01-12-2020
  Diretor Ivo Moreira  \  Periodicidade Diária
Os bilhetes para os principais festivais de verão e centenas de outros espetáculos vão ser vendidos a um preço mais baixo durante o dia de hoje, 13 de abril. A iniciativa é levada a cabo pela Associação Portuguesa de Espetáculos, Festivais e Eventos (APEFE), que aproveitou a polémica levantada na passada semana em relação aos apoios às artes para lançar uma campanha pela reposição do IVA a 6% na compra de ingressos para espetáculos ao vivo. Esta sexta-feira, os bilhetes para o Rock in Rio, o NOS Alive, o Super Bock Super Rock e muitos outros festivais serão vendidos como se o IVA ainda fosse 6% e não os atuais 13%.

Álvaro Covões, proprietário da Everything is New, explicou ao Público que a APEFE também lançou uma petição pública pela reposição do valor do IVA para os níveis pré-troika. O promotor, que também é vice-presidente da Associação, indicou que a adesão dos responsáveis pelos espetáculos de teatro mais relevantes, como Filipe La Féria ou a produtora UAU, vai alargar a iniciativa aos "maiores espetáculos de música e teatro de norte a sul do país promovidos por agentes privados".

"Quando a troika chegou a Portugal foi pedido a todos os portugueses um sacrifício. Tudo isso foi reposto. Passada a tempestade e com os números fantásticos da economia portuguesa, não faz sentido discutir os subsídios à área cultural quando não se pode usufruir dela", defendeu Álvaro Covões.

O dono da Everything is New lamentou ainda que os agentes culturais do Estado não possam associar-se à iniciativa "24 horas de cultura a 6%", ainda que concordem com a premissa. A APEFE conseguiu agregar os representantes da Everything is New, da UAU, da Ritmos (responsável pelo Paredes de Coura e pelo Primavera Sound), da Música no Coração (Super Bock Super Rock e Meo Sudoeste), da Ritmos & Blues e da PEV Entertainment (Marés Vivas). De acordo com a lei, os bilhetes têm de ser vendidos com IVA de 13%, por isso, o valor será reduzido no custo base.
Publicado em Eventos
O movimento "A Pão e Água", representado por empresários e profissionais do setor da restauração, bares e discotecas convocou uma nova manifestação para Lisboa, depois de outras ações já terem decorrido por todo país. A próxima manifestação vai acontecer na quarta-feira dia 25 de novembro, às 15h30, junto à Assembleia da República.

O anúncio foi feito pelo chefe de cozinha, Ljubomir Stanisic, através da sua página de Facebook. O responsável tem sido um dos rostos conhecidos por esta luta, onde os empresários exigem ao governo a criação de mais apoios num momento de incerteza e dificuldades.

Para além de Lisboa e Porto também as cidades de Aveiro, Vila Real, Faro e Funchal receberam ou vão receber os protestos deste movimento.

Para atenuar as dificuldades sentidas, os empresários exigem a adoção de um conjunto de 16 medidas, entre as quais a atribuição de apoios imediatos, a fundo perdido, aos bares e discotecas, eventos, restauração e comércio, pela redução de horário, bem como, a todos os fornecedores diretos e indiretos.

Pede-se ainda a reposição dos horários de restaurantes, bares e comércio local e defende-se a isenção da Taxa Social Única (TSU), a redução no pagamento das rendas e do IVA determinando o pagamento automático em seis prestações.

Os empresários exigem igualmente a abertura imediata e injeção direta nas empresas, sem a contrapartida de ter os pagamentos às Finanças e à Segurança Social em dia e de defendem o acesso dos sócios-gerentes ao lay-off.

"Há oito meses, muitos de nós encerramos os nossos estabelecimentos dias antes do governo o decretar, por uma questão de saúde pública e com o intuito de proteger não só os nossos clientes, mas também os nossos colaboradores", referem numa nota enviada à imprensa.

Na mesma nota os empresários dizem ter pensado inicialmente "que tudo iria voltar ao normal em breve", mas garantem: "Nunca estivemos tão enganados. Entretanto, as contas acumulam-se e o duradouro silêncio do Estado é avassalador".
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