13-12-2019

  Diretor Ivo Moreira | Periodicidade Diária

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Pertence à lista restrita de protegidos de Hardwell e vai estar em Lisboa a 5 de Março próximo para tocar no MAIN, apenas dois dias antes do mestre chegar a Lisboa com a sua tour “I Am Hardwell - United We Are”. A 100% DJ falou em exclusivo com Joey Dale que nos fez algumas revelações em primeira-mão!

 

Acabas de editar “Zodiac/Gladiator EP” pela Revelead Recordings do Hardwell que está a correr bem nas tabelas de vendas. Qual é a história por detrás destes dois temas?
Produzi o “Zodiac” poucos dias antes de ir tocar ao Tomorrowland. Toquei no sábado e aproveitei o gig para estrear o tema, - há festa melhor para testar um tema do que o Tomorrowland? -, o público adorou e eu fiquei muito feliz com a reacção. O “Gladiator” foi produzido alguns dias depois de voltar do Tomorrowland. Senti-me tão inspirado naquele fim de semana que queria fazer música que fosse forte e melódica ao mesmo tempo. Foi dessa inspiração que nasceu o “Gladiator”!
 
Hardwell é um grande apoiante da tua música, e incluiu a vossa colaboração em “Arcadia” no seu novo álbum, “United We Are”. O que é que este apoio do DJ número 1 mundial significa para ti?
Significa tudo para mim. Sem o apoio do Hardwell eu não estaria onde estou. Ele deu-me a oportunidade de crescer e de construir uma carreira com a qual sonhava.
 
Tocaste em Portugal duas vezes, a estreia foi no palco enorme do RFM Somnii e depois regressaste para o aniversário do KURA no Bliss. Vimos as fotos e sabemos que estavas feliz, mas compreendes agora o porquê de tantos DJs internacionais gostarem de tocar no nosso país?
Sim, compreendo! Portugal tem um dos melhores públicos do mundo, a energia é fantástica! É muito fácil para um DJ ligar-se ao público e esse factor é fundamental para qualquer artista.
 
 
Apesar de já teres tocado em Portugal, 5 de Março vai marcar a tua estreia em Lisboa, o que é que sabes da nossa capital?
Honestamente não sei nada sobre Lisboa! Sei que é linda como o resto de Portugal. Estou em pulgas para chegar a Lisboa!
 
O teu palco de 5 de Março vai ser o club mais trendy e lotado da capital, o MAIN, o que estás a preparar para Lisboa?
O que quero é pôr toda a gente a dançar! Tenho a certeza que vou conseguir.
 
Vens a Portugal apenas dois dias antes da grande tour mundial do Hardwell -  I Am Hardwell - regressar a Lisboa, a 7 de Março. Vais ficar para ver o espectáculo? Estás excitado para ouvir o Hardwell tocar o “Arcadia” em Lisboa?
Sim! Vou ficar para ver o “I Am Hardwell - United We Are”. E vou cantar o “Arcadia” com toda a gente que estiver no Meo Arena!
 
Por último, o que estás a preparar em termos de novas produções?
Tenho um novo EP que vai sair dentro de algumas semanas na Revelead (e estou a fazer esta revelação em primeira-mão!) e também tenho uma remistura de “Fire In Our Hearts” a sair brevemente. Além disso estou a trabalhar numa colaboração com o Thomas Newson que está quase acabada.
 
Segue Joey Dale
     
 
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O festival Dancefloor, que vai decorrer no estádio municipal Dr. Magalhães Pessoa, em Leiria nos dias 27 e 28 de julho, já tem música oficial. Chama-se "Be Free" e foi produzida pelos portugueses KEVU em colaboração com Vendark

Considerada pelos próprios como uma faixa "enérgica, emocional e surpreendente", a música promete viciar todos os amantes da música eletrónica e representar da melhor maneira o festival que vai fazer vibrar Leiria em pleno Verão.

"Esta música teve a particularidade de ser produzida quase totalmente em Miami uns dias antes da nossa atuação no Ultra Music Festival, pelo que aproveitámos a inspiração proveniente das paisagens da cidade, mas também um pouco dos DJ sets que fomos ouvindo por lá ao longo da semana", confessaram os KEVU, em entrevista ao Portal 100% DJ.

Uma vez que o Ultra Music Festival é um evento reconhecido a nível internacional, muitos são os DJs e produtores que aproveitam para experimentar novas faixas e sonoridades e isso contribuiu para a produção de "Be Free". "Reparámos que os DJs estavam a tocar faixas muito melódicas, e optámos por fazer algo nesse sentido", referiram. 

A dupla de artistas portugueses, que no ano passado ficaram colocados em 4º lugar no TOP 30 do Portal 100% DJ, sobe ao palco do festival Dancefloor no dia 27 de julho e consideram que o evento "é enorme" e conta com um "público muito energético, pelo que estamos bastante ansiosos e esperamos uma reação bastante positiva das pessoas em relação à nossa atuação." Além disso, prometem "apresentar novos temas" que vão "lançar depois do verão e, sim, também algumas colaborações com artistas de enorme renome".
 

Em relação ao festival, João Pedro e João Rosário consideram que "fazia muita falta, porque além de ter a particularidade de ser feito num estádio, o que é único em Portugal, também traz mais pessoas àquela zona do país onde os eventos daquela dimensão são menos frequentes".

O cartaz da edição deste ano do Dancefloor conta com nomes como Noisecontrollers, Blasterjaxx, Audioctricz, KEVU, Borgore, Nicky Romero, Will Sparkz, Tujamo e Zatox no line-up. "O cartaz que podemos ver até agora, está bastante diverso com artistas de enorme qualidade e algumas estreias em Portugal. Pensamos que o nosso país está cada vez com maiores nomes, ano após ano, nos diversos eventos de música eletrónica que cá se organizam e o Dancefloor em nada fica atrás", concluíram.

Os bilhetes para o festival podem ser adquiridos na Bilheteira Online a partir de 10 euros. O Portal 100% DJ é Media Partner Oficial do evento.
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Thijs Westbroek, conhecido no meio por Brooks, tem apenas 23 anos e já não passa despercebido na dance scene, não fosse a sua vasta seleção de originais e remixes, amplamente tocados em todo o mundo. David Guetta e Martin Garrix são alguns dos seus amigos com quem já produziu músicas entretanto lançadas por importantes editoras como é o caso da Spinnin Records e da Future House Music. 
A propósito do seu regresso a Portugal, marcado para o próximo dia 8 de julho na Figueira da Foz, o Portal 100% DJ esteve à conversa com o jovem holandês, que além das novidades na sua carreira, também nos falou das expetativas no seu regresso a terras lusas.

Apesar de ainda teres uma curta carreira, tens muito sucesso, o que fez também com que recebesses o prémio "Best Talent" na SLAM! Awards. Descreve-nos como tem sido a tua vida ultimamente depois disso.
Ganhar o SLAM! na categoria de "Melhor Talento" foi definitivamente um dos destaques da minha carreira até agora. Sinto que muita coisa aconteceu desde que comecei a apostar na música e isso só vem reafirmar, para mim, que estou onde estou por um motivo. Está mesmo a valer a pena! Desde então, tenho estado em digressão e a atuar sem parar - está provado que vai ser uma temporada agitada de festivais, sem esquecer que recentemente lancei meu novo single "Lynx" pela STMPD.
 
Qual é a sensação de ter uma colaboração com o atual número 1 do Top 100 da DJ Mag, Martin Garrix?
É uma sensação fantástica! Há algum tempo que eu e o Martin temos estado em contacto. Quando comecei a fazer música a sério, cheguei a enviar-lhe algumas faixas, até que finalmente chegou o momento de unirmos forças quando lançámos a "Byte". Depois lançámos a "Boomerang" e mais tarde, a cereja em cima do bolo, o lançamento do "Like I Do" com David Guetta. Temos uma atitude muito semelhante no que toca a produzir e por isso trabalhamos bem juntos. Estou feliz que estes eventos se realizem para que continuemos a fazer música que as pessoas gostem tanto como nós.
 
Já produziste vários remixes para diferentes artistas. Gostarias de deixar algum conselho para jovens produtores?
Encontrar o seu próprio estilo é a chave para se conseguir destacar e captar a atenção do público. É mais fácil falar do que fazer e sabemos que hoje em dia existe muita competição e pressão na indústria da dance music. A produção musical é muito acessível agora, não há desculpa para não "perdermos" tempo a aperfeiçoar o nosso som e fazer dele o nosso próprio estilo, torná-lo característico. Pretende-se que as pessoas oiçam a música e saibam logo que é daquele artista.
 


Preferes atuar num Club ou num Festival?
Tanto os clubs como os festivais têm coisas muito boas. Num club é um ambiente mais intimista e consegue-se chegar até às pessoas mais facilmente. O que não é tão frequente num festival. O que os festivais têm de bom é a sua dimensão, com milhares de pessoas a gritar e a cantar as músicas, é algo que não esqueço tão depressa.

Que tipo de hardware e software consideras essencial para se começar nesta área?
Num começo pode-se usar apenas um software e uns phones ou com umas simples speakers. Primeiro que tudo, é importante que se tenha um Daw em que o produtor se sinta confortável. Uso Fruity Loops como DAW o que é relativamente fácil para quem está a começar, mas é possível usar-se outras DAWs também. A respeito de plugins, podem assistir às minhas masterclasses no meu canal de youtube e ver que plugins aconselho.
 
Que expectativas tens para a tua performance no RFM Somnii?
Primeiro que tudo, Portugal é um dos meus sítios preferidos no mundo e só quero chegar para aproveitar algum tempo antes do festival começar. De mim, podem esperar muita energia e mãos no ar. Pela minha experiência de outras atuações em Portugal, espero um público que se sabe divertir e que não tem medo de sentir a música. A comunidade da dance music em Portugal percebe do assunto, por isso sei que vai ser um espetáculo envolvente. Mal posso esperar!
 
Queres revelar-nos algumas novidades sobre o futuro da tua carreira?
Neste momento estou no meio da época dos festivais. Tenho atuações agendadas na Hungria, Polónia, Holanda, Alemanha... Se assistirem a estes espetáculos vão ouvir-me passar alguma música nova. Tenho passado muito tempo em estúdio, quando não estou em tour, por isso podem esperar grandes colaborações e lançamentos brevemente.
 
Que mensagem queres deixar aos leitores e seguidores do Portal 100% DJ?
Vocês são brutais! Obrigado pelo vosso trabalho e por terem conversado comigo. Obrigado por continuarem a apoiar-me enquanto lanço novas músicas, tenho novidades para os vossos ouvidos em breve.
 
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Natural da Margem Sul do Tejo, é no país da cidade maravilhosa que faz vida há 10 anos. Começou a sua carreira na música com oito anos de idade, a estudar piano, tocou numa banda de baile, mas rapidamente percebeu que o "bailinho" era outro, com acordes mais eletrónicos e decibéis muito mais altos. Rui Oliveira é o rosto do projeto Paranormal Attack, que está comemorar 15 anos de existência. Nesta entrevista exclusiva ao Portal 100% DJ, ficámos a conhecer as suas influências e algumas novidades musicais, como foi a sua passagem pelo Festival Tomorrowland Brasil e quais os seus próximos projetos.
 
 
A música fez parte da tua infância. Estudaste piano, tocaste numa banda de baile e aos 20 anos começaste a produzir música eletrónica. Conta-nos como foi essa mudança da música de baile para a eletrónica.
Na verdade sempre odiei música de baile mas era uma boa fonte de dinheiro e dava-me tempo para poder produzir enquanto Paranormal Attack durante a semana. Sempre fui fã de Rock e Metal, nem prestava muita atenção ao som eletrónico até ao dia em que fui a uma rave e apaixonei-me completamente. Comecei logo a descobrir como se fazia aquilo. Os conhecimentos que tinha de música ajudaram-me muito na produção!
 
Na produção musical quais são as tuas influências?
No trance a minha maior influência sempre foi Skazi, além de ser como um irmão para mim também foi ele que me ajudou muito no início da carreira. No geral o meu produtor preferido é o Rob Swire dos Pendulum/Knife Party.
 
Já lançaste uma faixa em conjunto com os Karetus. Com que outros artistas portugueses gostarias de colaborar?
Os Karetus são grandes amigos meus e grandes produtores. Estou a terminar uma colaboração com os Ninja Kore e gostaria de fazer algumas coisas diferentes no mundo Pop também. Estou também a preparar uma colaboração com os Pratta.
 
Faz dois anos que fundaste a editora Fxxk Tomorrow. Como surgiu essa ideia e que balanço fazes da mesma?
Quando tive a ideia de criar a editora foi com o intuito de ter liberdade para lançar a minha música quando quisesse sem ter que esperar por agendas de outras editoras. As coisas foram crescendo e comecei a receber muitas demos e os planos foram sendo maiores. Já lançámos músicas de vários artistas, vários estilos e conseguimos alcançar alguns Top 100 no Beatport. Recentemente começámos a fazer eventos e temos grandes planos para Portugal a partir do próximo ano, que em breve serão revelados. Mas esperem grandes noites no nosso país.
 
Como vês a cena Trance tanto em Portugal como no Brasil?
São cenas muito diferentes. O Brasil devido ao tamanho do país e também ao tamanho a que o Trance chegou os eventos são mega produções com milhares de pessoas. E também o público é mais quente e mostra mais o quanto gostam do DJ. Já Portugal tem uma cena mais tradicional, mais underground e mais pequena e as pessoas são um pouco mais introvertidas. Mas amo os dois países. Cada um com as suas particularidades.
 
O ano passado tiveste uma atuação no Tomorrowland Brasil. Como foi essa experiência?
Foi uma experiência maravilhosa, poder estar num evento desses é o sonho que qualquer DJ provavelmente tem. Lembro-me que até chorei de felicidade no dia que saiu o meu nome no line-up. Foi uma emoção enorme.
 
Que diferenças encontras entre o público português e o brasileiro?
Como já disse, acho que a maior diferença é mesmo a reacção do público quando ouvem a minha música. Os dois países gostam muito do som mas no Brasil as pessoas gritam, pulam, levam placas com o meu nome, bandeiras de Portugal, etc. Em Portugal o público preocupa-se mais com a experiência de cada um durante o set. Dançam muito mas são mais contidos. Mas isto é uma coisa do Trance, porque vejo que noutro tipo de eventos o público português é bastante animado também.
 
No início do mês tiveste uma atuação na Costa de Caparica, margem do Tejo que te viu crescer. Como foi esse regresso? Pode-se afirmar a velha máxima de que "o bom filho à casa torna"?
Foi muito boa a festa, grande ambiente e o local escolhido foi muito bom também. Isto foi só o começo de uma caminhada que estamos a planear. Grandes notícias estão a caminho. Fico muito feliz de voltar ao meu país depois de estar 10 anos no Brasil.
 
O que representou para ti a entrada direta para o TOP 30 de 2016 levado a cabo pelo Portal 100% DJ?
Foi outra grande surpresa para mim e fiquei muito feliz com isso. O país onde nasci reconheceu o meu trabalho e consegui um 19.º lugar. Muita gente que não me conhecia ficou a conhecer e os que conheciam se calhar passaram a respeitar mais o meu trabalho. Espero que este ano suba mais umas posições nesse ranking.
 
Quais são os teus projetos musicais a curto e médio prazo?
Este ano vou lançar o álbum de 15 anos do projeto com 15 músicas e tenho algumas colaborações para sairem também em labels mais comerciais. Temos também grandes planos para eventos da Fxxk Tomorrow em Portugal.
 
E por último, a pergunta da praxe. Que mensagem queres deixar aos teus fãs/seguidores?
Quero agradecer a todos por me proporcionarem a vida que eu escolhi. Poder fazer aquilo que se ama é uma grande vitória na nossa vida. Nunca desistam dos vossos sonhos. Por vezes demoram a chegar mas o que é nosso está guardado e então a nossa hora sempre chega. Um abraço gigante a todos! Amo vocês!
 
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São dois nomes incontornáveis da música eletrónica mundial. Depois do término dos Swedish House Mafia, a paixão pela música não ficou por ali. Axwell e Sebastian Ingrosso decidiram juntar as suas duas carreiras de sucesso e formar o projeto Axwell /\ Ingrosso. Os artistas suecos vêm apresentar o seu novo projeto musical ao MEO Arena em Lisboa, no próximo dia 18 de dezembro, num dos eventos mais esperados do ano: a Carlsberg Where's The Party. Poucos dias antes da sua atuação em Portugal, a equipa do Portal 100% DJ esteve à conversa com a dupla, acerca de vários temas como o nosso país, o cenário atual da música eletrónica, o Top 100 da DJ Mag e, claro, fomos saber como estão as espectativas para este evento.

Além da entrevista, em baixo poderás encontrar uma infografia que retrata os 10 melhores momentos da dupla, divulgados recentemente pela conhecida revista Billboard.

 
É a vossa estreia enquanto dupla. Quais são as vossas expetativas e o que podemos esperar da vossa atuação?
Nós já viemos a Portugal em separado e adorámos. Estamos sempre a ouvir os fãs online e o amor que têm por nós é fantástico. Esta atuação já está marcada há algum tempo e mal podemos esperar para subir ao palco!
 
Axwell, qual é a sensação de celebrar o teu aniversário com os teus fãs portugueses?
É um sítio lindo para celebrar! Ter todas aquelas pessoas para celebrar em conjunto vai fazer com que aquele dia seja muito especial.
 
Vocês agradeceram a todos os fãs pelo apoio dado em relação ao Top 100 da DJ Mag, onde ficaram colocados em 17º lugar. Vocês acham que a electronic dance music precisa de mais amor e menos campanhas e competições?
O mais fantástico em relação a este assunto é que nunca pedimos a ninguém para votar em nós. Sem apelarmos ao voto, os nossos fãs fizeram questão de votar em nós. Isso tornou tudo muito especial. Nós não nos importamos com posições ou tops, o que interessa são os verdadeiros fãs que vemos à nossa frente cada vez que atuamos.
 

Às vezes são as pessoas que ultrapassam a linha as que mais impacto causam.

 
Qual é a vossa opinião acerca do cenário da música eletrónica a nível internacional atualmente?
Existe muito talento e muita energia criativa por ai. A necessidade de evoluir e fazer coisas engraçadas nunca esteve tão bem.
 
Que conselhos querem deixar aos novos produtores?
Trabalhem muito. Mesmo a sério, trabalhem até não conseguirem mais. E não se importem se têm de seguir o estilo ou o modelo de alguém. Às vezes são as pessoas que ultrapassam a linha as que mais impacto causam.
 
Que mensagem gostariam de deixar aos nossos seguidores e leitores do Portal 100% DJ?
Muito obrigado por todo o amor e apoio!

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sábado, 12 setembro 2015 22:46

Alok: 'O meu berço foi a música eletrónica'

Chama-se Alok e é um dos nomes da atualidade da música eletrónica brasileira, que mais destaque tem alcançado a nível internacional com atuações no Rock In Rio Las Vegas e em várias edições das famosas festas das cores Happy Holi. Depois de ser considerado como o DJ e produtor mais popular da terra do carnaval pela House Mag, o artista estreou-se em Portugal na edição de Cascais da Where’s The Party by Carlsberg. O Portal 100% DJ esteve à conversa com Alok numa entrevista exclusiva, acompanhada pelas filmagens do seu novo documentário, onde os temas destacados na mesma foram a sua carreira, o nosso país e o cenário da música eletrónica no Brasil.
 
 
O facto dos teus pais serem DJs influenciou a tua escolha desta profissão?
Com certeza. Eu nasci neste meio eletrónico. O meu berço foi a música eletrónica e os meus pais inspiraram-me muito e ainda inspiram.
 
Porque decidiste criar a tua própria editora “Up Club Records”?
Porque acho que há muitas pessoas talentosas por aí e muitas vezes não conseguem demonstrar o seu trabalho, porque não se conseguem encaixar ou adequar-se ao formato das editoras. A editora é aberta para todos os tipos de criatividade - o que importa é a criatividade, nós não rotulamos nada. É mais uma porta e uma oportunidade para as pessoas poderem mostrar o seu trabalho e não serem influenciados pelas editoras a criar a música que eles querem.
 
Que novos talentos tens debaixo de olho?
Há muito bom talento. É o caso de um rapaz chamado Illusionize - ele está a “rebentar”. Existe também o Dazzo, ele já toca há muitos anos, mas está agora a ter destaque. Também comecei a ver vários nomes novos que nunca tinha ouvido falar e vou fazer o lançamento. Possivelmente irei divulgar no melhor momento, depois de toda a parte burocrática, contrato, etc…
 

A editora é aberta para todos os tipos de criatividade - o que importa é a criatividade, nós não rotulamos nada.

 
Tens viajado em digressão por quase todo o Brasil. Qual é a tua visão do cenário da música eletrónica no país?
No Brasil, estamos a viver agora um momento de maior ascensão. Começamos a apercebermo-nos que as crianças hoje estão muito inseridas na música eletrónica e isso é algo inédito, porque anteriormente as pessoas só se inseriam na música eletrónica a partir dos 18 ou 19 anos.
 
Nos últimos meses, o Brasil tem recebido grandes e importantes festivais de música eletrónica, como é o caso do Tomorrowland, onde também atuaste. Qual foi a sensação de estar na cabine do Main Stage, daquele que é considerado o melhor festival do mundo?
Foi a realização de um sonho e não poderia ter sido melhor. Realmente foi o melhor gig da minha vida. Abriu portas a muitas coisas positivas na minha carreira, e bem... o Tomorrowland é um fenómeno, não é? Fiquei muito feliz por fazer parte desse palco e dividi-lo com grandes nomes.
 
Tencionas atuar na edição da Bélgica?
Este ano não, somente no TomorrowWorld, nos Estados Unidos da América.
 
Sabemos que o teu nome significa luz. Consideras a luz uma fonte de inspiração para as tuas produções?
Nunca tinha parado para pensar, mas pode-se dizer que sim.
 
Foste considerado pela House Mag como o DJ número 1 do Brasil. Com que sentimento recebeste essa distinção?
É curioso porque em todos os outros anos eu nunca tinha entrado. E na minha estreia, foi logo em primeiro lugar. Eu sei que há muitas pessoas muito boas no Brasil também, pela qualidade e até pessoas com mais técnicas que eu, só que de repente faltou um pouco de acreditar em si mesmo entendeu? E eu sempre acreditei, colhi frutos e acabei sendo... Os meus números falam muito alto, como o voto é de popularidade e não há juízes por trás, o DJ mais popular do Brasil hoje sou eu.
 
 
A tua vinda mais cedo para Portugal, deu para conheceres um pouco do nosso país?
Sim, eu dei uma volta por vários sítios e estou apaixonado. É muito porreiro.
 
Tencionas voltar?
Com certeza. Quero voltar e quero comer muito aqui nos restaurantes porque foi a melhor comida que comi na vida.
 
Como descreves a atuação no Where’s The Party em Cascais? Superou as expetativas?
Para ser sincero foi muito difícil... A minha sonoridade, no meio da “EDM” é muito mau para mim. Mas faz parte e nós temos que estar preparados para tudo. Criei muitas expectativas, uma ideia na minha cabeça e acabou por ser mais difícil do que eu imaginava. Nem tudo é assim tão fácil - o que é bom, porque saí da minha zona de conforto, que no Brasil para mim é tudo mais fácil, logo foi um desafio também.
 
Que artistas portugueses de música eletrónica conheces?
O Diego Miranda apenas.
 
Que projetos tens para desenvolver a curto e longo prazo?
A curto prazo vou lançar o meu álbum e a editora. Estamos também a produzir o documentário da minha vida que acho que vai levar um a dois anos para estar no ar, ou seja um projeto a longo prazo.
 
Vais fazer campanha este ano para o Top 100 da DJ Mag?
Estamos a fazer uma campanha muito forte. O ano passado nem apostámos muito e fiquei em 117º lugar.
 
Acreditas portanto na tua estreia no Top 100?
Vamos ver, acredito que sim.
 
Que mensagem queres deixar aos leitores do Portal 100% DJ?
Quero agradecer por me terem recebido tão bem aqui e quero voltar mais vezes, esperando que da próxima vez não me coloquem entre dois DJs de EDM, mas sim no horário certo.
 
 
Segue Alok nas redes sociais

     

 
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DJay Rich e António Mendes são os DJs oficiais da emissora portuguesa RFM e residentes do festival RFM SOMNII. Quer a nível individual ou em dupla, jápercorreram muitos dos palcos nacionais mas agora são artistas indispensáveis de se ter no line-up de um festival. Detentores de uma energia única e contagiante, unem-se, ajudam, apoiam e incentivam os jovens talentos da música eletrónica e essa atitude éde louvar. O Portal 100% DJ esteve àconversa com a dupla portuguesa nos bastidores do Music Valley, momentos antes de subirem ao palco do Rock in Rio Lisboa.
 
Estrearam-se no Rock In Rio. Qual é a sensação desta primeira vez no festival?
Mendes: A sensação é óptima. Já tínhamos noção da dimensão do festival por causa da relação que temos através da RFM com o Rock in Rio, mas ter o nome no cartaz está a ter um feedback muito espetacular. As pessoas estão a dizer que é um outro nível. E isso é muito bom. 
 
Contam um verão preenchido: Rock in Rio, RFM Somnii, Algarve... O que é que o público pode esperar de vocês?
Mendes: Além desses locais, ainda vamos estar no RFM Beach Power na Madeira, nos Açores... 
 
Rich: Podem esperar o mesmo de sempre: muita alegria nos sets. Gostamos de tocar aquilo que apreciamos mesmo. Tentamos fazer sets diferentes, principalmente no RFM Somnii onde tocámos três noites, pois somos residentes do festival. Este ano levámos dois convidados, para fazer algo diferente: o Pete Tha Zouk e o Pedro Cazanova. São pessoas com quem lidamos e trabalhamos há muitos anos, portanto fazia todo o sentido convidá-los.
 
Como está a ser a aceitação da vossa nova música com o Michael Teixeira?
Rich: A música é muito boa. Tem um hook muito forte e muito fácil e nós tocámos o remix no Rock in Rio pela primeira. Ainda está um pouco em segredo, mas já temos alguns DJs internacionais interessados em fazer remixes. Estamos muito satisfeitos com o resultado final e ter um contacto como o Michael que, para além de ser um excelente produtor, está nos Estados Unidos da América e dá-nos a vantagem de termos vozes norte-americanas. Essa é uma das nossas preocupações quando lançamos um tema cantado em inglês, porque quando temos alguém cá a cantar inglês, temos de estar sempre a mandar corrigir as letras lá fora para ver se existe alguma coisa que não faça sentido. Assim, manda-se a ideia, trabalha-se a ideia, discutimos, faz-se um rascunho e fica perfeito. 
 
Cláudio.Photos
 
No vosso radioshow dão algum destaque a novos talentos. Como é que encaram a nova geração da música eletrónica em Portugal?
Mendes: Essa tem sido sempre uma preocupação nossa: dar espaço a novos talentos. Mesmo no recente concurso que fizemos para o RFM Somnii, tivemos muitas participações e a dificuldade foi mesmo escolher e chegar ao lote de 10 finalistas. Apareceram-nos faixas muito bem produzidas nos vários sub-géneros da música eletrónica, o que é sempre bom. Diria que há muito bom talento em Portugal nesta área. 
 
Rich: Na área da produção, vemos chegar músicas brutais. As pessoas que participam pensam muita coisa. Houve DJs conhecidos a concorrerem ao concurso e não passaram. Nós não os escolhemos porque quisemos ser fiéis à nossa opinião e as pessoas têm que aceitar que nós fomos o júri. Foi a nossa opinião e foram as músicas que nós mais gostámos, independentemente de haver muito boa produção. Foram 267 participações e quando começámos a reduzir chegámos às 150 e ficámos sem saber o que fazer. Eram 150 artistas que nós gostávamos de meter numa página a votação. Tínhamos de escolher 10 e foi a nossa opinião em termos de gosto e foi isso que prevaleceu. Já fizemos algo semelhante, não tão absorvida como esta, para o disco do RFM Somnii e lançámos um desafio o mais transparente possível. Também escolhemos sete produtores, eram para ser cinco mas não conseguimos e abrimos exceção. Foram sete artistas para o disco e a votação nessa altura foi através de downloads do iTunes. A escolha foi completamente transparente como foi no site, desta última vez. Quem ganhou foi quem conseguiu mais votos, independentemente daquilo que conseguisse fazer. É sempre complicado não conseguir, mas o importante é participar e há que respeitar a decisão das pessoas. 
 
Mendes: O importante é os participantes acreditarem em si próprios, não desistir. Frustrações e coisas que correm mal, toda a gente tem. Se acreditas, continua a acreditar. 
 
Querem dar alguns exemplos de novos talentos que estejam debaixo de olho?
Mendes: Ao dizer nomes não ia ser politicamente correto. Se destacar um ou dois nomes, vamos sempre correr o risco de deixar alguém de fora. É um pouco difícil. 
 
Rich: Nessa perspetiva, nós já trabalhámos com jovens produtores. O ano passado no RFM Somnii levámos dois produtores novos para cima do palco. Acho que isso é um incentivo magnífico para eles. Foram o Batista e o Khamix. É muito importante para estes artistas tentar trabalhar com alguém que já tenha nome no mercado e que tenha ferramentas e meios para divulgar o trabalho. Não conseguimos dar a todos mas não somos aqueles produtores que dizem: “Não vamos fazer música com produtores desconhecidos”… Não, nós adoramos a nova produção, ‘fazemos bandeira’ no RFM Somnii Radioshow e queremos divulgar novos talentos e incentivá-los. As oportunidades surgem. As coisas não caem do céu. É trabalho, é sorte, são oportunidades que temos de agarrar. Temos de estar dispostos a muita coisa para que isso aconteça. Às vezes há muitos destes jovens que pensam que, por exemplo, o Martin Garrix que fez uma música e foi um sucesso, que vai ser igual. Mas, outro exemplo, o Avicii foi o produtor que durante muito tempo ninguém lhe ligava nenhuma. O próprio Bob Sinclar ou o David Guetta que em 2004 esteve no Porto e ninguém se lembra disso. Quando ele rebentou, foi a loucura. Ele não caiu do céu. Se as pessoas olharem, há, de facto, jovens talentos que começam logo e há outros que só começam a aparecer mais tarde. 
 
Que novidades podem revelar sobre o futuro da vossa carreira?
Mendes: Estamos a preparar mais umas músicas. 
 
Rich: Nós levamos isto muito na boa. Já não estamos cá há dois dias. Porque os nossos objetivos profissionais foram outros, apesar de que esta sempre foi uma carreira que ficou sempre. Nunca tivemos o objetivo de ser vedetas. Gostamos disto e levamos a nossa carreira de uma forma muito descontraída. A prova disso é que nós somos muito pouco ‘facebookianos’. 
 
Que mensagem gostariam de deixar aos leitores e seguidores do Portal 100% DJ que estão a ler esta entrevista?
Rich: Sigam os nossos conselhos.
Mendes: E, sobretudo, divirtam-se!
 
 
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Portugal está atestado de novos talentos e há quem considere que exista espaço para mais. O nosso próximo entrevistado, com a simplicidade e simpatia que possui, já adquiriu um lugar cativo nesse mesmo espaço. Frechaut tem 21 anos de idade e leva a profissão de DJ a sério, onde se considera 'um amante da música eletrónica'. Nesta entrevista exclusiva, revela uma interessante filosofia que tenta colocar em prática quando está na cabine. Este jovem DJ/Produtor foi pioneiro em Portugal no investimento da sua promoção através das redes sociais e explica o porquê dessa aposta. Fala-nos ainda das suas referências e considera - cada vez mais - que o 'nacional é bom'. A terminar conta-nos quais os seus projetos para realizar a curto prazo e envia uma mensagem de agradecimento aos seus seguidores. Na primeira pessoa: DJ Frechaut.
 
 
Para quem não te conhece: Quem é o DJ Frechaut?
O DJ Frechaut é um jovem DJ, sobretudo um amante da música eletrónica, e que leva a profissão de DJ a sério. Tem as ambições que qualquer jovem tem e que já possui algum trabalho desenvolvido.
 
Atuaste pela primeira vez numa discoteca aos 17 anos. Antes desse momento, tinhas alguma ligação à música ou eras apenas um 'curioso musical'?
Eu antes disso não tinha qualquer ligação. Tinha apenas alguns familiares que se dedicavam à música mas que eu não dava grande importância. Foi a música eletrónica que me despertou o lado musical. Toquei saxofone durante dois anos e, de momento, estou a dar uns ‘toques’ no piano, que comecei a aprender há cerca de 8 meses, mas são apenas entretenimentos para experimentar algo diferente. A eletrónica é de facto a área em que me encontro a 100%.

Não é que tenha sido há muito tempo atrás, mas lembraste quais as músicas que passavas mais na altura?
Lembro-me que tocava e também gostava muito de ouvir as tendências dos holandeses, faixas de Ralvero, Hardwell, Gregor Salto, por aí…, que surgiram antes do DirtyHouse..
 
Já partilhaste também a cabine com vários nomes. Qual o artista que gostarias de destacar e porquê?
A nível internacional foi, sem dúvida, o Chuckie e o Ralvero. Para mim, o Chuckie é uma referência a nível internacional na sua forma de tocar, tem uma excelente técnica e consegue fundir atuação, interação com o público e a técnica em si na arte do DJing. Na parte nacional não tenho grandes referências e, por vezes, até encontro residentes tão bons ou melhores que os convidados que, no entanto, são referências, mas que para mim não me impressionaram muito pela positiva. Mas, sem dúvida, possuem o seu carisma e obviamente são superiores.

E consideras que o nacional é bom e tem valor?
Acho que sim e cada vez mais. Antigamente não acreditava muito e achava sempre que a melhor música estava lá fora, mas hoje em dia, para o que eu ando a ouvir, consigo defender esse conceito.
 
Quanto tempo passas no teu estúdio?
Cerca de duas horas por dia.
 
Na tua biografia referes uma filosofia quanto atuas "Agradar ao maior número de pessoas sem recorrer ao 'pimba'. O que consideras 'pimba'?
Para mim o 'pimba' é um mix daquela música que já passa nas discotecas há mais de um ano - um hit - tenha qualidade ou não, e as músicas populares, ou seja temas brasileiros e "vidas loucas das Fannys". É verdade que há casas onde se tem que passar isso e os DJs vêem-se aflitos, porque, tal como eu, não querem passar este tipo de coisas, mas na pior das hipóteses, sei lá... recorram a bootlegs onde dá para cantar o refrão da 'palhaçada' e depois 'levam' com o house em cima.
 

Hoje em dia as pessoas têm de se mostrar - há muita gente, há muita concorrência.


Mas existem pessoas a consumir esse pimba...
Com um bocado de pena minha, sim. Mas eu também considero importante esse tipo de música existir porque no fundo é para divertir as pessoas... e as pessoas todas falam mal mas depois adoram e cantam quando as ouvem nas discotecas. No dia seguinte, um bocado mais sóbrias, dizem que o DJ foi mau porque tocou aquela música, mas na altura gostam imenso. É um mercado que está com muita força, mas há que lutar pelos nossos valores, neste caso para o 'meu' house..
 
Em Portugal, foste dos primeiros artistas a investir (patrocinar) na tua página no Facebook. Consideras importantes as redes sociais na promoção de umj artista? Em que aspectos?
Sim, é importante e neste caso prefiro pagar um valor monetário por mês do que estar a aborrecer as pessoas - como vejo muito - a pedir 'gostos'. Isso é de todo, o que eu não gosto, porque quero sentir que as pessoas meteram 'gosto' na página de livre vontade e não por obrigação. 
Hoje em dia a promoção de um artista nas redes sociais é importantíssima. As pessoas estão a um clique de serem ouvidas e de mostrarem o seu valor e a sua capacidade e penso que o caminho é por aí, sem dúvida. Hoje em dia as pessoas têm de se mostrar - há muita gente, há muita concorrência..
 
E a concorrência é saudável?
Sim, é saudável. Eu defendo um aspecto importante que é: quantas mais pessoas exercem uma profissão, mais apurada fica a mesma. Ou seja, as pessoas têm necessidade de evoluir, porque não basta um DJ dizer que sabe misturar, que vai ter imenso trabalho até porque hoje em dia qualquer DJ que misture mal ou bem, com truques ou não, consegue fazer o trabalho quase todo parecido. Portanto quanto mais concorrência houver, mais as pessoas desenvolvem as suas capacidades porque é obrigatório. Por exemplo, hoje em dia os DJs têm de produzir muito bem, se quiserem trabalhar mais e serem reconhecidos como bons artistas.
 
Na tua opinião a noite está bem e recomenda-se?
Tenho sempre que defender os meus valores, e acho que a noite não está nada bem. Há também dois aspetos que tenho de referir: As pessoas estão a gostar cada vez mais da música fácil - por exemplo, a música brasileira que parece que veio para ficar, pelo menos na capital, que é de onde eu sou e, infelizmente é assim. Há, no entanto, o outro lado da moeda, as pessoas estão a aderir mais a Alesso e Avicci, muito por culpa dos festivais, o que é muito satisfatório porque desenvolve o 'nosso' house. Mas a noite de Lisboa e arredores, que é a que conheço melhor, podia ter melhor gosto, realmente...
 
Quantas faixas tens produzidas?
Não sei o número certo. Mas sou uma pessoa que 'esconde' as produções. Tenho muitos projetos em casa que por vários motivos não mostro, porque não estão com qualidade suficiente ou porque não se enquadram na transição das músicas que tenho apresentado. Não gosto de mostrar previews, porque às vezes nem se acabam esses previews... Prefiro guardar para mim, nas minhas pastas e ninguém conhece, a não ser algum amigo. Mas número certo de produções não sei. Tenho algumas e prontas para sair. 
 
 
Tens também dois vídeo-clips a rodar...
Sim, foram os meus dois primeiros videoclips. O 'In TheSummer Time' já tem cerca de um ano, num registo mais chillhouse e tenho a 'Without YourLove' num registo mainstream, que vai ao encontro dos meus dois principais gostos. Foram dois trabalhos com início, meio e fim.
 
Com quem gostarias de partilhar a cabine?
Com o Roger Sanchez. É o meu ídolo, era um feito enorme. Gostava mesmo de partilhar a cabine com ele e ver o que faz ao vivo. Também gostaria de partilhar com o David Guetta, adorava ver a energia que ele transporta..
 
Essas são também as tuas referências?
Sim, mas se me permites vou dividir: tenho as referências a nível da arte/técnica de DJing e depois a arte de produzir. A nível de DJing, sem dúvida, o Chuckie, LaidbackLuke, Roger Sanchez e o James Zabiela. A nível da produção gosto de Bingo Players, Chocolate Puma, Alesso, Gregor Salto, Franky Rizardo, etc. A nível nacional tenho como referência o Gil Monteverde e o Kura - são pessoas que conheço bem e realmente têm muita qualidade a produzir.
 

A nível de atuações não tenho tido muitas como gostava, mas as que tenho são de valor.

 
Que planos tens para concretizar a curto prazo?
Irei lançar uma nova música, agora para o Verão - vai chamar-se "Beach Feelings" e será uma tendência mais para um registo deephouse, algo tranquilo mas com bom gosto. Depois também tenho outro projecto que me vai ajudar muito, que será a mudança de estúdio. Vou ter um local onde poderei ter a minha zona de trabalho, com bastante qualidade acústica, onde vou conseguir trabalhar mais horas, o que me vai ajudar muito a desenvolver a parte da produção - será um dos grandes objectivos a curto prazo. Pretendo também cada vez produzir mais e aprender mais. E claro, continuar com as atuações. Apesar de nesta fase as pessoas estarem a cortar-se um pouco porque preferem gastar 50 ou 70 euros num DJ que vá ao espaço passar outro tipo de som. Portanto, a nível de atuações não tenho tido muitas como gostava, mas as que tenho são de valor e as pessoas dão-me os parabéns ao final da noite e isso para mim é que conta, não são aquelas noites para encher calendário, que lá está, é por menos dinheiro ou nenhum e as pessoas não dão valor. Hoje em dia as pessoas preferem tocar de borla num sítio que é muito 'in', que está cheio, do que esperar e pedir o seu justo valor...
 
Que mensagem gostarias de deixar aos teus seguidores e aos leitores do Portal 100% DJ?
Gostaria de enviar uma mensagem de agradecimento aos meus seguidores. Gosto muito que as pessoas me peçam opiniões, que me 'chateiem', que me perguntem coisas, conselhos... E também aquelas pessoas que vêm ter comigo no final da noite e me dão os parabéns. Gosto desse tipo de feedbacks, porque nós também vivemos do feedback, e é importante sabermos que existem pessoas que reconhecem o nosso trabalho. Aos leitores espero que continuem ligados, porque realmente em Portugal estava a fazer falta uma plataforma destas. Dou aqui uma especial força para que continue e sempre a melhorar, porque as pessoas precisam de saber o que anda a acontecer na nossa área, sobretudo em Portugal.
 
 
 
Publicado em Entrevistas
O DJ português Steven Rod encontra-se em Miami, com várias atuações marcadas durante a semana da música eletrónica, em clubes como Ora, D-A Vila Downtown, Ocean’s Tem Ocean Drive e Seaspice. Estivémos à conversa com o artista acerca da cidade norte-americana, do espírito da Miami Music Week e da sua carreira.
 
Já atuaste em Miami por várias vezes, quase já é a tua segunda casa. Além de boa energia, o que consideras importante transmitir ao público durante estes cinco dias?
Sim é verdade, já são alguns anos a atuar em Miami e podem acreditar que cada vez mais me sinto em casa, tem sido uma caminhada fantástica. Na semana do Miami Music Week, a maior parte das pessoas vem para cá com o espírito de festa, à procura de grandes eventos com os melhores artistas do mundo! Toca-nos a nós que estamos em cima dos palcos dar um grande show e acima de tudo fazer algo que ninguém está à espera, apresentar temas novos e fazer com que as pessoas passem realmente um bom momento. Nesta semana, Miami está repleto de várias culturas, pessoas de todas as partes do mundo e é sem dúvida fantástico podermos mostrar o que tenho vindo a trabalhar ao longo deste tempo.
 
Na área dos eventos o que encontras em Miami que não existe e fazia falta em Portugal?
O clima! O ambiente tropical. Cada evento é uma experiência, cada evento ensina-nos algo diferente e na verdade eu penso que é a vontade que as pessoas têm de ouvir uma boa sessão. Sinto que aqui vão a um evento e esperam ouvir algo diferente, têm vontade de ouvir o que o DJ tem para lhes mostrar. Não vou dizer que nunca senti isso em Portugal, já senti mas gostava de ver ainda mais esse espírito no meu país. Acredito que no futuro isso vai acontecer. Gostava também que este tipo de eventos em clubes começassem mais cedo, como aqui em Miami.
 
Atuar no Ultra Music Festival é uma meta que pretendes alcançar?
Sem dúvida! Todos sonham em subir ao palco do Ultra Music Festival em Miami. Já alcancei tantas coisas na minha vida que até eu mesmo pensava que nunca iria lá chegar... Porque não continuar a trabalhar para conseguir isso?! 
 
Qual é a sensação de representar Portugal na Miami Music Week?
A sensação é muito boa e torna-se ainda melhor quando sentes o apoio do público português, seja daqueles que estão por cá ou os que me seguem diariamente nas minhas redes sociais. É brutal, muito satisfatório ver e reconhecer portugueses nos eventos onde estou a atuar!
 
Que novidades a curto prazo podes desvendar a cerca da tua carreira?
Felizmente como em todos os anos vou ter o calendário repleto de grandes eventos em Portugal e também em outros países. O início de 2018 foi absolutamente incrível e assim vai continuar! Há também umas colaborações com um artista nacional e outra com um grande internacional e espero que o prazo seja mesmo curto para poder relevar o trabalho que tenho vindo a fazer.
 
Que mensagem gostarias de deixar aos leitores e seguidores do Portal 100% DJ?
Continuem a apoiar a música eletrónica em Portugal e nunca deixem de marcar a vossa presença nos eventos que são produzidos no nosso país. Temos muita qualidade e podemos ser o melhor party people do mundo!
 
Publicado em Entrevistas
sexta, 03 agosto 2012 21:59

“Sou eu, a música e as pessoas”

Tinha quinze anos quando começou a prestar uma certa e especial atenção à música e a demonstrar maior interesse pelo que se vendia na loja de discos do pai - a primeira em Portugal a importar dos EUA máxi-singles de música de dança, área que começou desde logo a reparar com outros olhos.
Aos vinte anos começou a animar o ambiente em discotecas e não demorou muito até começar a atuar lado a lado com nomes de referência da dance music. Em 1994 juntou-se ao conhecido Rui da Silva e criaram o projecto ‘Underground Sound of Lisbon’. Mais tarde nasceu o tema "So Get Up" que rapidamente se espalhou pela rota mundial da música electrónica. Ganhou 25 contos no primeiro cachet. Hoje, além da profissão de DJ, é gerente da Indústria no Porto, e faz um programa de rádio na Antena3. É considerado em Portugal como um verdadeiro ícone da noite. Num excelente fim de tarde, antes da sua atuação no Rock In Rio Lisboa, tivemos uma agradável conversa com ele. Dispensa apresentações. DJ Vibe em entrevista.

 

Como descreves atualmente a noite em Portugal?
Já teve melhores dias, mas acho que continua a haver muita casa e muita oferta. Hoje em dia, devido às circunstâncias em que o país se encontra, há uma grande limitação… Mas enquanto houver noite e festas as pessoas vão continuar querer divertir-se.

És um DJ que percorreu várias gerações, sendo um dos principais pioneiros da música eletrónica em Portugal. Quais são para ti, as principais diferenças entre gerir um set hoje e há 20 anos atrás?
Não são muitas. Hoje o que é diferente passa pelo facto do público ser outro, a música também é outra, a forma como se toca também é outra, a tecnologia que apareceu veio ajudar de certa forma, a melhorar a performance, mas a maneira como o set é preparado ou pensado, é exatamente a mesma coisa. Não há grande diferença.

Vens de uma época que o som caloroso do vinyl envolvia as pistas de dança mas atualmente tocas com o sistema digital.
Defendes que o digital é o futuro e uma mais valia para o djing?
Eu sou defensor de tudo o que possa ajudar nas minhas performances. Se isso passa, pelo digital…
Não quer dizer, que não continue a comprar vinyl, passo tudo a digital, mas realmente as tecnologias vieram ajudar bastante, principalmente para quem viaja como eu, para deixar de andar com caixas de discos de quarenta quilos cada uma, e hoje em dia está tudo num computador e se calhar até levo mais música, e é bastante mais prático.
Acho que a tecnologia que apareceu serviu essencialmente para ajudar a trabalhar melhor ainda.

Mas és um adepto da qualidade e tens preferência por material analógico...
Hoje em dia os próprios sistemas mais recentes, já estão mais ‘afinados’ para poderem tocar o digital. Obviamente que não dá para fazer uma comparação: Estás a tocar um disco de vinyl num sistema analógico ou estás a tocar uma faixa em MP3 num sistema digital – são diferentes. Por outro lado, a maior parte da música que se faz hoje, também, toda ela é mais eletrónica do que era há uns anos atrás. Antigamente podia-se usar elementos mais acústicos, samples, etc. Hoje em dia, não é tanto assim, pelo menos nesta fase. Não quer dizer que não venha a acontecer daqui a uns meses, comecem a aparecer. E depois lá está… as origens são analógicas mas depois tocam-se em digital.
Para mim, o essencial é sentir-me confortável, ter um sistema de som que possa responder. Se é digital ou analógico… já não me faz diferença.

 

"Para mim, o essencial é sentir-me confortável, ter um sistema de som que possa responder. Se é digital ou analógico... já não me faz diferença"

 

Ultimamente tens estado ausente no que diz respeito a produção. Podemos esperar novos temas teus para breve?
Sim. Estou a trabalhar nalguns temas novos. Tive parado durante alguns tempos, devido à discoteca no Porto que foi um projeto grande, mudei-me para o Porto, agora estou de volta a Lisboa. Espero até ao final do Verão já ter algumas coisas para poderem ser tocadas.

Fala-nos um pouco sobre o Indústria…
O Indústria foi uma coisa que não foi pensada, não estava à espera de me envolver assim num projecto… mas aconteceu e todas as minhas energias de há dois anos para cá, estiveram viradas para a Discoteca. Construir um clube com aquelas características não foi fácil, mas felizmente a agora está a ‘rolar’ e estou muito satisfeito com o resultado da casa. Está a trabalhar bem com uma grande diversificação de DJs.

A tua presença no Rock In Rio tem sido assídua. Fala-nos um pouco dessa experiência…
Sim, tenho tocado praticamente em todas as edições tanto de Lisboa como de Madrid. No Rio de Janeiro não foi muito feliz, pois toquei numa hora complicada, mas no geral tem disso uma boa experiência. De todos, para mim, o melhor Rock In Rio é o de Lisboa, por causa de todo o envolvimento. O Parque da Bela Vista é realmente espantoso para se fazer este tipo de eventos e de todos os que eu tive presente, destaco sempre o de Lisboa.

Na tua opinião, qual é a característica que um DJ tem de possuir para se consolidar no mercado atual?
Penso que há dois ou três factores importantes. Um deles é gostar mesmo de música, outro é dedicar-se a isso e essencialmente tocar para as pessoas.
Eu sou de uma geração, e de uma escola, se é que existe… que ‘sou eu, a música e as pessoas”. Toco para as pessoas e o importante é perceber que as mesmas estão a divertir-se pela música que estou a tocar e não por me verem a fazer umas ‘palhaçadas’.

 
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