Diretor Ivo Moreira  \  Periodicidade Semanal
A petição criada pela Associação de Bares da Zona Histórica do Porto visando criar um apoio financeiro do Estado para salvar empresas e trabalhadores do setor reuniu até hoje mais de duas mil assinaturas.

Em declarações à Lusa, António Fonseca, presidente da Associação e autarca do Centro Histórico do Porto, disse considerar que o número de assinaturas conseguidas em duas semanas é um sinal positivo, dando um novo alento à luta dos bares e discotecas cuja atividade foi suspensa por conta da pandemia de covid-19.

"Lamentamos que um mês depois da tomada de posse do secretário de Estado [Adjunto da Saúde] não tenha pelo menos respondido ao e-mail", observou, acrescentando que o pedido surge depois de a ABZHP ter ficado sem resposta da Direção-geral da Saúde (DGS) a nove pedidos de reunião.

O dirigente lamentou ainda a atuação das forças de segurança, nomeadamente da PSP, na fiscalização das festas privadas "à porta fechada" que continuam a acontecer durante a madrugada na cidade do Porto e sobre as quais, como autarca, tem recebido queixas de moradores.

"Realço o trabalho que a GNR está a fazer no interior e lamento que a PSP no Porto não esteja a fazer o seu trabalho. No Porto, nas barbas das forças policiais, as festas vão acontecendo e nada se faz. Isto provoca um mal-estar sobre aqueles que foram cumpridores", disse.

Até às 16 horas desta quarta-feira tinham subscrito a petição 2.115 pessoas, sendo precisas 4.000 para que o tema seja discutido na Assembleia da República.

No texto, a Associação de Bares do Porto recorda que os estabelecimentos do setor estão totalmente encerrados desde 13 de março de 2020, sendo que as medidas tomadas pelo Governo, apesar de positivas, tiveram como único efeito deferir no tempo as responsabilidades das empresas, não resolvendo os graves problemas financeiros, sociais, culturais.

A Associação salienta estar em causa a sobrevivência de centenas de trabalhadores do setor e de empresas e defende a criação de apoio financeiro do Estado, à semelhança do que já foi feito para outros setores.

"O apoio a conceder deve revestir a forma de subvenção não reembolsável e será fixado nos termos que melhor forem delineados em diploma próprio contendo todas as regras de atribuição", explica-se na petição.
quarta, 21 outubro 2020 19:51

Ricardo Mello edita novo EP na Less Is More

O DJ e produtor Ricardo Mello lançou recentemente o seu novo EP. Editado pela Less Is More, de Diego Miranda, "Difference is Now" apresenta-se com várias remixes, de diversos estilos, produzidos pelos mAdcAt (UK), Martin La Vía (Argentina), Rubysnake (Luxemburgo) e ainda pelo brasileiro que iniciou a sua carreira de DJ em Lisboa, Sightseer.

Segundo o produtor português, o feedback tem sido positivo e tanto a faixa original como as remixes têm sido incluídas em playlists de DJs de renome mundial.

"Difference is Now" encontra-se disponível nas plataformas digitais de música.
Através do Destacamento Territorial de Felgueiras, a Guarda Nacional Republicana (GNR), encerrou na passada sexta-feira, 16 de outubro, um estabelecimento de diversão noturna que reunia mais de 100 pessoas, na freguesia de Pombeiro, concelho de Felgueiras.

Em comunicado a GNR revela que se tratou de uma "ação de fiscalização com vista ao cumprimento das normas referentes à pandemia Covid-19", e que resultou no encerramento de um estabelecimento de diversão nocturna que funcionava com música ao vivo e reunia 108 pessoas. Durante a mesma ação, foram também detidos dois homens, de 36 e 49 anos, pelos crimes de desobediência e condução sob efeito do álcool.

Foram ainda registadas "várias contraordenações por incumprimento às medidas impostas pela situação de calamidade".

O proprietário do estabelecimento, de 46 anos, foi identificado e os dois detidos, sem antecedentes criminais, foram constituídos arguidos. Os factos foram remetidos ao Tribunal Judicial de Felgueiras e a fiscalização contou com o reforço do Destacamento de Intervenção do Porto.
A editora portuense XXIII acaba de lançar "HI-TECH TONGUE" de MANS O, um EP de seis faixas que une nove vocalistas a cantar em diferentes idiomas e dialetos como Wolof, Espanhol, Berber, Catalão, Darija, Inglês, Francês e Creolo.

A atitude e a espontaneidade de cada um são retratadas nas batidas inspiradas na bass music universal e na eletrónica negra como Dub, Deconstructed Club, Tarraxo, Gqom, Jungle, Grime ou Dancehall - entrelaçadas numa abordagem permacultural para explorar as novas abordagens dentro de cada faixa.

Roman Daniel é o nome por trás de MANS O, produtor e DJ catalão. Em 2020, passou por palcos como Sonar +D e Primavera Pro. Iniciou a sua jornada em 2010 mas foi quando lançou o EP "Macaya" em 2014 e o LP "Thirst o Sed" em 2016 pela Disboot, que a maturidade na produção se destacou. Desde aí, as suas faixas "-123 4567" e "Mirror Outside" marcaram a sua evolução.

O EP "HI-TECH TONGUE" contou quatro faixas lançadas em primeira mão pela Complex UK, Groove Magazin (Berlim), Inverted Audio (Berlim/Londres) e CouvrexChefs (Paris) e está disponível nas plataformas digitais habituais.

O DJ e produtor GAMIIX estreou recentemente o seu novo projeto "7ETS em 7SÍTIOS", que, tal como o nome indica, pretende levar os  música eletrónica a sete diferentes sítios, por si escolhidos.

O projeto está disponível no Youtube do artista e o Estádio de Futebol do Samouco, em Alcochete, foi o primeiro local a receber uma viagem musical de cerca de 20 minutos entre as sonoridades Trance e Trap. Já o segundo local, foi a Praia de Albarquel em Setúbal. Os restantes episódios serão lançados nas próximas segundas-feiras.

"Num ano em que nos temos de adaptar e que não há concertos, nem palcos montado, decidi montar o meu próprio palco e tocar em qualquer sítio" refere GAMIIX.

A Associação da Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal (AHRESP) alertou na passada sexta-feira que a falta de apoios específicos à atividade de animação noturna, fechada há oito meses devido à pandemia, está a "destruir" um "produto turístico importantíssimo" do país.

"Este setor é um produto turístico importantíssimo. Uma componente essencial da nossa oferta turística. E nós estamos a destruí-la e não vai ser fácil voltar a construir todo este know-how e toda esta capacidade produtiva quando ela for destruída, vai demorar anos", avisou Ana Jacinto, secretária-geral da AHRESP.

Durante uma conferência de imprensa para apresentação do "Estudo do Impacto da redução temporária da taxa do IVA no setor da Restauração e Similares", Ana Jacinto advertiu que, sem o atual portfólio de discotecas e bares que o caracteriza, "o destino Portugal se tornará mais desinteressante e muito menos cativante para quem quer viajar".

Segundo recordou, "desde a primeira hora" que a associação tem vindo a propor ao Governo medidas específicas para as atividades de animação noturna, "que estão encerradas há oito meses sem qualquer faturação e têm encargos aos quais têm de fazer face todos os dias".

"Mesmo com o layoff, estas empresas têm encargos significativos com salários, com rendas, com as moratórias que estão agora a cair e com o endividamento que, entretanto, foi criado. Portanto, não vão sobreviver se não tiverem um plano específico dedicado a elas", defendeu a responsável e recordou que existem "outros países que consideraram estas atividades como especiais, no sentido de estarem encerradas e, portanto, terem de ser ajudadas".

De acordo com a secretária-geral da AHRESP, à semelhança do que foi feito para a restauração, a associação criou para o setor da animação noturna um código de boas práticas, "para permitir a estas empresas reabrirem em segurança".

"Mas, se o Governo entende que não há condições sanitárias para o fazer, não somos nós que o vamos discutir, porque não estamos habilitados. Acreditamos que existem razões poderosas que levem o Governo a considerar que nem com um código de boas práticas e nem com regras adicionais estes estabelecimentos podem abrir - o que para nós é um bocadinho difícil de explicar aos empresários, porque assistimos todos os dias a festas em qualquer sítio, sem serem controladas, e, do nosso ponto de vista, se tivéssemos espaços onde estas iniciativas se pudessem fazer com controlo, com condições e com regras seria muito mais útil para todos", referiu.
Chama-se "Running in the Dark" e é o primeiro avanço do novo álbum de Moullinex, acompanhado de um videoclipe de Bruno Ferreira com participação de Joana Ribeiro e Olga Roriz.

Este disco do DJ e produtor português é ainda enriquecido com a mistura de David Wrench (Caribou, Frank Ocean, The XX) e a capa de Bráulio Amado, que explora o jogo de sombras tanto na fotografia como na arte 3D.

Escrito durante um período de perda pessoal e incerteza, "Running in the Dark" é composto por linhas mais eletrónicas, longe da instrumentação tradicional, evidenciando um estado de espírito mais emocional.

O álbum só chega no próximo ano, no entanto o artista espera que este novo trabalho musical traga aos seus seguidores "tanta luz quanto me trouxe a mim".

Os profissionais das atividades culturais podem candidatar-se ao Fundo de Solidariedade com a Cultura já a partir de 19 de outubro. Criado pela Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, pela GDA - Gestão dos Direitos dos Artistas, pela AUDIOGEST (Entidade de Gestão de Direitos dos Produtores Fonográficos em Portugal) e pela GEDIPE (Associação para a Gestão Coletiva de Direitos de Autor e de Produtores Cinematográficos e Audiovisuais), o fundo destina-se a apoiar financeiramente profissionais da cultura afetados e em situação de carência, devido à paralisação integral do setor e consequente perda de rendimentos provocada pela pandemia de Covid-19. 


Ainda que tenha sido criado por estas quatro entidades, o Fundo está aberto à participação de todos que queiram contribuir e ser solidários. Os donativos podem ser feitos diretamente através de um formulário disponível no site do Fundo. 


Vários artistas, produtores e organizações de produção cultural já contribuíram para o aumento das verbas deste fundo de apoio que começou com 1,35 milhões de euros, de forma a chegar a um maior número de profissionais desprotegidos. 


O Fundo de Solidariedade com a Cultura divide-se em cinco linhas de apoio - quatro com condições específicas direcionadas para subgrupos de profissionais que trabalhem em diferentes áreas da cultura e uma de apoio geral. Os artistas, técnicos e outros profissionais que queiram candidatar-se deverão escolher apenas uma destas linhas, sendo que os valores mínimos a atribuir variam entre os 438 euros e os 740,83 euros por pessoa/posto de trabalho.

O cantor e compositor norte-americano Jason Derulo, conhecido por temas como "Want To Want Me", "In My Head”ou "Ridin’ Solo", é a mais recente confirmação do festival que foi reagendado para os dias 19, 20, 26 e 27 de junho do próximo ano, no Parque da Bela Vista, devido à pandemia. 

Em comunicado, a organização do Rock in Rio Lisboa confirmou ainda a presença no cartaz de 2021 de artistas que já tinham sido anunciados, como Post Malone, que atua dia 27 de junho, no mesmo dia da cantora brasileira Anitta e os portugueses HMB.

Também Duran Duran, A-Ha e Bush foram confirmados no cartaz de 2021 e atuam todos no dia 26, juntamente com a icónica banda Xutos & Pontapés. 

Para a 9.ª edição do Rock in Rio Lisboa estão ainda confirmados nomes como os Foo Fighters, The National e Liam Gallagher, que atuam a 19 de junho. 

Os bilhetes estão à venda no site oficial do festival ou nos locais habituais, anunciou a organização.
Depois de desafiar os portugueses a espalhar "#GoodVibes" com mensagens de otimismo que estão a encher as redes sociais, o festival Rock in Rio Lisboa lança agora uma nova plataforma dedicada a todos os que continuam a sonhar e a vibrar com o festival. 

"Esta é a nossa forma de agradecer aos maiores fãs do Rock in Rio. Aquelas pessoas que compraram bilhete para a edição desse ano e que durante todo este período continuaram a acreditar. As mesmas pessoas que agora estão preparadas para seguir rumo a 2021, com toda a energia necessária, para mais uma edição. O Club é para elas", explica Roberta Medina, Vice-Presidente Executiva do Rock in Rio.

Desenhado a pensar naqueles que já têm bilhete para a próxima edição do festival, o Rock Club LX apresenta-se como um conjunto de benefícios exclusivos aos quais apenas esses fãs poderão ter acesso. A lista é extensa e dela fazem parte experiências como a possibilidade de assistir a um concerto do Palco Mundo diretamente da House Mix; Um passe para andar nas atrações (roda gigante, slide, etc.); Walking Tour pela Cidade do Rock com acesso a locais restritos; Visitas ao backstage nos dias do festival; Participar no ensaio geral na véspera do Rock in Rio; Produtos de merchandising entre outros.

Os interessados em pertencer ao Rock Club LX devem ser portadores de bilhete para a 9.ª edição do festival e apenas têm que aceder ao site oficial do evento, preencher o registo identificando o código do bilhete e responder a algumas perguntas. A partir daí, tornam-se membros oficiais do clube e ficam automaticamente habilitados a ganhar uma das milhares de experiências disponíveis. 

Recorde-se que o festival foi reagendado para os dias 19, 20, 26 e 27 de junho de 2021 e decorre, como sempre, no Parque da Bela Vista em Lisboa.
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