houve DJs conhecidos a concorrerem ao concurso e não passaram. Nós não os escolhemos porque quisemos ser fiéis à nossa opinião e as pessoas têm que aceitar que nós fomos o júri. Foi a nossa opinião e foram as músicas que nós mais gostámos, independentemente de haver muito boa produção. Foram 267 participações e quando começámos a reduzir chegámos às 150 e ficámos sem saber o que fazer. Eram 150 artistas que nós gostávamos de meter numa página a votação. Tínhamos de escolher 10 e foi a nossa opinião em termos de gosto e foi isso que prevaleceu. Já fizemos algo semelhante, não tão absorvida como esta, para o disco do RFM Somnii e lançámos um desafio o mais transparente possível. Também escolhemos sete produtores, eram para ser cinco mas não conseguimos e abrimos exceção. Foram sete artistas para o disco e a votação nessa altura foi através de downloads do iTunes. A escolha foi completamente transparente como foi no site, desta última vez. Quem ganhou foi quem conseguiu mais votos, independentemente daquilo que conseguisse fazer. É sempre complicado não conseguir, mas o importante é participar e há que respeitar a decisão das pessoas. 
 
Mendes: O importante é os participantes acreditarem em si próprios, não desistir. Frustrações e coisas que correm mal, toda a gente tem. Se acreditas, continua a acreditar. 
 
Querem dar alguns exemplos de novos talentos que estejam debaixo de olho?
Mendes: Ao dizer nomes não ia ser politicamente correto. Se destacar um ou dois nomes, vamos sempre correr o risco de deixar alguém de fora. É um pouco difícil. 
 
Rich: Nessa perspetiva, nós já trabalhámos com jovens produtores. O ano passado no RFM Somnii levámos dois produtores novos para cima do palco. Acho que isso é um incentivo magnífico para eles. Foram o Batista e o Khamix. É muito importante para estes artistas tentar trabalhar com alguém que já tenha nome no mercado e que tenha ferramentas e meios para divulgar o trabalho. Não conseguimos dar a todos mas não somos aqueles produtores que dizem: “Não vamos fazer música com produtores desconhecidos”… Não, nós adoramos a nova produção, ‘fazemos bandeira’ no RFM Somnii Radioshow e queremos divulgar novos talentos e incentivá-los. As oportunidades surgem. As coisas não caem do céu. É trabalho, é sorte, são oportunidades que temos de agarrar. Temos de estar dispostos a muita coisa para que isso aconteça. Às vezes há muitos destes jovens que pensam que, por exemplo, o Martin Garrix que fez uma música e foi um sucesso, que vai ser igual. Mas, outro exemplo, o Avicii foi o produtor que durante muito tempo ninguém lhe ligava nenhuma. O próprio Bob Sinclar ou o David Guetta que em 2004 esteve no Porto e ninguém se lembra disso. Quando ele rebentou, foi a loucura. Ele não caiu do céu. Se as pessoas olharem, há, de facto, jovens talentos que começam logo e há outros que só começam a aparecer mais tarde. 
 
Que novidades podem revelar sobre o futuro da vossa carreira?
Mendes: Estamos a preparar mais umas músicas. 
 
Rich: Nós levamos isto muito na boa. Já não estamos cá há dois dias. Porque os nossos objetivos profissionais foram outros, apesar de que esta sempre foi uma carreira que ficou sempre. Nunca tivemos o objetivo de ser vedetas. Gostamos disto e levamos a nossa carreira de uma forma muito descontraída. A prova disso é que nós somos muito pouco ‘facebookianos’. 
 
Que mensagem gostariam de deixar aos leitores e seguidores do Portal 100% DJ que estão a ler esta entrevista?
Rich: Sigam os nossos conselhos.
Mendes: E, sobretudo, divirtam-se!
 
 
Publicado em Entrevistas
 
André Reis e Carlos Silva dão nome e vida à dupla 'Karetus' - um projeto surgido no ano 2010 com influências nos mais variados estilos de música eletrónica. De entre atuações em diversas festas estudantis e clubs de renome, o ano de 2012 ficou também marcado pelo lançamento do seu EP 'Entrudo' na Rottun Records, que serviu de palco para o seu reconhecimento a nível internacional. Sem hesitações, nem 'papas na língua', consideram que "o objetivo não é lançar muita música mas sim fazer música com qualidade." Nesta entrevista exclusiva, revelaram-nos que a curto prazo irá ser lançado pela editora DIM MAK, o remix da "New Ivory - Day By Day" e que o "futuro da música eletrónica passa pela criação de novas sonoridades e fusão entre as mesmas".
Na conversa que tivemos ficou também claro, que esta dupla é sinónimo de dedicação, originalidade e talento, sendo sem dúvida um nome a ter em conta nos próximos anos.
 
 
Como é que surgiu a ideia de criarem uma dupla?
Já nos conhecíamos há uns anos e apesar de termos influências musicais diferentes pensámos em unir ideias e criar algo com o qual nos identificássemos. É desta fusão e influências que partimos para o projeto 'Karetus'.

Porquê 'Karetus'?
Queríamos um nome que fosse "português" e que revelasse a nossa nacionalidade. Karetus são figuras típicas de uma tradição transmontana que aparecem para fazer diabruras em alturas como o Carnaval e na época Natalícia (dependendo da aldeia e tradição) e que transmitem alegria, tradição e animação. Foi um nome pensado e estudado para que tivesse algo relacionado connosco e com a nossa maneira de estar.

Consideram que o lançamento do EP 'Entrudo' foi imprescindível para se darem a conhecer ao grande público?
Sem dúvida. Foi editado pela 'Rottun Records' de Excision e atingiu o Top 5 mundial em inúmeras categorias - Dubstep, Electro, Glitch Hop, Drum and Bass e Electro. Foi sem dúvida o que nos projetou a nível internacional e que abriu as portas que pretendíamos.

A "Future is Now", alcançou a sétima posição da loja digital - Beatport. Como receberam essa notícia e o que sentiram?
Com enorme agrado. Foi o primeiro passo para sabermos qual o caminho que podíamos seguir.

Que 'ingredientes' consideram essenciais para uma música 'ficar no ouvido'?
O essencial é ser feita com tempo, dedicação e enorme atenção aos detalhes. Tentamos fazer tudo com tempo e sem precipitações. O objectivo não é lançar muita música mas sim fazer música com qualidade.

É para o nosso público que trabalhamos diariamente e são eles a nossa motivação para continuar a trabalhar.


Qual o tema que vos deu mais prazer a produzir e porquê?
Todos os temas têm a nossa dedicação. Damos o nosso melhor a cada música feita.

Estão nomeados nos "Cows On Patrol Awards 2012" para 4 categorias. (Melhor DJ Dubstep; DJ Revelação Dubstep; Melhor Produtor Dubstep; Melhor Tema Dubstep.) O que representa para vocês estas nomeações?
Agradecemos todos os prémios que nos são atribuídos mas não é o nosso objectivo ser "premiados". O nosso prémio é diário e é dado por quem nos manda mensagens, assiste às nossas actuações e ouve a nossa música. Recebemos prémios todos os dias e queremos continuar a receber. É para o nosso público que trabalhamos diariamente e são eles a nossa motivação para continuar a trabalhar.
[Nota de redação: Esta entrevista foi realizada antes de serem conhecidos os vencedores. 'Karetus' venceram na categoria de ‘Melhor Produtor Dubstep’.]

Recentemente Steve Aoki passou no seu Radioshow um remix vosso. É motivo de orgulho?
Sim. O Steve Aoki tem passado regularmente o nosso remix dos New Ivory nas suas atuações e nos programas de rádio. É uma faixa que vai sair muito brevemente na sua editora, a DIM MAK.

São defensores da máxima "O que é nacional, é bom"?
Sem dúvida. Portugal tem muitos e bons produtores. Felizmente temos um excelente relacionamento com a maior parte dos artistas nacionais e se fizermos o que outros artistas internacionais fazem (como os suecos ou holandeses), só temos todos a ganhar. Precisamos de dar mais valor ao que é nosso porque temos qualidade para conquistar o mercado internacional.
 
O que podemos esperar dos 'Karetus' a curto prazo?
Muito trabalho, novos lançamentos quer sejam a 'solo' ou colaborações com outros artistas. Queremos continuar a divulgar o nosso trabalho e a nossa sonoridade eclética. A prova disso são as produções com artistas tão diferentes como Nicky Romero, Nervo, Skism, Far Too Loud e tantos outros...
Julgamos que o futuro da música eletrónica passa pela criação de novas sonoridades e fusão entre as mesmas. Inovar e criar mais e melhor... É esse o nosso objectivo para podermos partilhar com todos os que nos seguem a nossa música..

Que mensagem gostariam de deixar aos leitores e ao vossos seguidores?
Muito obrigado a todos vocês por nos apoiarem na nossa carreira e no nosso sonho. Não é que os nossos fãs sejam melhores que os fãs dos outros... Mas na verdade são!
 
 
 
Publicado em Entrevistas
Poucos são os palcos e clubes nacionais que Overule não terá ainda pisado. Com uma média anual de 150 atuações que classifica como "muito gratificante", é possivelmente o DJ que mais "toca" em terras lusas. 
Além dos discos, coleciona também uns sólidos 11 anos de carreira. Nesta entrevista exclusiva ao Portal 100% DJ, Overule fala do seu passado e da sua experiencia, comenta as vantagens e desvantagens da "era" do Digital DJing, opina sobre a noite em Portugal e faz um balanço muito positivo do ano que passou, destacando dois gigs que lhe ficaram na memória. Contou-nos ainda os pormenores do "Mr Superstar" - o seu novo single de estreia, confessando que para o produzir se inspirou nas tendências dos finais dos anos 70, inícios de 80.
Durante o decorrer deste ano e além da promoção do novo single, Overule estará empenhado no concretizar de um novo projeto com um baterista - notícia que nos desvendou. Para conhecer na primeira pessoa… Overule!
 
 
O que é que te levou a entrar no mundo da música?
Acima de tudo sempre gostei de música. Sempre mexeu comigo tudo o que está interligado com música… possivelmente começou por aí. Depois comecei a ouvir determinados estilos de música que têm mais envolvente do que apenas música, estou a falar nomeadamente do Hip Hop, que despertou para mim um interesse muito maior em relação à música e à maneira como eu via a música. Foi por aí que dei os primeiros passos.
 
Há quanto tempo és DJ?
Há cerca de 16 anos. Profissionalmente, há 11 anos.
 
Deixaste de estudar para ingressar no mundo da música, não foi?
Não foi propriamente para ingressar no mundo da música. Eu deixei de estudar para me tornar um DJ profissional. Na altura foi uma opção difícil porque estava muito pressionado, principalmente pela minha família, mas tinha em mente que me “iria dar bem”, porque já andava com um ritmo de trabalho grande e sabia também o meu valor e as minhas capacidades. Previa que se tivesse o tempo necessário para me dedicar a 100% a isto, que conseguiria ser bem sucedido. Foi isso que me levou a deixar de estudar. Não sei se um dia mais tarde me vou arrepender disso, mas para já não me arrependo e tem corrido bem. Se calhar a maior razão para ter deixado de estudar, foi imaginar-me no final do curso, a trabalhar num escritório, fechado 8 horas ou então a fazer o que faço neste momento. Coloquei as duas coisas na balança e decidi fazer o que atualmente faço, precisamente porque sabia que ia ser muito mais feliz. Se não o fizesse e se tivesse continuado com o curso, não seria uma pessoa tão feliz como sou hoje.
 
Já foste DJ de uma banda de Hip Hop. Queres contar-nos essa experiência?
O DJing apareceu na minha vida através do Hip Hop, porque antes de ser DJ, o meu objetivo era fazer scratch. Eu não sabia nenhuma técnica de mistura, nem nenhuma técnica do que está associado ao trabalho de um DJ, apenas tinha interesse em fazer scratch, e comecei por aí, sem material nenhum, a brincar com uma aparelhagem que os meus pais tinham lá em casa e com alguns vinis antigos do meu pai. Depois fui para a banda de Hip Hop. Senti necessidade de fazer, de alguma forma, parte do movimento Hip Hop, e na altura, aquela vertente com que mais me identificava dentro das quatro que compõem o Hip Hop (DJing, MC, Graffiti e B-boying), era precisamente o DJing e as coisas começaram por aí. A banda de Hip Hop também ajudou a que evoluísse como DJ e que abrisse mais os meus horizontes no trabalho que faço atualmente. Penso que o Hip Hop nesse aspeto foi uma escola para mim, servindo de impulsionador daquilo que faço hoje. Depois obviamente que fui evoluindo e tomando conhecimento de outros estilos musicais, de outras culturas... mas começou por aí.

Assumes-te um DJ de Hip Hop?
Não propriamente. Acima de tudo considero-me um freestyler. "Estilo livre - Open format" é como se denomina o tipo de DJs como eu. Também não toco todos os estilos de música, porque há determinados estilos que eu próprio não compreendo e não me dizem nada. Eu toco aqueles que me dizem alguma coisa e que eu acho que têm qualidade suficiente para inserir e me divertir a tocar.

(...) as ferramentas estão mais facilmente disponíveis, há muito mais gente a aderir e a querer ser DJ.

 
Basicamente misturas "todos" os géneros musicais. Neste momento e na tua opinião qual é o género que as pessoas absorvem mais e melhor?
Acho que a nível de música eletrónica, o House em Portugal tem uma aceitação muito grande e desde que existem DJs portugueses nos clubes, de há 40 anos para cá, que este género musical sempre teve um peso muito forte. Se calhar não é o que me entusiasma mais, mas tenho de reconhecer que em Portugal é o que tem mais força. 
 
Tens ideia do número exato de discos que coleccionas?
Nunca me dei ao trabalho de os contar a todos, um a um. Fiz uma contagem assim por alto, da última vez que mudei de casa, e rondavam os dez mil discos de vinil. O crescimento desta coleção já estagnou, há três ou quatro anos atrás, altura em que eu aderi ao Serato e às novas tecnologias. Hoje em dia também é muito raro comprar vinil, a não ser que haja algum específico que seja de coleção, mas tirando isso a maioria das músicas que compro são digitais. 
 
Por falar em digital... Qual é a tua opinião sobre o digital djing e toda esta nova era?
Tem as suas vantagens e desvantagens. Se olharmos do ponto de vista em que eu, há uns anos atrás, quando tocava só com vinil, tinha que carregar quatro malas de 100 discos cada uma e que me dava cabo das costas e do físico, e hoje em dia só tenho de carregar um laptop, nesse aspecto é bastante positivo. Mesmo a nível do trabalho, ajuda imenso porque hoje em dia, com programas digitais, conseguimos fazer determinadas coisas que com música tocada em vinil não seria possível. Acho que essas são as principais vantagens. As desvantagens por sua vez, passam pelas empresas que desenvolveram esses softwares, que estão a tornar o trabalho do DJ cada vez mais fácil. O que de certa forma permite que os novos DJs não se esforcem tanto e não trabalhem tanto a parte técnica como se trabalhava há uns anos atrás. E isso de certa forma está a causar uma menor qualidade no nosso trabalho e na maioria dos DJs que se vêem por aí, porque não se preocupam minimamente em fazer um trabalho técnico. Acho que os programas também ajudam a essa facilidade, a esse comodismo. 
 
Já que o trabalho é facilitado, consideras que os softwares também ajudam a que haja um número mais elevado de pessoas interessadas?
Eu acho que a procura é a mesma, só que como as ferramentas estão mais facilmente disponíveis, há muito mais gente a aderir e a querer ser DJ, e, no fundo, eu não acho isso mau nem vejo nenhuma desvantagem nisso - acho que há lugar para toda a gente - mas acho que no mínimo as pessoas que querem ser DJs, deveriam esforçar-se para saberem o básico da técnica e aprender um pouco sobre a história da música, ou seja, a sua cultura musical, porque isso também conta, não é só ir aos tops de determinadas rádios e lojas, e "sacar" todo aquele top e fazer um set só dessa listagem. Há por trás um trabalho muito maior e muito mais exigente que apenas esse. 
 
Que opinião tens sobre a noite em Portugal?
Sinceramente já foi melhor. Acho que a noite em Portugal tem vindo a perder qualidade, mas ainda há alguns espaços em que se consegue sair e ter um serviço de qualidade - isto é, serviço de qualidade a todos os níveis, desde o serviço de bar, a porta, a qualidade do DJ, a música, a decoração da casa... Esse tipo de pormenores que todos juntos oferecem aos clientes um serviço de qualidade. Existem algumas casas que ainda conseguem fazer isso, mas a maioria do que tenho visto por aí, tem vindo a perder um pouco isso. Não estou a dizer que é culpa dessas casas, se calhar também é culpa da crise que estamos a passar e do facto de não estar tanta gente a sair à noite e as casas não têm tanta gente a consumir nas noites em que abrem, que também contribui para que a qualidade seja um pouco inferior. Infelizmente é assim, mas são os dias que correm, e esperemos que venham melhores dias e melhores noites!
 
Tens uma média anual de 150 atuações por ano em Portugal. O que é que isto significa para ti?
É muito gratificante. No final do ano, quando penso nesse número é desgastante mas acaba por ser gratificante, porque o facto de conseguirmos fazer esse número de atuações significa que as pessoas, passados dez anos, continuam a gostar do meu trabalho e a contratar-me e significa que o trabalho e a ideia que eu tinha desde inicio de fazer uma carreira a longo prazo está a ser bem sucedida. Essencialmente é isso que significa esses números. Às vezes, números em si também só não chegam, é preciso dar continuidade a esse trabalho. Quero com isto dizer, que não basta apenas um ano com 150 atuações, mas é preciso manter esse nível e ritmo durante vários anos para se conseguir construir uma carreira sólida.
 

Para mim a fama é apenas um acessório, não é algo que eu procuro, vem apenas por acréscimo do trabalho que faço.

 
Certamente que este número envolve também trabalho da tua agência...
É da agência e não só. Isto é um trabalho de equipa. Nós trabalhamos sempre todos em conjunto. Eu próprio marco datas, não tenho o trabalho de booking completamente entregue a uma agência. É um trabalho que desenvolvemos em equipa e todos trabalhamos em prol do mesmo. 
 
Trabalhas também muito a tua imagem. Atualmente qual achas a melhor e mais viável forma de chegar facilmente aos fãs?
A internet hoje em dia é o meio mais rápido de comunicar com as pessoas, não só com os fãs mas com o público de maneira geral. E principalmente Facebook e plataformas digitais de redes sociais que ajudam a que isso aconteça e as pessoas conseguem por si só também estar mais a par e mais por dentro do meu trabalho e não só, mas também do meu dia-a-dia, sem ser como DJ.
 
Que balanço fazes do ano que passou? Qual o gig que mais te marcou?
Acima de tudo é obviamente um balanço positivo. Foi um ano com bastantes atuações e de muito trabalho de estúdio, porque no fundo para lançarmos determinados temas temos de estar quase um ano a preparar esse trabalho e é isso que eu estive principalmente a fazer o ano passado e vou continuar a fazer este ano também. Relativamente ao gig... vou apontar dois: as festas de São Paio na Torreira, um evento que me surpreendeu imenso. Foi ao ar livre, em cima da praia, com cerca de dez mil pessoas - algo único. O segundo foi a Expofacic, que também gostei bastante e que me correu bem.
 
Tens também uma série de marcas a trabalhar contigo. Consideras que são importantes para o crescimento da tua carreira?
Sim, no fundo nunca fui eu que procurei as marcas, foi precisamente ao contrário. É uma boa associação porque há uma interajuda a nível de trabalho. 
 
Entraste em 2014 a lançar um novo single. Fala-nos um pouco sobre o teu "Mr. Superstar".
Este tema é a minha estreia como produtor a solo. Eu já tinha vindo a trabalhar como produtor noutros projetos e estive associado a vários
 projetos, alguns deles com boa visibilidade, outros nem por isso, mas essencialmente estive cerca de dois ou três anos parado, sem produzir, estava focado nas atuações, nos meus DJ sets e no trabalho que desenvolvo ao vivo. Também o radioshow que faço me ocupou bastante tempo e tirava-me tempo para produzir. No início de 2013 decidi voltar ao estúdio e à produção - porque já andava com saudades disso, e foi principalmente esse o motivo que me levou a produzir. Neste single de estreia, que já fiz há meio ano atrás, e que na altura não sabia se iria ser o primeiro - isso foi decidido mais tarde - decidi convidar o Virgul porque é um parceiro de estrada, com quem trabalho em atuações ao vivo já há alguns anos. Decidi convidar um amigo, que por sua vez convidou outro amigo - o Atiba, que já tinha participado com o Virgul nos álbuns dos Da Weasel e dos Nu Soul Family.
 
No que é que te inspiraste para o produzir?
Acima de tudo inspirei-me nas tendências dos finais dos anos 70, inícios dos 80, naquela linha do Funk e do swing, da Motown, de James Brown, por aí... Eu acho que o Hip Hop em si também tem muita influência do Funk e do Sampling, de coisas de Disco e Funk dos anos 70 e 80, e eu achei por bem começar por essa vertente musical.
 
Consideras-te um "Superstar"?
Não, de todo. O "Superstar" no fundo é uma caricatura e uma crítica social às pessoas que são pouco presunçosas, que procuram a fama apenas como meio de ostentação e não como um "acessório". Para mim a fama é apenas um acessório, não é algo que eu procuro, vem apenas por acréscimo do trabalho que faço.  
 
Para além da promoção do teu novo single, que novos projetos tens para desenvolver este ano?
Tenho mais singles para lançar durante o resto do ano e desde o Verão de 2013 que voltei a trabalhar em rádio e estou a fazer o meu radioshow semanal em 10 rádios do país. E posso adiantar, em primeira mão, que estou a desenvolver para o Verão um projeto ao vivo com um baterista e que irá chamar "Drumma Scratch". Será um projeto engraçado e diferente. Terá um número limitado de atuações que vamos apresentar apenas em grandes palcos. Vamos trabalhar a componente de remixes e edits próprios, tudo para tornar um espetáculo diferente e inovador. 
 
Que mensagem gostarias de deixar aos teus fãs e aos leitores do Portal 100% DJ?
Queria acima de tudo agradecer-lhes pelo apoio que me têm dado ao longo destes anos, por gostarem de ouvir o meu trabalho e por continuarem a sair à noite para me ouvir.
 
 
Publicado em Entrevistas
Natural de Viseu, este jovem promessa da música eletrónica, apenas precisa de uns headphones e de um computador portátil para fazer aquilo que lhe dá mais prazer: produzir música.
Reconhece que é um privilegiado por poder trabalhar em conjunto com um dos maiores nomes nacionais - Pete Tha Zouk, com quem está atualmente a produzir o tema “We Are Tomorrow".
A sua música "Layers" foi apoiada por vários artistas, onde também a podemos encontrar nalguns discos da editora Vidisco. É o nome a ter em conta. Quisemos conhecer melhor o seu trabalho. Fomos ao encontro de Deepblue...

 

Como e quando é que a produção musical te despertou interesse?
Quando tinha os meus 16 anos de idade. Nessa altura já praticava o Djing, e comecei a pensar “será que esta música ficaria melhor com esta alteração?”. No dia seguinte, comprei uma revista que trazia um CD com loops. Nesse mesmo dia, comecei a cortar e juntar esses loops de diferentes formas, até chegar ao ponto onde estou agora.

 
'Em que' ou 'No que' te inspiras para produzir uma música?
Normalmente, para a inspiração surgir, faço caminhadas por diferentes locais, aprecio a paisagem e imagino um momento musical para essa situação. Tento representar a paisagem que vejo, através de um conjunto de elementos musicais.
Essa inspiração surge também com diferentes situações que ocorrem ao longo do meu dia e da minha vida.

Por dia, quantas horas perdes em frente ao ‘FL Studio’?
No mínimo duas horas. A minha média é por volta das cinco horas diárias. Sou um viciado pela área, quero sempre aprender mais. É uma paixão.
 
Quando acabas de a produzir, como te sentes? Ficas logo 'pronto para outra'?
Sinto-me feliz por ter conseguido transmitir tudo o que queria numa só faixa. Depois de poucos dias a dar descanso aos ouvidos e à criatividade, estou de volta ao trabalho.
 
Como classificas a tua linha musical?
Considero que a minha linha musical se enquadra dentro de um house progressivo, no entanto mais melódico e alegre, mais divertido.
 
Como classificas a atual produção musical eletrónica em Portugal?
Sem dúvida que está a melhorar significativamente. Cada vez mais há novos talentos a surgir, a produzir muito boa música, e penso que estamos a evoluir num bom sentido, de modo a que Portugal seja mais reconhecido por todo o Mundo.
 
A música 'layers' foi fortemente apoiada por vários artistas. Tinhas noção de que a mesma poderia ter esse grande apoio?
Não. Para mim, a “Layers” era apenas mais uma faixa. Claro que, considerei que a faixa era o meu melhor trabalho até aquela altura, e fiquei contente com o resultado. No entanto, nunca esperei ter apoio de qualquer artista, muito menos de grandes artistas!
 

"(...) Cada vez mais há novos talentos a surgir, a produzir muito boa música, e penso que estamos a evoluir num bom sentido, de modo a que Portugal seja mais reconhecido por todo o Mundo."

 
Sabemos que estás a co-produzir um tema com Pete tha Zouk. Consideras-te um privilegiado por poder trabalhar com um TOP DJ Português?
De certa forma considero-me privilegiado, mas no entanto não me considero superior a ninguém. É uma sensação excelente, que me proporciona uma enorme felicidade e orgulho, pois é um sinal que o meu trabalho está a ser reconhecido, cada vez mais.

Qual foi o tema que te deu mais prazer de produzir até agora? E porquê? Algum motivo especial?
Sem dúvida que o tema que mais prazer me deu de produzir, foi o “We Are Tomorrow” com o Pete Tha Zouk. Nós os dois juntámo-nos, conseguimos sincronizar as nossas ideias, e criámos algo com um sentimento enorme, que revela toda a nossa paixão pela música. Esta faixa transmite uma mensagem, e nós conseguimos transmiti-la exactamente da maneira que queríamos!
 
Os teus temas têm estado em diversas colectâneas. Consideras, de certa forma, que a editora Exklusive também está a ser a tua ‘rampa’ de lançamento?
Sim, sem dúvida. A Exklusive foi um ponto de partida e evolução, tive um grande apoio da parte deles, que se esforçaram bastante com a publicidade do meu trabalho.
 
Em termos de marketing, na tua opinião, o digital está a ter mais ‘força’ que o físico?
Na minha opinião o digital veio para ficar, e fico contente por isso. O digital é um meio excelente tanto para divulgação do trabalho dos produtores, como para o público. É uma forma mais fácil de atingir o público, e é muito mais simples para os ouvintes, que têm acesso a música nova de forma mais fácil e mais rápida. O YouTube é uma ferramenta excelente.

Com quem gostarias, de um dia partilhar a cabine?
Não tenho nenhum desejo em especial nesse aspecto. Já tive o prazer de a partilhar com o Pete Tha Zouk, e sem dúvida que foi o momento com mais paixão que alguma vez vivi!

O que podemos esperar de Deepblue a curto prazo?
Tenho uma grande surpresa para partilhar com o público. E claro, também haverá novos temas e remisturas.

O que é para ti, um 100% DJ?
Um 100% DJ, é aquele que, quando sobe a uma cabine, se entrega de corpo e alma ao que faz, transmitindo todo o seu amor e a sua paixão sobre a música.
 
Publicado em Entrevistas

Com apenas 20 anos, Danny Avila é uma das grandes promessas da música eletrónica a nível mundial. Foi considerado como "Artista Revelação" por vários órgãos de imprensa especializada como a MTV, Billboard e Vicious Magazine e tem o apoio de Tiësto, com quem já trabalhou várias vezes. O Portal 100% DJ entrevistou o artista espanhol no Nosolo Água em Portimão, na “Where’s The Party by Carlsberg” no passado dia 1 de agosto, antes da sua atuação. Nos bastidores do evento, Danny Avila falou-nos sobre a sua carreira, o nosso país, a música eletrónica em Espanha e sobre o Top 100 da DJ Mag.

 
 
Gostas de Portugal?
Adoro Portugal! Ainda não atuei muito por cá, na verdade esta é a segunda. O ano passado foi em Cascais, na mesma festa, que foi incrível.
 
O que conheces do nosso país?
A verdade é que não conheço muito. Apesar de ser de Espanha, mesmo aqui ao lado, é certo que ainda não atuei muito em Portugal, mas o pouco tempo que estive aqui tem sido uma experiência muito boa.
 
Como consideras a música eletrónica em Espanha?
Agora está num bom momento. Há uns quatro ou cinco anos quando comecei a ganhar mais notoriedade e nessa altura a dance scene não estava tão boa como agora, mas nos últimos dois anos tem ganho uma boa forma.
 
Que diferenças encontras entre o público português e espanhol?
Não muitas. A cultura é parecida e no final todas as pessoas que saem querem dançar e passar um bom momento.
 

Um artista internacional tão grande que se interessa pelo teu trabalho e que te apoia é incrível.

 
O teu pai também foi DJ. Esse facto revelou-se numa inspiração para ti?
Não diria uma inspiração. Eu por exemplo, quando comecei, tinha dois technics do meu pai quando era mais novo e curioso e tinha milhares de vinis. Passava muito tempo a ouvir todos os vinis que ele reproduzia há muito tempo.
 
Tiësto afirmou que vais ser a próxima “mega-estrela”. Qual é a sensação de uma lenda da música eletrónica dizer isso de ti e do teu trabalho?
Na verdade, é incrível! Tiësto, desde que comecei, sempre foi uma grande inspiração. Tive a oportunidade de, pouco a pouco, trabalhar mais com ele, principalmente nos últimos dois/três anos e é incrível. Um artista internacional tão grande que se interessa pelo teu trabalho e que te apoia é inacreditável.
 
 
Para o futuro, que projetos estão previstos para a tua carreira?
Agora os projetos mais importantes que tenho passam pela minha própria residência no Pacha Barcelona todas as segundas-feiras, com a minha festa que se chama “More”, onde atuo praticamente toda a noite com música diferente. Não é só Progressive, mas um pouco mais de Tech House e outros géneros diferentes de música. Estou muito feliz porque o Pacha é uma excelente marca a nível mundial. Em relação a produções, o meu próximo lançamento será em setembro, uma colaboração com Tujamo, pela Spinnin' Records. Depois tenho outro tema a sair pela Playbox Music.
 
Quem achas que vai ser o número 1 do Top 100 da DJ Mag este ano?
Todos os anos é a pergunta que se faz a todas as pessoas mas nunca se sabe. Acredito que o Top 100 da DJ Mag é uma incógnita.
 
Que mensagem queres deixar aos leitores do Portal 100% DJ?
Quero agradecer a todos os que me seguem e a todos os portugueses. Estou encantado por voltar aqui mais um ano e o recinto é espetacular e muito bonito. Quero voltar muitas mais vezes a Portugal!
 
Segue Danny Avila nas redes sociais

     

 
Publicado em Entrevistas
Thomas Gold está de regresso a Portugal para uma atuação única que acontece esta noite no Arraial de Engenharia no Palácio de Cristal, no Porto. Depois do grande sucesso internacional “Alive”, o DJ e produtor alemão lança agora o seu mais recente single “Tumbler” e esteve à conversa com o Portal 100% DJ. Nesta entrevista, além da sua carreira musical, o artista deixou ainda conselhos para os novos talentos e falou sobre o país que o recebe como nenhum outro.
 
Fala-nos sobre a tua mais recente faixa “Tumbler”, editada pela Armada Music.
“Tumbler” é mais outra faixa direcionada para clubes que eu lancei este ano, como uma espécie de seguimento a “The Chant”, que editei no verão passado. Voltei um pouco às minhas raízes musicais e é uma mistura de progressive house e tech-house com uma vibe de big room. Gosto muito deste tipo de sonoridades e vou lançar mais em breve. Isto dá-me a oportunidade de misturar a minha agenda de lançamentos com a outra, mais direcionada para a rádio pop/dance como os singles “Dreamer” ou “Magic”.
 
Que conselhos gostarias de dar aos novos talentos da música eletrónica, a nível profissional e artístico?
Sejam pacientes. Algumas coisas demoram a acontecer e podem não ser fáceis. Tem de se trabalhar muito pelo sucesso. Existem muitos bons talentos por aí e todos estão a tentar fazer alguma coisa, por isso tem de se sair do chamado ‘normal’ – ou seja, cada um criar a sua própria sonoridade, mesmo que não seja algo em grande, mas tem de ser separar o teu som da sonoridade dos outros para chamar a atenção das editoras e dos fãs de música eletrónica.
 
Que hardware e software mais essencial está presente no teu estúdio?
Um bom DAW é essencial, mas não importa que tu trabalhas em Logic, como ou, Cubase, Ableton Live ou outros. Todos dão-te a oportunidade de criar produções profissionais e têm várias e boas ferramentas de som. O mais importante para mim é saber funcionar com o software – e ser criativo – porque o software não o consegue fazer por ti.
 
A nível profissional, que desejos ainda tens por concretizar?
Eu estou extremamente feliz por já ter tido a oportunidade de atuar nos maiores festivais e palcos do mundo, como é o caso do Tomorrowland, Ultra Music Festival, EDC Las Vegas, entre outros. Já vi lugares muito bonitos pelo mundo fora, que não veria se não fosse DJ e produtor e estou muito agradecido por isso. O meu único desejo para a minha carreira é eu continuar a estar apto para produzir mais música e viajar pelo mundo durante mais anos.
 
O teu radioshow “Fanfare” é transmitido um pouco por todo o mundo, incluindo Portugal. Qual é o verdadeiro objetivo deste radioshow?
O objetivo principal é mostrar aos meus fãs e aos amantes de música o que há de mais recente nas produções de dança e direcionadas para clubes todas as semanas – e obviamente estar mais perto dos meus fãs! Assim, se não conseguirem ir às minhas atuações, podem me seguir desta forma, através do radioshow.
 
Até agora, quais foram os melhores parceiros de cabine?
Não existe um melhor parceiro até agora. Já atuei com muitos e grandes DJs e conheci excelentes pessoas durante as minhas performances. Mas não consigo escolher apenas um.
 
O que Portugal significa para ti?
Em Portugal sou sempre muito bem recebido, por pessoas muito amistosas. Há também boas festas e comida muito deliciosa! Amo a comida vinda do mar!
 
Que mensagem gostarias de deixar aos leitores e seguidores do Portal 100% DJ?
Quero agradecer a todos pelo apoio e amor que tenho recebido! Portugal é um grande local para se estar e atuar e eu estou muito feliz por voltar!
 
Publicado em Entrevistas
Após pisar palcos do Tomorrowland ou o Ultra Music Festival, o DJ e produtor português acaba de lançar um novo single intitulado de “Crystalized”, em colaboração com Vince Kidd, com o selo da Sony Music.
 
A voz do tema é de Vince Kidd, um dos participantes da quarta temporada da edição inglesa do The Voice. “Os Karetus, os quais admiro muito, é que sugeriram” este cantor “porque já o conheciam e assim que ouvi a voz dele num vídeo que eles me mostraram, arrepiou-me de imediato”, afirmou Diego Miranda em entrevista ao Portal 100% DJ.
 
Vince Kidd veio diretamente de Londres para Portugal e entrou em estúdio com Diego Miranda e participou também no videoclip gravado na Serra da Estrela.
 
Questionado sobre as editoras portuguesas e a pouca aposta na música eletrónica por parte das mesmas, Diego Miranda admite que “esse é um dos grandes problemas dos produtores de electronic dance music em Portugal”, apesar de sentir que “há um enorme talento, mas depois falta o apoio por parte das editoras para que o artista possa desenvolver o seu trabalho, seja em termos financeiros como na parte de divulgação”.
 
Na opinião do DJ e produtor, “todos sabemos que atualmente também é difícil as editoras sobreviveram economicamente com a internet, onde se pode fazer download gratuito de quase tudo, mas acho que se aposta muito na música popular e esquecem-se da música eletrónica, que se calhar é muito mais ouvida, seja nas rádios ou em espaços de animação. Devia também de haver um acompanhamento ao artista. No estrangeiro as editoras funcionam praticamente como agências e que tratam de tudo do artista”.
 
Em relação à sua posição no Top 100 da DJ Mag deste ano, Diego Miranda confessa que “este foi sem dúvida um ano incrível na minha carreira. Acho que merecia subir mais ainda, mas tenho noção que a competitividade é cada vez maior e mais feroz. Já é uma grande honra representar o nosso país e estar pelo quarto ano consecutivo na tabela”.
 
Sobre o futuro da sua carreira, Diego Miranda revelou ao Portal 100% DJ que está neste momento a trabalhar com os Karetus e Mia Rosa “num tema que acho que vai dar muito que falar”, além de outros projetos e colaboração com outros artistas como o Wao e “também é possível que faça mais um tema com os Wolfpack”. Em relação às suas atuações, o artista vai estar presente na Ásia, Europa e América do Sul mas admite que “the best is yeat to come, sempre!”.
 
{youtube}GWZGDXwJatI{/youtube}
Publicado em Música
Portugal está atestado de novos talentos e há quem considere que exista espaço para mais. O nosso próximo entrevistado, com a simplicidade e simpatia que possui, já adquiriu um lugar cativo nesse mesmo espaço. Frechaut tem 21 anos de idade e leva a profissão de DJ a sério, onde se considera 'um amante da música eletrónica'. Nesta entrevista exclusiva, revela uma interessante filosofia que tenta colocar em prática quando está na cabine. Este jovem DJ/Produtor foi pioneiro em Portugal no investimento da sua promoção através das redes sociais e explica o porquê dessa aposta. Fala-nos ainda das suas referências e considera - cada vez mais - que o 'nacional é bom'. A terminar conta-nos quais os seus projetos para realizar a curto prazo e envia uma mensagem de agradecimento aos seus seguidores. Na primeira pessoa: DJ Frechaut.
 
 
Para quem não te conhece: Quem é o DJ Frechaut?
O DJ Frechaut é um jovem DJ, sobretudo um amante da música eletrónica, e que leva a profissão de DJ a sério. Tem as ambições que qualquer jovem tem e que já possui algum trabalho desenvolvido.
 
Atuaste pela primeira vez numa discoteca aos 17 anos. Antes desse momento, tinhas alguma ligação à música ou eras apenas um 'curioso musical'?
Eu antes disso não tinha qualquer ligação. Tinha apenas alguns familiares que se dedicavam à música mas que eu não dava grande importância. Foi a música eletrónica que me despertou o lado musical. Toquei saxofone durante dois anos e, de momento, estou a dar uns ‘toques’ no piano, que comecei a aprender há cerca de 8 meses, mas são apenas entretenimentos para experimentar algo diferente. A eletrónica é de facto a área em que me encontro a 100%.

Não é que tenha sido há muito tempo atrás, mas lembraste quais as músicas que passavas mais na altura?
Lembro-me que tocava e também gostava muito de ouvir as tendências dos holandeses, faixas de Ralvero, Hardwell, Gregor Salto, por aí…, que surgiram antes do DirtyHouse..
 
Já partilhaste também a cabine com vários nomes. Qual o artista que gostarias de destacar e porquê?
A nível internacional foi, sem dúvida, o Chuckie e o Ralvero. Para mim, o Chuckie é uma referência a nível internacional na sua forma de tocar, tem uma excelente técnica e consegue fundir atuação, interação com o público e a técnica em si na arte do DJing. Na parte nacional não tenho grandes referências e, por vezes, até encontro residentes tão bons ou melhores que os convidados que, no entanto, são referências, mas que para mim não me impressionaram muito pela positiva. Mas, sem dúvida, possuem o seu carisma e obviamente são superiores.

E consideras que o nacional é bom e tem valor?
Acho que sim e cada vez mais. Antigamente não acreditava muito e achava sempre que a melhor música estava lá fora, mas hoje em dia, para o que eu ando a ouvir, consigo defender esse conceito.
 
Quanto tempo passas no teu estúdio?
Cerca de duas horas por dia.
 
Na tua biografia referes uma filosofia quanto atuas "Agradar ao maior número de pessoas sem recorrer ao 'pimba'. O que consideras 'pimba'?
Para mim o 'pimba' é um mix daquela música que já passa nas discotecas há mais de um ano - um hit - tenha qualidade ou não, e as músicas populares, ou seja temas brasileiros e "vidas loucas das Fannys". É verdade que há casas onde se tem que passar isso e os DJs vêem-se aflitos, porque, tal como eu, não querem passar este tipo de coisas, mas na pior das hipóteses, sei lá... recorram a bootlegs onde dá para cantar o refrão da 'palhaçada' e depois 'levam' com o house em cima.
 

Hoje em dia as pessoas têm de se mostrar - há muita gente, há muita concorrência.


Mas existem pessoas a consumir esse pimba...
Com um bocado de pena minha, sim. Mas eu também considero importante esse tipo de música existir porque no fundo é para divertir as pessoas... e as pessoas todas falam mal mas depois adoram e cantam quando as ouvem nas discotecas. No dia seguinte, um bocado mais sóbrias, dizem que o DJ foi mau porque tocou aquela música, mas na altura gostam imenso. É um mercado que está com muita força, mas há que lutar pelos nossos valores, neste caso para o 'meu' house..
 
Em Portugal, foste dos primeiros artistas a investir (patrocinar) na tua página no Facebook. Consideras importantes as redes sociais na promoção de umj artista? Em que aspectos?
Sim, é importante e neste caso prefiro pagar um valor monetário por mês do que estar a aborrecer as pessoas - como vejo muito - a pedir 'gostos'. Isso é de todo, o que eu não gosto, porque quero sentir que as pessoas meteram 'gosto' na página de livre vontade e não por obrigação. 
Hoje em dia a promoção de um artista nas redes sociais é importantíssima. As pessoas estão a um clique de serem ouvidas e de mostrarem o seu valor e a sua capacidade e penso que o caminho é por aí, sem dúvida. Hoje em dia as pessoas têm de se mostrar - há muita gente, há muita concorrência..
 
E a concorrência é saudável?
Sim, é saudável. Eu defendo um aspecto importante que é: quantas mais pessoas exercem uma profissão, mais apurada fica a mesma. Ou seja, as pessoas têm necessidade de evoluir, porque não basta um DJ dizer que sabe misturar, que vai ter imenso trabalho até porque hoje em dia qualquer DJ que misture mal ou bem, com truques ou não, consegue fazer o trabalho quase todo parecido. Portanto quanto mais concorrência houver, mais as pessoas desenvolvem as suas capacidades porque é obrigatório. Por exemplo, hoje em dia os DJs têm de produzir muito bem, se quiserem trabalhar mais e serem reconhecidos como bons artistas.
 
Na tua opinião a noite está bem e recomenda-se?
Tenho sempre que defender os meus valores, e acho que a noite não está nada bem. Há também dois aspetos que tenho de referir: As pessoas estão a gostar cada vez mais da música fácil - por exemplo, a música brasileira que parece que veio para ficar, pelo menos na capital, que é de onde eu sou e, infelizmente é assim. Há, no entanto, o outro lado da moeda, as pessoas estão a aderir mais a Alesso e Avicci, muito por culpa dos festivais, o que é muito satisfatório porque desenvolve o 'nosso' house. Mas a noite de Lisboa e arredores, que é a que conheço melhor, podia ter melhor gosto, realmente...
 
Quantas faixas tens produzidas?
Não sei o número certo. Mas sou uma pessoa que 'esconde' as produções. Tenho muitos projetos em casa que por vários motivos não mostro, porque não estão com qualidade suficiente ou porque não se enquadram na transição das músicas que tenho apresentado. Não gosto de mostrar previews, porque às vezes nem se acabam esses previews... Prefiro guardar para mim, nas minhas pastas e ninguém conhece, a não ser algum amigo. Mas número certo de produções não sei. Tenho algumas e prontas para sair. 
 
 
Tens também dois vídeo-clips a rodar...
Sim, foram os meus dois primeiros videoclips. O 'In TheSummer Time' já tem cerca de um ano, num registo mais chillhouse e tenho a 'Without YourLove' num registo mainstream, que vai ao encontro dos meus dois principais gostos. Foram dois trabalhos com início, meio e fim.
 
Com quem gostarias de partilhar a cabine?
Com o Roger Sanchez. É o meu ídolo, era um feito enorme. Gostava mesmo de partilhar a cabine com ele e ver o que faz ao vivo. Também gostaria de partilhar com o David Guetta, adorava ver a energia que ele transporta..
 
Essas são também as tuas referências?
Sim, mas se me permites vou dividir: tenho as referências a nível da arte/técnica de DJing e depois a arte de produzir. A nível de DJing, sem dúvida, o Chuckie, LaidbackLuke, Roger Sanchez e o James Zabiela. A nível da produção gosto de Bingo Players, Chocolate Puma, Alesso, Gregor Salto, Franky Rizardo, etc. A nível nacional tenho como referência o Gil Monteverde e o Kura - são pessoas que conheço bem e realmente têm muita qualidade a produzir.
 

A nível de atuações não tenho tido muitas como gostava, mas as que tenho são de valor.

 
Que planos tens para concretizar a curto prazo?
Irei lançar uma nova música, agora para o Verão - vai chamar-se "Beach Feelings" e será uma tendência mais para um registo deephouse, algo tranquilo mas com bom gosto. Depois também tenho outro projecto que me vai ajudar muito, que será a mudança de estúdio. Vou ter um local onde poderei ter a minha zona de trabalho, com bastante qualidade acústica, onde vou conseguir trabalhar mais horas, o que me vai ajudar muito a desenvolver a parte da produção - será um dos grandes objectivos a curto prazo. Pretendo também cada vez produzir mais e aprender mais. E claro, continuar com as atuações. Apesar de nesta fase as pessoas estarem a cortar-se um pouco porque preferem gastar 50 ou 70 euros num DJ que vá ao espaço passar outro tipo de som. Portanto, a nível de atuações não tenho tido muitas como gostava, mas as que tenho são de valor e as pessoas dão-me os parabéns ao final da noite e isso para mim é que conta, não são aquelas noites para encher calendário, que lá está, é por menos dinheiro ou nenhum e as pessoas não dão valor. Hoje em dia as pessoas preferem tocar de borla num sítio que é muito 'in', que está cheio, do que esperar e pedir o seu justo valor...
 
Que mensagem gostarias de deixar aos teus seguidores e aos leitores do Portal 100% DJ?
Gostaria de enviar uma mensagem de agradecimento aos meus seguidores. Gosto muito que as pessoas me peçam opiniões, que me 'chateiem', que me perguntem coisas, conselhos... E também aquelas pessoas que vêm ter comigo no final da noite e me dão os parabéns. Gosto desse tipo de feedbacks, porque nós também vivemos do feedback, e é importante sabermos que existem pessoas que reconhecem o nosso trabalho. Aos leitores espero que continuem ligados, porque realmente em Portugal estava a fazer falta uma plataforma destas. Dou aqui uma especial força para que continue e sempre a melhorar, porque as pessoas precisam de saber o que anda a acontecer na nossa área, sobretudo em Portugal.
 
 
 
Publicado em Entrevistas
Pág. 1 de 6
100% DJ. Projeto editorial independente cujos valores se guiam pelo profissionalismo, isenção e criatividade, tendo como base de trabalho toda a envolvente da noite nacional e internacional, 365 dias online.

Newsletter

Recebe novidades e conteúdos exclusivos no teu e-mail.