Diretor Ivo Moreira  \  Periodicidade Mensal
Após uma atuação carregada de boa energia no Mega Hits Kings Fest no passado sábado, em Lisboa, Kura concedeu uma entrevista exclusiva ao Portal 100% DJ. O DJ e produtor português foi o primeiro a subir ao palco e logo se disponibilizou para nos receber no seu camarim ainda em modo “rescaldo” emotivo, por estar a tocar para a maior sala de espetáculos do país. 
 
A primeira digressão pela Ásia, as novas produções, a entrada no Top 100 e o futuro da sua carreira foram os temas de conversa desta entrevista, onde são reveladas diversas novidades em primeira mão para os leitores da única plataforma em Portugal, 365 dias ao Ritmo da Noite.
 
 
Acabas de sair do palco de um grande evento no Meo Arena. Como descreves a tua atuação no Mega Hits Kings Fest e a receção do público?
Foi muito positiva. Não estou habituado a fazer sets tão pequenos, mas tive uma preparação. Estava com algum receio de ser tão cedo e o primeiro a tocar, mas a receção das pessoas foi incrível e passou muito rápido.
 
No início do teu set as pessoas estavam eufóricas e gritavam o teu nome. Como é que te sentes com este tipo de manifestações?
Normalmente sou muito calmo, mesmo antes de tocar, a pressão não me costuma afetar. Já passei por alguns momentos de dificuldade em termos de gig - acontecer alguma coisa ao material no momento -, mas não cedo à pressão. Naqueles 30 segundos antes de entrar, se ouvir as pessoas a gritar o meu nome, o coração bate mais forte e realmente sinto “estou aqui, é a sério!”. Só me apercebo segundos antes de entrar e quando oiço o público. É um misto de grande alegria.
 
É intimidatório?
Não! Fico quase emocionado e dá-me grande vontade logo de subir e começar a tocar. Não fico nervoso.
 
Vais ter uma tour na Ásia... 4 datas que passam por clubs como o X2 em Jakarta, o Sky Garden em Bali e depois vais até Xangai e Pequim, ao Lynx e 8mm, respectivamente. Estás preparado?
Sim, a primeira grande tour fora do país. Já tive várias datas fora, mas não uma tour bem estruturada e tanto tempo fora. Vão ser quatro datas nos melhores clubes equipados com leds, co2, etc. Nunca estive tanto tempo fora de casa, vai ser uma experiência e será a confirmação se isto é mesmo o que quero fazer para o resto da minha vida.
 

Estou atento ao que as pessoas escrevem e dizem sobre mim, seja positivo ou negativo.

 
Existem rumores nas redes sociais sobre a tua presença em grandes eventos, como o Ultra, o Tomorrowland, etc. Que comentário merece este assunto?
Obviamente que fico feliz. Estou atento ao que as pessoas escrevem e dizem sobre mim, seja positivo ou negativo. Tenho a plena consciência do que me é possível. Percebo o que as pessoas dizem na internet e é um facto que me apontam para esses festivais. Agora claramente tem de ser desenvolvido outro tipo de trabalho promocional para eu “merecer” esse lugar. Se formos a ver há artistas com menos notoriedade que lá estão. Mas quando for, eu quero que essa presença seja merecida e que não seja talvez por um contato, uma amizade, ou por outra coisa que possa influenciar a minha presença lá. Sinceramente já tive fases em que duvidava - seria impensável estar nesses palcos. Mas hoje em dia acredito que vai acontecer, é uma questão de tempo. Pelo menos vou justificar isso com trabalho. Se alguma vez tiver que acontecer é porque será justo. 
 
Vamos ver-te nesses palcos em 2015?
Eu gostava. Pode ser que sim - já esteve mais longe. 
 
 
Qual foi o gig que mais te marcou este ano?
É difícil escolher, mas aponto a Nova Era Beach Party e o Meo Sudoeste. Na Nova Era Beach Party eu estreei o “Collide” e recordo-me que criou-se ali uma energia especial à volta da música e, apesar da chuva, ninguém se foi embora - foi muito bom. Já o Meo Sudoeste foi também uma surpresa porque comecei num horário complicado - à hora de jantar. Comecei com cerca de duas mil pessoas, meia hora depois já estavam umas 15 mil, aumentando gradualmente até chegarmos a umas 40 mil. Foi muito especial, porque o público estava muito entusiasmado e interativo. 
 
Este ano tiveste uma notícia bombástica em Outubro: alcançaste o número 42 no Top 100 da DJ Mag. Como é que recebeste esta notícia?
Foi uma surpresa tanto em termos de posição como de figurar no ranking. Quando decidimos estar presentes tinha alertado a minha equipa que seria difícil, e eu acreditava menos do que eles, mas avancei. Dias antes sai o leak, e percebemos que poderia realmente figurar na lista, mas achei que poderia ser “tanga”. Não estava à espera, no próprio dia foi uma grande alegria mas não fiquei deslumbrado com isso. Para as pessoas que votaram em massa acredito que isto seja também uma vitória. Perceber que estás a apostar num artista nacional, e depois ser parte do feito de ele conseguir estar numa posição de destaque a nível internacional, e que o nosso país seja dignificado de alguma forma nesta área em que somos poucos ainda - estamos a começar a abrir o caminho a nível internacional... acho que para as pessoas também foi uma grande felicidade. No meu caso fiquei muito contente mas com os pés na terra e sabendo que foi mais um começo, uma porta que se abriu.
 
É um orgulho representar Portugal no mundo?
Sim, é incrível mesmo. Também temos outro Português no Top100, o Diego Miranda, e podia haver mais, sem dúvida. Por exemplo, se o Pete Tha Zouk tivesse pedido às pessoas para votar, acredito que facilmente lá estaria - as pessoas também têm um grande carinho por ele. Acho - e tenho algum orgulho nisso - que nós estamos a fazer parte deste elenco de portugueses que está a “abrir caminho” para os outros mais jovens, que daqui a cinco ou seis anos vão estar na minha posição. Nós, os DJs portugueses somos responsáveis para criar essas condições e oportunidades para nós próprios e para aqueles que vão surgir. Acredito que daqui a um ano ou dois vamos ter outros dois, três nomes - vejo essa possibilidade. 
 

Quero ser o primeiro DJ português 'a solo' a tentar esgotar uma sala.

 
Que projetos e novidades tens para 2015?
Ainda este ano, vou editar um tema na Revealed, editora do Hardwell, vai sair a 29 de dezembro. É um tema que ele tem tocado muito nos espetáculos. Tem resultado muito bem e está a ser falado, o que me deixa muito satisfeito. Poder editar novamente na Revealed é algo que eu já estava a trabalhar há algum tempo para poder conseguir, porque não é fácil.
Em 2015, planeio fazer os meus próprios eventos. Estamos a trabalhar nisso, saber se é possível, se as pessoas realmente querem que isso aconteça. A minha ideia é fazer mais festas com a minha marca e em sítios maiores. Para já, estamos a considerar Porto, Lisboa e no Verão o sunset. Quero ser o primeiro DJ português “a solo” a tentar esgotar uma sala. O objetivo é fazer coisas diferentes que nunca tenham sido feitas e provar que é possível. Talvez haja muita gente que dúvida, mas cabe-me a mim e aos outros DJs provar o contrário e fazer outras coisas mais arriscadas e é isso que vou fazer.
 
Um álbum de originais é um objetivo próximo?
Tenho muita música nova e trabalho bastante. Não consegui ainda reunir o lote de músicas necessárias a nível de qualidade que me agrade o suficiente para lançar um álbum. Até porque quero que ele seja mais diversificado, que tenha uma música vocal, quero que tenha temas que me caraterizem, um pouco mais fortes e coisas mais emotivas, ou seja, quero que as pessoas possam ver outro lado de mim. Acredito que num espaço de dois, ou menos anos, isso seja possível e esteja na rua esse projeto. 
 
E há alguma colaboração de sonho que gostarias que figurasse nesse álbum?
Sim, o Hardwell seria uma delas. Será sempre aquele artista que eu gostaria de colaborar. Também com Alesso, Steve Angello, Nicky Romero - artistas que eu aprecio bastante e que faria todo o sentido estarem no meu álbum, mas primeiro tenho de criar uma relação de amizade com eles. 
 
Que mensagem queres deixar aos leitores do Portal 100% DJ?
Que continuem a visitar assídua e mais frequentemente, se possível, o Portal 100% DJ, que tem bons conteúdos e bem escritos. Às vezes o problema dos blogues de música de dança é que escrevem mal, e os conteúdos ficam um pouco pobres. Mas para quem quer realmente perceber o que é que se passa, e como é que as coisas acontecem, em termos de eventos e em termos mais profissionais, vocês cobrem realmente esse tipo de informação.
 
Publicado em Artistas
Pelo segundo ano consecutivo, o DJ holandês Hardwell ficou classificado em 1º lugar no Top 100 da conceituada revista DJ Mag, arrecandando o título de "melhor DJ do mundo". Depois de receber e agradecer o prémio no Amesterdam Music Festival, o artista demonstrou aquilo que faz de melhor: a arte de djing, numa atuação cheia de energia.
 
Nos restantes lugares do pódio, Dimitri Vegas & Like Mike ficaram colocados em segundo lugar, enquanto que Armin van Buuren, também já eleito o melhor do mundo em edições anteriores, ficou-se pelo 3º lugar. Uma das grandes surpresas do Top 5 foi Martin Garrix, que com apenas 18 anos, alcançou a quarta posição.
 
Portugal marcou presença no Top 100, com destaque à estreia de Kura na 42ª posição. Diego Miranda continua na tabela, com uma subida de 24 posições em relação a 2013, ficando em 70º lugar.
 
A nível do "Top 50", recorde-se que Vibe atingiu a posição número 40 em 2007 e Pete Tha Zouk o 37º lugar em 2011. Em 2012 o algarvio desceu 10 posições alcançando o número 47.
 
A nível de ausências, foram muitas as que se fizeram notar num ano de grande ascenção para vários artistas, como é o caso de Tommy Trash, Sunnery James & Ryan Marciano, o brasileiro FTAMPA, Cedric Gervais, Alvaro e Jay Hardway que por diversas vezes marcou presença em Portugal.
 
A votação para o Top 100 DJ Mag esteve aberta desde 12 de julho até 15 de setembro, no site oficial da revista.
 
Os resultados foram divulgados via Twitter e no Amesterdam Music Festival, transmitido em direto através do Youtube, com cerca de 14 mil pessoas a assistir online.
 
Confere em baixo, além do histórico de vencedores, a listagem completa e oficial.
 
 
Histórico de Vencedores TOP 100 da DJ Mag:
1997 - Carl Cox
1998 - Paul Oakenfold
1999 - Paul Oakenfold
2000 - Sasha
2001 - John Digweed
2002 - Tiësto
2003 - Tiësto
2004 - Tiësto
2005 - Paul van Dyk
2006 - Paul van Dyk
2007 - Armin van Buuren
2008 - Armin van Buuren
2009 - Armin van Buuren
2010 - Armin van Buuren
2011 - David Guetta
2012 - Armin Van Buuren
2013 - Hardwell
2014 - Hardwell
 
Publicado em Artistas
 DJ e produtor Kura é pelo segundo ano consecutivo o artista português com mais ouvintes do Spotify durante o ano de 2020. De acordo com os dados divulgados pela plataforma de música, Kura contou com numa média de 430 mil ouvintes mensais. Mais de três milhões de utilizadores em 92 países ouviram mais de dez milhões de vezes as várias músicas disponibilizadas desde Janeiro.
 
Com uma carreira firmada tanto no nosso país como internacionalmente, Kura soma várias conquistas neste final de ano. Depois de ter lançado o seu mais recente tema "Check the Flow", editado pela Spinnin' Records, em parceria com Incognet, o artista que ocupa a posição número 74 do TOP 100 da DJ Mag, vê novamente o seu trabalho reconhecido, desta vez pela maior plataforma de streaming de música do mundo, o Spotify.
 
Publicado em Artistas
segunda, 13 janeiro 2014 14:44

Hardwell volta a 'tocar' Kura

Na passada sexta-feira, 10 de janeiro, Hardwell voltou a tocar uma faixa de Kura no seu radioshow semanal.
 
Desta vez foi "Jengo" - a faixa assinada pelo DJ e produtor português Kura, a receber destaque no "Hardwell On Air" número 149, transmitido todas as semanas via online e também em várias estações de rádio espalhadas por todo o mundo. Recorde-se que em 2013, o holandês Hardwell, já tinha destacado por duas vezes a "Bumbershoot", faixa que também fez parte da sua track-list aquando a sua vinda a Portugal. 
 
A 14 de dezembro, no encontro com os jornalistas, o holandês admitiu conhecer o trabalho de Kura, elogiando as suas produções, definindo-as como "incríveis". No final da resposta, e até fazendo-o corar, Hardwell não poupou elogios ao português: "É um bom produtor e DJ, e além disso uma óptima pessoa, o que é importante para esta área."
 
De recordar também que Kura foi distinguido não só pelo Portal 100% DJ, como pelo público como um dos "13+ de 2013".
 
Publicado em Artistas
"Do pop ao hip hop, do rock à música eletrónica, todos os géneros musicais vão estar presentes no Parque Urbano da Costa da Caparica", quem o garante, é a organização da 7.ª edição do festival Sol da Caparica, que irá decorrer entre os dias 11 e 15 de agosto.

Durante cinco dias, pelo palco principal do festival vão passar inúmeros artistas reconhecidos do panorama nacional como é o caso dos Calema, Richie Campbell, Diogo Piçarra, Nelson Freitas, Ana Moura, Bárbara Bandeira, Maneva, Nenny e Tiago Bettencourt no último dia do evento.

Pela primeira vez, a música eletrónica vai estar presente num palco próprio e que será ocupado pelos DJs Buruntuma e Rich & Mendes, no primeiro dia, DJ Mandas, no dia 12, DJ Vibe, a 13 de agosto, Zullu e Kura, no penúltimo dia e Djeff, Vuddu e Vanco, no dia 15.   

Com dois anos de interregno, forçado pela pandemia covid-19, o festival de verão dedicado à música de expressão portuguesa regressa à margem sul do Tejo, "para cinco dias de sol, mar, praia, boa música e muita animação" refere a organização. 

Os bilhetes já se encontram à venda nos locais habituais
 
  • Bilhetes Diários - 22 euros
  • Dia da Criança - 2,40 euros
  • Palco Eletrónico (acréscimo ao bilhete diário)  - 12 euros
  • Passe 5 Dias (inclui Dia da Criança; sem palco eletrónico) - 75 euros
  • Passe 5 Dias (inclui Dia da Criança; com palco eletrónico) - 115 euros
Publicado em Eventos
O DJ português mais internacionalmente conhecido da atualidade a acaba de adicionar mais um grande festival ao seu currículo. Kura é um dos mais recentes nomes confirmados para a 20ª edição do Ultra Music Festival, que vai decorrer em Miami entre os dias 23 e 25 de março.
 
O festival conta ainda com nomes como Afrojack, Carl Cox, David Guetta, Hardwell, Jamie Jones, Kaskade, Maceo Plex, Nicky Romero e Steve Aoki no cartaz. Kura é, até ao momento, o único português confirmado no line-up.
 
Depois do festival norte-americano, o artista português tem atuações marcadas no México, China, Espanha e República Checa, em vários festivais.
 
Os bilhetes para a edição deste ano do Ultra Music Festival em Miami já se encontram esgotados, mas poderás assistir às atuações de diversos artistas através da UMF.TV, como é habitual.
 
Publicado em Ultra Music Festival
A noite do passado sábado ficou marcada pela divulgação do TOP 100, ação levada a cabo pela Revista DJ Mag e que deu, mais uma vez, o primeiro lugar ao jovem holandês Martin Garrix. Justa ou não, é seguro afirmar, que esta listagem muito tem revolucionado, à escala planetária, toda a música eletrónica e todas as carreiras dos artistas que a compõem. 
 
Este ano, a representar a bandeira nacional, além de Kura (posição 39) e Diego Miranda (posição 50), também os portugueses KEVU entraram neste TOP, diretamente para o número 118, sendo esta a sua primeira vez uma listagem desta dimensão. 
 
Nos últimos meses a carreira da dupla formada por João Rosário e João Pedro, tem tomado proporções enormes contando com 75 atuações e 12 lançamentos de músicas com feedbacks de vários artistas. Um trabalho duro que está "a valer a pena" referem os artistas, após receberem a notícia que dava conta da sua posição na listagem que prometem voltar a conquistar no próximo ano, num lugar entre os 100 mais votados. "Este ano foi claramente o melhor ano que já tivemos e isso é tudo por causa de vocês, que são o nosso apoio, motivação e é o vosso amor que nos mantém em movimento" contam.
 
Confere a listagem do TOP 150.
 
101 - Black Coffe
102 - Jauz
103 - Alexander Popov
104 - Major Lazer
105 - Borgore
106 - Julian Jordan
107 - Henri PFR
108 - D-Block & S-te-Fan
109 - Warface
110 - Chemical Surf
111 - Steve Lawier
112 - Martin Solveig
113 - Futuristic Polar Bears
114 - Solardo
115 - Cheat Codes
116 - Sub Zero Project
117 - Sunnery James & Ryan Marciano
118 - KEVU
119 - Krewella
120 - Yves B
121 - Sam Feldt
122 - DJ Feel
123 - Galantis
124 - Green Velvet
125 - Naeleck
126 - Curbi
127 - Illusionize
128 - Erick Morillo
129 - Paul Oakenfold
130 - Darren Styles
131 - Zomboy
132 - Sven Vath
133 - Dannic
134 - Carnage
135 - Cosmic Gate
136 - A-Track
137 - Showtek
138 - UNIVZ
139 - Malaa
140 - Fatboy Slim
141 - Loco Dice
142 - Charlotte de Witte
143 - Tom and Collins
144 - Seven Lions
145 - Astrix
146 - 22 Bullets
147 - Noisecontrollers
148 - Jack U
149 - Jamie Jones
150 - Slushii
Publicado em Artistas
É conhecido pelo seu carisma e talento notável. Destaca-se por ser dos produtores nacionais com maior projecção além-fronteiras.
A mítica discoteca "Bauhaus", onde teve residência artística, foi o local onde aprendeu a lidar não só com vários estilos de público, mas também com vários registos musicais.
"Russian Guitar", - editado na altura pela Kaos Records - foi o primeiro tema original a constar do seu portfólio. Nesta entrevista exclusiva, Kura confessou no que se inspira quando produz música, adiantou que tem nos planos a médio prazo, a criação da sua própria editora, e falou-nos da grande volta que deu a sua carreira desde que integra a agência WBD Management.
O conhecido DJ e Produtor comentou ainda o término do colectivo sueco "SHM", do qual fez o warm-up no passado dia 18 de dezembro, e lançou os seus desejos para 2013, afirmando que "quero tocar mais vezes lá fora e fazer mais festivais". Para Kura, só se tem sucesso com "trabalho, dedicação e paixão".
 
 
Em que momento da tua vida tomaste a importante decisão: "É isto que quero seguir!"?
Quando deixei de ser DJ residente. Foi aí que percebi que podia viver da música, que podia fazer aquilo que mais gosto, a 100%.

A residência na conhecida discoteca "Bauhaus", foi de certa maneira o teu primeiro contacto com o público?
Não, antes disso já tinha tido várias experiências em outros clubes e bares, mas foi o espaço que me ensinou a lidar com vários estilos de público e vários registos musicais.

Já este ano fizeste a tua primeira tour no Brasil. Como foi a experiência?
Foi incrível, superou completamente as minhas maiores expectativas. Ter a oportunidade de tocar em clubes como o "Pacha" ou a "Posh", e num ambiente de Sunset no "Café de La Musique" de Jureré, renovou o meu entusiasmo de fazer mais e melhor. O Brasil é realmente um país maravilhoso e a música electrónica está em grande nos clubes! Foi sem dúvida uma grande experiência que espero repetir em breve.

Tens um novo tema chamado "Undefeatable" que resulta de uma colaboração com a cantora holandesa Noubya, e que marca o teu regresso a produções mais vocalizadas desde o "Follow Your Dreams". Como é que este tema aconteceu?
Penso que a diversidade é uma mais-valia para qualquer produtor musical, e creio que é importante ser capaz de produzir um tema com uma estrutura de uma canção como o “Undefeatable”. Não o fiz sozinho, contei com o Benjamin e a Noubya na parte da escrita da letra e penso que o todo resultou muito bem. Tenho recebido um feedback extraordinário e a música tem estado a ser muito bem recebida tanto pelos DJs como pelas rádios. Mas como a diversidade é mesmo importante, saiu no passado dia 16 de janeiro, o meu segundo tema pela editora alemã Tiger Records, o “Odyssey”, que é mais direccionado para a pista.

O que consideras mais importante para se ter sucesso?
Trabalho, dedicação e paixão.
 

É muito gratificante receber emails com a aprovação e validação do nosso trabalho por aqueles que mais admiramos.


Qual a música que te deu mais prazer a produzir e porquê?
Como nos últimos tempos tenho produzido muita música torna-se difícil eleger uma única, mas recordo-me, por exemplo, de ter feito o meu tema "Galaxy" em 5 horas, numa madrugada de Inverno, não conseguia ir dormir sem acabar o tema.

O que te inspira quando produzes?
Pessoas, lugares, emoções, outros produtores, momentos...

Em média, quanto tempo demoras a produzir uma música?
Depende, pode demorar 5, 6 horas... ou meses/anos.

Já te passou pela cabeça fundar uma editora?
Claro que sim, é algo que vou fazer a médio prazo. Sempre foi um dos meus objectivos ter a minha editora, editar principalmente os meus temas, mas também fazer um trabalho que considero muito importante de apoio a novos talentos.
 
As tuas produções recebem sempre feedback de nomes importantes...
É uma grande honra para mim. Toda a gente tem os seus ídolos e eu já tive a sorte de alguns deles tocarem os meus temas. É muito gratificante receber emails com a aprovação e validação do nosso trabalho por aqueles que mais admiramos.

A incursão na agência WBD Management alterou a tua carreira? Em que aspectos?
Alterou sem dúvida. A WBD acabou por complementar uma grande lacuna na minha carreira, que era a comunicação e gestão da minha marca. Sempre tratei de tudo sozinho, e com o crescimento do meu nome, as coisas ficaram fora de controlo. Já estava a prejudicar o meu processo criativo por ter de estar a gerir marcação de datas, newsletters, etc. Tenho realmente que agradecer todo o trabalho que a WBD tem feito comigo até agora, tem sido muito importante para o meu crescimento. Além da parte profissional que tem sido muito positiva, acabei também por conhecer pessoas fantásticas e esse é o grande segredo da WDB enquanto agência. São pessoas apaixonadas pelo que fazem, trabalham com gosto, e quando assim é não é difícil de se obter sucesso.

Tiveste o privilégio de tocar no warm-up do espetáculo dos Swedish House Mafia em Lisboa. Qual é a tua opinião sobre o facto de eles terminarem o projecto?
Todos os projectos têm eventualmente um fim. Eu acho que eles acabaram por elevar o nome "Swedish House Mafia" a algo que nunca ninguém vai esquecer, e mais vale sair de cena no topo do que acabar no esquecimento, e acho que se trata disso também. A grande vantagem é que eles vão continuar a solo, e cada um deles é realmente único naquilo que faz, são três indivíduos iluminados, tanto na produção como na vertente de DJ. Pode atribuir-se 80% de tudo o que se faz em música electrónica neste momento a estes três senhores. É algo realmente único e especial..

Na tua opinião, faz falta alguma coisa na noite portuguesa? O quê?
Na minha opinião, faz falta uma maior aceitação à música de dança menos comercial e sistemas de som em condições.

Acima de tudo os meus planos passam sempre por surpreender os meus fãs e dar a conhecer o meu trabalho a um número cada vez maior de pessoas.

 
Tens algum comentário a fazer relativamente à nomeação que o Portal 100% DJ fez, dos 10 DJs/Produtores que se destacaram em 2012?
Fiquei bastante satisfeito com essa distinção e desde já agradeço à 100% DJ que também tem vindo a fazer um trabalho único na divulgação do que melhor se faz por Portugal.

Que planos tens para este novo ano?
Em 2013 vou continuar a trabalhar todos os dias para fazer mais música e abordar outros estilos, quero tocar mais vezes lá fora e fazer mais festivais. Acima de tudo os meus planos passam sempre por surpreender os meus fãs e dar a conhecer o meu trabalho a um número cada vez maior de pessoas. Espero continuar a fazê-lo.

Que mensagem gostarias de deixar aos leitores e fãs?
Espero que continuem a acompanhar o meu trabalho, tanto nas redes sociais como nas minhas actuações. É muito importante para mim receber o vosso feedback - ajuda-me a crescer como profissional. Agradeço todo o carinho e apoio que me têm dado até agora, são vocês que me motivam todos os dias para trabalhar ainda mais, mesmo quando as coisas não correm bem. Obrigado a todos!
 
Publicado em Entrevistas
O DJ e produtor português Kura apresenta em abril um novo projeto com a sua assinatura. Trata-se de um conceito que irá percorrer o país de norte a sul em locais selecionados, sob o nome "Dark Room". Na cabine, além do anfitrião Kura, estarão também outros artistas nacionais e internacionais das mais diferentes áreas da música - de DJs a cantores, músicos e entertainers.

Os primeiros espaços a receber o "Dark Room" serão a discoteca SAL em Aveiro, a 9 de abril e a Discoteca Andromeda, em Vila Real, a 30 de abril, sábado. Na estreia, em Aveiro, o cartaz conta também com os DJs Fragoso e Bessone.

Este conceito privilegia as sonoridades House, Tech House e Techno, bem conhecidas dos seguidores do artista português que actualmente ocupa a posição número 74 no TOP 100 da DJ Mag e a posição número 1 do último TOP 30 nacional da 100% DJ, realizado em 2019.
 
Nestes eventos, Kura afirma à redacção da 100% DJ que o público será transportado para um "universo diferente" daquele que está habituado a experienciar na noite. "No escuro, ninguém nos julga. No escuro, podemos libertar-nos. No escuro os graves batem de dentro para fora. No escuro as horas deixam de ser contadas para ser vividas" acrescenta.
 
Publicado em Artistas
sexta, 02 fevereiro 2018 15:23

Kura edita colaboração com Olly James

O mais recente tema de Kura, intitulado de “Fuego”, é uma colaboração com Olly James e foi hoje lançado em várias plataformas digitais, pela Revealed Recordings.
 
Esta faixa foi produzida para arrasar com as pistas de dança internacionais, com uma energia única que não vai desiludir a legião de fãs do DJ e produtor português, que ficou colocado na posição número 48 do Top 100 da DJ Mag.
 
Para breve, está marcada uma digressão do artista pela Ásia, com quatro datas na China e ainda a sua estreia no México, no Medusa Festival.
 
Recorde-se que Kura ficou em primeiro lugar no TOP 30 de 2017 do Portal 100% DJ, selecionado através do voto online dos nossos leitores e seguidores.
 
Publicado em Música
Pág. 1 de 5

Newsletter

Recebe novidades e conteúdos exclusivos no teu e-mail.