25-01-2021
  Diretor Ivo Moreira  \  Periodicidade Diária
O cartaz e o preço são os fatores que mais motivam os festivaleiros da região norte do país em relação aos festivais de verão. Esta é uma conclusão do estudo realizado pelo IPAM – The Marketing School. Os inquiridos elegeram como melhor o cartaz do Optimus Alive e a relação qualidade-preço do Marés Vivas.
 
O estudo de mercado sobre festivais de verão mostra que, no momento de adquirir o bilhete, os festivaleiros colocam em "segundo plano" a experiência anterior e os conselhos dos amigos.
 
Assim, cerca de três em cada quatro inquiridos (77 por cento) considera que o Optimus Alive é o festival que oferece o melhor cartaz do mercado nacional. Este festival que decorre em julho, no Passeio Marítimo de Algés, foi eleito pelos inquiridos o festival com melhor organização, localização e acessibilidade. Porém, no tocante a relação qualidade-preço, o Marés Vivas não deixa margem para dúvidas, sendo o eleito.
 
Ainda de acordo com o estudo, existem três festivais que concentram as intenções de participação. O Optimus Alive surge em primeiro com 20 por cento das preferências, segue-se o Marés Vivas, com 18 por cento, e depois o Super Bock Super Rock, com 10 por cento.
 
Para realizar esta pesquisa, o IPAM realizou 141 inquéritos na zona do Grande Porto e deu oportunidade de os patrocinadores de eventos musicais se manifestarem. Apesar das respostas variarem consoante a marca, houve unanimidade em relação ao mercado de eventos mais apetecível. Os eventos realizados no sul do país têm mais impacto, sendo o Rock in Rio dado como exemplo.
Publicado em Festivais
A Help Musicians, instituição de solidariedade do Reino Unido, realizou um estudo onde aponta que 55% dos artistas não estão a ganhar dinheiro com o seu trabalho, resultado da pandemia que assola todo o mundo. A análise abrangeu 1.300 artistas do Reino Unido e concluiu também que existem sinais de alerta para uma possível crise na indústria musical.

O estudo revela que 96% dos artistas perderam a maior parte dos seus rendimentos e 76% estão preocupados com uma possível continuidade a longo prazo das suas carreiras e em mantê-las ativas na indústria.

Outros dados relevantes são os 43% dos inquiridos que assumiram estar preocupados em perder a sua casa e 81% revelam dificuldades em pagar contas domésticas. 

"Este estudo mostra que a situação é terrível - quase metade dos músicos está preocupado em perder as suas casas. Além disso, as suas opções para encontrar empregos alternativos são severamente limitadas porque a economia está em recessão", disse James Ainscough, CEO da Help Musicians, acrescentando que os preocupantes resultados da pesquisa irão refletir-se em vários outros países.

Embora já tenha pago mais de 11 milhões de dólares a músicos, desde o início da pandemia, a instituição está a mobilizar o público para que apoie a sua causa, pois a previsão é de um aumento de inscrições devido ao número de pessoas que vive da música e hoje encontra-se sem rendimentos. As doações devem ser feitas no site oficial do Help Musicians UK.
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