07-04-2020

  Diretor Ivo Moreira | Periodicidade Diária

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Será no próximo sábado, 22 de novembro, a partir das 21 horas, que o Meo Arena volta a receber uma noite épica de música eletrónica com o selo da emissora de rádio Mega Hits. Martin Garrix, Dvbbs, Blasterjaxx, Jay Hardway e o português Kura serão os "maestros" que vão levar a maior arena do país ao rubro, durante cerca de seis horas.
 
Com a realização do "Mega Hits Kings Fest", e depois do espetáculo "I Am Hardwell" em dezembro do ano passado, com lotação esgotada, Lisboa continua a ser uma das capitais europeias de eleição para a atuação dos mais jovens e talentosos DJs/produtores internacionais.
 
Os ingressos podem ser adquiridos nos locais habituais, pelo preço de 65 euros (Bilhete VIP) onde o mesmo dá direito a assistir ao espetáculo a partir de uma bancada de acesso reservado, com visibilidade privilegiada para o palco e oferta de duas bebidas. Já o bilhete da plateia “Golden Circle” tem o custo de 59 euros e garante igualmente a entrada por um acesso exclusivo e a possibilidade de assistir ao espetáculo junto ao palco, numa zona com lotação limitada. Quem quiser optar pelo primeiro balcão, o preço é de 41 euros e toda a zona atrás do "círculo dourado", na plateia, tem o preço de 45 euros.
 
A poucos dias de Portugal receber o "Mega Hits Kings Fest", o Portal 100% DJ foi ao encontro de Nelson Cunha, diretor da Mega Hits, marca que dá nome a este evento que promete marcar a diferença e proporcionar uma noite única a todos os fãs de música eletrónica.
 
As expectativas, os pedidos extravagantes, o porquê de ser só um DJ português a figurar no cartaz, e os pormenores da produção que vai fazer tremer o Meo Arena, são alguns dos temas abordados nesta entrevista exclusiva de antevisão ao evento.
 
Quais são as expectativas para o evento Mega Hits Kings Fest?
O alinhamento do cartaz diz tudo. Estamos confiantes de que teremos uma noite que ficará novamente para a história da música eletrónica em Portugal e fico ainda mais satisfeito por ser a Mega Hits a "carimbar" novamente a sua marca num território que temos vindo a construir de forma consolidada, promovendo eventos para o nosso target que marcam pela diferença e qualidade. 
 
Quantas pessoas são esperadas?
As suficientes para termos uma noite mágica à semelhança do que temos produzido nos últimos anos no Meo Arena com a nossa produtora de eventos - Genius y Meios. Basta recordar a "One Last Tour" dos Swedish House Mafia, "I Am Hardwell" o ano passado, e este ano apresentamos um evento em nome próprio - Mega Hits Kings Fest - com DJ’s/produtores de uma nova geração incrível e super talentosa. 
 
Existe grande procura de ingressos por parte de pessoas de outros países?
Sim. Todos sabemos que Lisboa recebe ano após ano cada vez mais turistas. Procurámos também com a realização deste evento contribuir para o reforço do posicionamento de Lisboa como uma capital mais urbana, jovem e moderna, proporcionando aos turistas uma proposta de espetáculo que felizmente não acontece só nas Arenas de Amesterdão, Londres ou Milão. Estamos a colocar Lisboa cada vez mais na rota favorita dos top DJ’s mundiais.
 
Porquê só um DJ português?
Porque só tínhamos seis horas de scheduling para o line-up de artistas. E achámos que o Kura este ano seria uma aposta vencedora tendo em conta a qualidade do trabalho produzido em estúdio, atuações e a popularidade alcançada junto do target. De resto, enche-nos de orgulho ter o #42 do Top 100 da DJ Mag no line-up do Mega Hits Kings Fest. 

Estamos a colocar Lisboa cada vez mais na rota favorita dos top DJ’s mundiais.

 
Há artistas a fazer pedidos extravagantes? 
Por acaso não. Também eu fiquei admirado. Martin Garrix por exemplo pede imensas toalhas, algo normal tendo em conta a máquina de desidratação do #4 do Top 100 da DJ Mag. Os Dvbbs pedem o mítico barco insuflável. Nenhum pedido demasiado extravagante - querem é fazer a festa com o público. O Martin Garrix está muito motivado pois é a primeira vez em Lisboa e numa entrevista recente à Mega Hits confessou estar a preparar várias surpresas especificas para esta noite. Estamos muito ansiosos.
 
De que forma é importante uma rádio como a Mega Hits produzir um evento deste género?
Primeiro temos uma responsabilidade enorme. O ano passado com o "I Am Hardwell" arriscámos tudo quando anunciámos a vinda de Hardwell e estávamos muito longe de saber que seria o DJ #1 do mundo. Após essa noite percebemos que deixámos a fasquia muito elevada para a preparação do "Mega Hits Kings Fest" de 2014. Fizemos um longo trabalho de prospeção de mercado, encontrar os artistas certos, a combinação ideal alinhada com as disponibilidades de agenda não foi fácil. E não se trata da produção de um evento qualquer numa sala mediana, ou ambiente igual a tantos outros. Teria de ser diferente. Nesse sentido cumprimos o nosso objetivo, construir um alinhamento que fizesse o "fit" com a linha editorial da Mega Hits e o target da estação.
 
 
A Mega Hits vai continuar a apostar na música eletrónica?
É muito provável que sim, mas todos sabemos a facilidade com que os jovens mudam de gostos e hábitos. Estaremos atentos e com novidades a apresentar brevemente.
 
Que mensagem gostaria de deixar ao público?
Quem ainda não comprou bilhete, despache-se. Quem já comprou, acredito que vai viver uma das melhores experiências das suas vidas. Estão a chegar a Lisboa oito camiões de 20 metros de comprimento com equipamento que irá tornar este espetáculo fabuloso. Efeitos especiais, lasers, CO2, pirotecnia em tudo superior aos espetáculos "I Am Hardwell" ou "One Last Tour" dos Swedish House Mafia, mais de 170.000W de som, 200m2 de ecrãs vídeo, um cenário audiovisual nunca antes visto no Meo Arena. Mais de 200 pessoas estão envolvidas na produção do evento. Portanto demasiados motivos para ir e ir. Vão guardar recordações magníficas desta noite, o ambiente no Meo Arena será mágico. Sugeria que fossem cedo de forma a não perderem um único BPM da viagem que tem início marcado para as 21 horas. Na Mega Hits estamos todos muito excitados com a produção deste evento e vamos experienciá-lo de forma muito especial ao lado dos nossos ouvintes e fãs de EDM.
Publicado em Mix
É um dos jovens talentos da música eletrónica nacional e um dos mais reconhecidos na sua terra natal: os Açores. Depois de ter alcançado a posição número 21 do Top 30 de 2016 do Portal 100% DJ e de subir ao palco do RFM SOMNII, a redação esteve à conversa com o artista sobre a sua carreira e o futuro da mesma.
 
 
Em 2014 recebeste uma Medalha de Mérito na área da Cultura e Juventude do Município da Praia da Vitória e em 2016 ficaste na posição número 21 do TOP 30 do Portal 100% DJ. O que representam para ti estas distinções? Influenciaram a tua carreira?
É sempre bom ser valorizado pelo trabalho que desenvolvemos, onde para mim, a principal distinção é o reconhecimento do público e estes prémios são o reflexo disso. Ser considerado um artista consagrado na minha região foi uma das maiores conquistas que obtive. Cresci artisticamente a ouvir a expressão “santos da casa não fazem milagres’’ e a verdade é que no início senti isso na pele, tal como a maioria dos artistas, seja em qual área. É preciso trabalhar e insistir, e muitas vezes, ser reconhecido primeiro ‘lá fora’ para depois ser valorizado por cá. Não posso dizer que tenha sido assim comigo, pois sempre senti o carinho dos meus e sempre me preocupei em criar uma ‘fan base’ sólida antes de me lançar para outros patamares, mas obviamente que se acaba por estar no centro das atenções após conquistar algo além da tua região. E esta medalha de mérito reflete um pouco os dois panoramas: o trabalho e as conquistas fora da região e o carinho do público e o reconhecimento das instituições locais. E claro, não podia estar mais contente por isso. Recentemente, com a distinção no TOP 30 do Portal 100% DJ, senti que este carinho e este reconhecimento era maior do que eu esperava quando entrei na posição número 21 e claro, estou grato por todo o apoio do público. Para mim estas distinções deram-me motivação extra e a responsabilidade de entregar mais e melhor trabalho ao público que me acarinha e consequentemente deu-me a oportunidade de subir a outros palcos que sempre desejei.
 
Fala-nos do teu mais recente single e do seu feedback junto do público.
Tem surpreendido o público pela positiva. Muitas pessoas não associaram à primeira o tema ao meu trabalho desenvolvido no passado enquanto artista. E isso é bom, era algo que pretendia, surpreender e mostrar ao público que me conhece simplesmente como DJ ou mesmo pela componente de produtor do chamado EDM, que sou e que tenho desenvolvido muito mais artisticamente para além disso. Tenho-me preocupado pouco em fazer música para a pista de dança, mas sim para as pessoas. Eu no meu dia a dia ouço de tudo um pouco, considero-me uma pessoa eclética musicalmente e não só. Acho que este tema é o resultado disto. Penso que este tema reflete uma maturidade musical e pessoal e as pessoas aperceberam-se disso. O tema tem uma forte influência do universo Pop e RnB desde os acordes de guitarra à voz do TonyB, com bases rítmicas que vão do Trap, influenciado pelo Hip Hop que ouço constantemente às sonoridades tropicais e sintetizadores eletrónicos. Ou seja, acabo por concentrar todas as minhas influências no processo criativo e de composição do tema desde o início.
 
Dizem que o público dos Açores é imparável. Quais são as principais diferenças entre o público do continente e dos Açores
Sem dúvida que é! É um público que vibra connosco e que sente toda a energia que lhes é transmitida do palco. Ao mesmo tempo é um público atento e diversificado, num só festival ou evento há uma variedade enorme de gostos musicais. Pode ser um público difícil de se agarrar, mas depois disso está garantida a festa! Principalmente nas camadas mais novas vê-se muitos “die-hard fans” que seguem os artistas para todas as ilhas e festivais da região e que vibram com toda a energia na frontline. Não me posso queixar de forma alguma, adoro todos os fãs que vibram e vêm falar comigo após o espetáculo. É por eles que faço e continuo a fazer o que faço. São os maiores! Em relação a diferenças de público, não há públicos melhores nem piores. Acho apenas que com a oferta enorme que há de eventos no continente e festivais hoje em dia, acaba-se por encontrar públicos muito específicos em Portugal Continental, quando nos Açores é um público um pouco mais vasto em termos de gostos e idades devido à menor oferta de eventos ao longo do ano. No continente quando sou convidado para certo festival ou evento, já tenho uma ideia do que tocar ou o que resultará melhor na pista. Nos Açores é sempre uma surpresa, o que acaba por ser interessante e desafiante.
 

Sempre quis explorar outras vertentes do que é um espetáculo

 
Que novidades podes desvendar acerca da tua carreira nos próximos meses?
Este Verão apresentei pela primeira vez o meu live show. Era uma ideia que já tinha à algum tempo. Sempre quis explorar outras vertentes do que é um espetáculo e achei estar preparado para o fazer. Juntamente com um baterista, guitarrista e MC, fui disparando versões ao vivo dos meus singles e vários edits e remixs, com a ajuda dos músicos que os iam interpretando. Quero continuar a explorar esta vertente nos próximos meses e ando também a preparar um DJ set mais completo e dinâmico com visuais, desde videomapping, luzes e efeitos. Quero também continuar a desenvolver a comunicação perto dos fãs e tentar chegar a outros palcos e cidades por onde ainda não passei. Para além disso estou já a trabalhar nos próximos singles, a tentar trazer algo diferente e fresco do que tenho desenvolvido. O trabalho está a ser feito, portanto veremos o que o futuro nos reserva.
 
Que balanço fazes da “Fall Tour”, que incluiu uma atuação no RFM Somnii na Figueira da Foz?
Super positiva! Foi um verão repleto de datas, de novos palcos, novos locais e a receção foi sempre calorosa. Uma das coisas que me deu mais prazer foi as pessoas reconhecerem os meus singles, principalmente a nova música que lancei este ano, a “Fall”, não há melhor sentimento que vermos as pessoas reconhecerem e cantarem a música que fizemos ao longo de meses de trabalho e dedicação. Tocar no RFM Somnii foi mais um sonho tornado realidade! Tocar e estar ao lado de nomes como Tiësto e Armin van Buuren numa das maiores beach partys da Europa é uma sensação única.
 
De que forma é que lançar um tema numa editora de prestígio como a Vidisco pode ajudar uma música a alcançar o sucesso?
Infelizmente, não basta fazer boa música nos dias de hoje. Cada vez mais é preciso planeamento, marketing e acima de tudo networking para fazer a tua música chegar às pessoas. Apenas colocar a música nas nossas redes sociais e em plataformas como Soundcloud estamos a limitar em muito o nosso target e o potencial do tema. Muitas vezes, a música está pronta para lançamentos, mas temos de ser pacientes e perceber o que está em volta do business por de trás de uma indústria criativa e artística como a música. Traçar um plano de marketing, ter uma boa distribuidora, uma boa editora, fazer uma boa comunicação, ter uma boa assessoria, faz com que o potencial do tema seja exponencial. Editar por uma editora reconhecida e conseguir um bom acordo de publishing foi o que sempre tentei fazer com a minha música. Afinal de contas, estamos a ‘entregar’ o nosso trabalho de meses e anos a alguém.
 

Fico sempre surpreendido com a tranquilidade e humildade no backstage daqueles que dão os show mais energéticos em palco.

 
Embora com uma curta carreira, já tiveste contacto com inúmeros artistas internacionais. Qual ou quais os que mais te surpreenderam e porquê?
Felizmente já tive a honra de partilhar o palco com alguns dos maiores artistas internacionais do momento. Fico sempre surpreendido com a tranquilidade e humildade no backstage daqueles que dão os show mais energéticos em palco. Falo de nomes como Borgore, Tony Junior, R3HAB, Bl3nd, que dão tudo em palco, mas que ‘behind the scenes’ são super tranquilos e têm tudo controlado desde horas de descanso e refeições. Afinal de contas, são artistas que vem de tours internacionais muitas vezes com um imenso desgaste físico e psicológico.
 
Que mensagem gostarias de deixar aos leitores e seguidores do Portal 100% DJ?
Primeiro que tudo, um muito obrigado! Que continuem a apoiar a música eletrónica e os artistas portugueses. E que quem deseja, um dia, fazer carreira da música eletrônica que não desista dos seus objetivos, mas que esteja preparado para muito trabalho, sacrifício e, acima de tudo, persistência. Por fim, não posso deixar de agradecer ao Portal 100% DJ por tudo o que tem feito por todos nós na divulgação do melhor que se faz por cá na música eletrónica!
 
Publicado em Entrevistas
segunda, 05 novembro 2012 00:12

The Fox: Talento, técnica e experiência

Ser um DJ de referência implica talento, técnica, anos de experiência, contacto com várias culturas e sobretudo, a partilha de experiências – algo inato e acessível para The FOX.
Teve o seu primeiro contato com a música aos 7 anos de idade, na Alemanha, país onde nasceu. Dez anos depois, entra como animador numa das rádios mais concorridas da grande Lisboa e, em 1994, junta-se aos fundadores da Antena 3, para ficar responsável pelo programa "Planeta E". Na área da televisão é o mentor e produtor do programa "Dance Tv". Gosta de boa música e é um ouvinte atento.
Na entrevista exclusiva ao Portal 100% DEEJAY, revela que está a “cozinhar” alguns projetos, nomeadamente o lançamento de 2 EPs, e analisa vários factos que estão a acontecer na noite nacional.
 
 
Nasceste na Alemanha. Foi lá que tiveste o primeiro contacto com o mundo do Djing? Conta-nos essa primeira experiência...
Nesta perspectiva, posso dizer que provavelmente o primeiro contacto foi com um gravador duplo de cassetes, no qual brincava com passagens. Tinha 7 anos.

A Rádio foi e continua a ser uma boa escola?
Claro. A rádio é um universo excelente para se estar em contato com música, experiências e todo um leque de situações que ajudam quem quer estar envolvido na indústria.

Como surgiu a ideia de criar o "Dance TV"?
O "Dance Tv" já era um sonho quando comecei a fazer o "Planeta E". A ideia era conseguir levar para o pequeno ecrã, aquilo que se fazia no programa e mais além.

Consideras que ser DJ está mesmo na moda e qualquer pessoa o pode ser? É algo negativo e prejudicial o surgimento de tantos DJs?
Esta questão é complicada de se explicar. Por um lado, pode ser benéfico porque mais ideias entram no mercado, por outro lado a saturação e a banalidade pode estar a ser lançada. Julgo que neste ponto apenas os verdadeiros DJs se conseguem manter como profissionais da área. O resto são curiosos.

De certa forma, fazes parte da fase old school da dance scene nacional. Como vês o atual DJing que por cá se pratica?
Acho que além de ter virado moda, muitos dos novos DJs não tocam com aquilo que lhes vai na alma. Seguem apenas artistas e estilos que estão na ordem do dia.
 

Julgo que neste ponto apenas os verdadeiros DJs se conseguem manter como profissionais da área. O resto são curiosos.


Como vês a mudança dos estilos musicais que tem ocorrido nestes últimos 5 anos?
Isso foi algo que sempre aconteceu, estamos numa fase em Portugal onde o comercial parece querer tomar as rédeas, mas tenho a sensação que isso não vai durar muito. Mas foi sempre assim.

Tu que, mais que ninguém estás dentro do meio, de maneira geral como classificas a promoção e divulgação da música electrónica via rádio e televisão?
Julgo que em termos de rádio já estivemos melhor. As atuais playlists estão demasiado óbvias e ninguém arrisca.

Dos DJs com quem já partilhaste a cabine, qual foi aquele que te marcou mais e porquê?
O Sven Väth, pela sua consistência, os Deep Dish pela música e tantos outros que em determinadas noites me puseram a dançar.

Foste residente em casas míticas como a Kremlin e a Locomia. Como é que olhas para esse passado? Com algum sentimento de saudade? Esses clubes fazem falta na noite?
Claro que fazem, eram casas de culto que todas as semanas tinham algo de muito bom para oferecer. O mercado e estado do país eram outros. Agora o dinheiro escassa para os produtores e já não podem "inventar tanto".

Quais as tuas influências musicais?
Gosto de boa música. Sempre fui um ouvinte atento. Bandas como Led Zeplin, Pink Flyod, U2, Stone Roses, Peter Murphy; fazem parte da minha discografia. Na área da eletrónica, procuro aquilo que mexe comigo e temos tido muito boas coisas a sair.

Das tuas produções, qual destacas e porquê?
Estou em estúdio a preparar o lançamento de mais 2 EPs. Mas o tema que tem gerado mais buzz, destaco a remix de "Back to Life", que fiz para o Mikkel Solnado. Mas claro, as que vão sair serão as mais apetecíveis.

Na tua opinião, existe algum produtor ou DJ português que esteja a ter bons trabalhos que achas que valha a pena ser destacado?
Acho que ainda falta um bocado de mais experiência a muitos bons produtores nacionais. Mas destaco o A.PAUL com toda a equipa das suas editoras, o Mikalogic, Jay A, entre outros.

Como vês o futuro da música eletrónica?
Com muitos bons olhos, visto estar a crescer cada vez mais. Os principais festivais já não descuram os DJs. A tendência musical que esta a crescer nos EUA é a eletrónica e isso só pode ser positivo.

Em relação à organização de eventos de música electrónica em Portugal... Há mais profissionalismo do que há uns anos atrás? As produções são melhores?
Infelizmente não temos tido tantas grandes produções como antigamente, mas acho que estão mais cuidadosos.

Neste momento que projetos tens em mãos?
Tenho, como disse, 2 EPs a sair, uma compilação nacional e mais umas propostas de programas de rádio.

O que podemos esperar de The FOX a curto prazo?
Música de qualidade!
 
 
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Natural de Viseu, este jovem promessa da música eletrónica, apenas precisa de uns headphones e de um computador portátil para fazer aquilo que lhe dá mais prazer: produzir música.
Reconhece que é um privilegiado por poder trabalhar em conjunto com um dos maiores nomes nacionais - Pete Tha Zouk, com quem está atualmente a produzir o tema “We Are Tomorrow".
A sua música "Layers" foi apoiada por vários artistas, onde também a podemos encontrar nalguns discos da editora Vidisco. É o nome a ter em conta. Quisemos conhecer melhor o seu trabalho. Fomos ao encontro de Deepblue...

 

Como e quando é que a produção musical te despertou interesse?
Quando tinha os meus 16 anos de idade. Nessa altura já praticava o Djing, e comecei a pensar “será que esta música ficaria melhor com esta alteração?”. No dia seguinte, comprei uma revista que trazia um CD com loops. Nesse mesmo dia, comecei a cortar e juntar esses loops de diferentes formas, até chegar ao ponto onde estou agora.

 
'Em que' ou 'No que' te inspiras para produzir uma música?
Normalmente, para a inspiração surgir, faço caminhadas por diferentes locais, aprecio a paisagem e imagino um momento musical para essa situação. Tento representar a paisagem que vejo, através de um conjunto de elementos musicais.
Essa inspiração surge também com diferentes situações que ocorrem ao longo do meu dia e da minha vida.

Por dia, quantas horas perdes em frente ao ‘FL Studio’?
No mínimo duas horas. A minha média é por volta das cinco horas diárias. Sou um viciado pela área, quero sempre aprender mais. É uma paixão.
 
Quando acabas de a produzir, como te sentes? Ficas logo 'pronto para outra'?
Sinto-me feliz por ter conseguido transmitir tudo o que queria numa só faixa. Depois de poucos dias a dar descanso aos ouvidos e à criatividade, estou de volta ao trabalho.
 
Como classificas a tua linha musical?
Considero que a minha linha musical se enquadra dentro de um house progressivo, no entanto mais melódico e alegre, mais divertido.
 
Como classificas a atual produção musical eletrónica em Portugal?
Sem dúvida que está a melhorar significativamente. Cada vez mais há novos talentos a surgir, a produzir muito boa música, e penso que estamos a evoluir num bom sentido, de modo a que Portugal seja mais reconhecido por todo o Mundo.
 
A música 'layers' foi fortemente apoiada por vários artistas. Tinhas noção de que a mesma poderia ter esse grande apoio?
Não. Para mim, a “Layers” era apenas mais uma faixa. Claro que, considerei que a faixa era o meu melhor trabalho até aquela altura, e fiquei contente com o resultado. No entanto, nunca esperei ter apoio de qualquer artista, muito menos de grandes artistas!
 

"(...) Cada vez mais há novos talentos a surgir, a produzir muito boa música, e penso que estamos a evoluir num bom sentido, de modo a que Portugal seja mais reconhecido por todo o Mundo."

 
Sabemos que estás a co-produzir um tema com Pete tha Zouk. Consideras-te um privilegiado por poder trabalhar com um TOP DJ Português?
De certa forma considero-me privilegiado, mas no entanto não me considero superior a ninguém. É uma sensação excelente, que me proporciona uma enorme felicidade e orgulho, pois é um sinal que o meu trabalho está a ser reconhecido, cada vez mais.

Qual foi o tema que te deu mais prazer de produzir até agora? E porquê? Algum motivo especial?
Sem dúvida que o tema que mais prazer me deu de produzir, foi o “We Are Tomorrow” com o Pete Tha Zouk. Nós os dois juntámo-nos, conseguimos sincronizar as nossas ideias, e criámos algo com um sentimento enorme, que revela toda a nossa paixão pela música. Esta faixa transmite uma mensagem, e nós conseguimos transmiti-la exactamente da maneira que queríamos!
 
Os teus temas têm estado em diversas colectâneas. Consideras, de certa forma, que a editora Exklusive também está a ser a tua ‘rampa’ de lançamento?
Sim, sem dúvida. A Exklusive foi um ponto de partida e evolução, tive um grande apoio da parte deles, que se esforçaram bastante com a publicidade do meu trabalho.
 
Em termos de marketing, na tua opinião, o digital está a ter mais ‘força’ que o físico?
Na minha opinião o digital veio para ficar, e fico contente por isso. O digital é um meio excelente tanto para divulgação do trabalho dos produtores, como para o público. É uma forma mais fácil de atingir o público, e é muito mais simples para os ouvintes, que têm acesso a música nova de forma mais fácil e mais rápida. O YouTube é uma ferramenta excelente.

Com quem gostarias, de um dia partilhar a cabine?
Não tenho nenhum desejo em especial nesse aspecto. Já tive o prazer de a partilhar com o Pete Tha Zouk, e sem dúvida que foi o momento com mais paixão que alguma vez vivi!

O que podemos esperar de Deepblue a curto prazo?
Tenho uma grande surpresa para partilhar com o público. E claro, também haverá novos temas e remisturas.

O que é para ti, um 100% DJ?
Um 100% DJ, é aquele que, quando sobe a uma cabine, se entrega de corpo e alma ao que faz, transmitindo todo o seu amor e a sua paixão sobre a música.
 
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A poucos dias do sunset mais épico do ano, o Where's the Party by Carlsberg está a finalizar os preparativos para proporcionar uma épica experiência musical num local único como o Heliporto da Marina de Cascais, que se irá transformar em "capital" da música eletrónica durante oito horas. No sábado, dia 28 de junho, das 16 horas à meia noite, Thomas Gold, Danny Avila, Pete Tha Zouk, Pedro Cazanova e FunkYou2 vão dar música às mais de seis mil pessoas que são esperadas no evento.
 
Com um cartaz composto por grandes nomes da música eletrónica mundial, o sunset da Carlsberg irá proporcionar um fim-de-tarde e noite de elevada qualidade musical num local único como é Cascais. O cenário e a paisagem envolvente do Heliporto da Marina tornarão esta experiência ainda mais inesquecível. 
 
Ao nível da produção, o evento contará com um dispositivo técnico de mais de 120.000 watts de som, 80.000 watts de luz, 165m2 de ledwall vídeo de alta resolução, duplo LaserShare de alta intensidade, CO2, espetáculo de pirotecnia e muito mais. A Welove Events é a empresa responsável pela produção do evento cujo conceito Where’s the Party by Carlsberg inclui ainda um club tour de festas que está a percorrer o país até Setembro.
 
O DJ e produtor Pedro Cazanova é embaixador deste conceito em Portugal e o Portal 100% DJ foi "medir-lhe o pulso", e saber quais as suas expectativas já para este sábado. "São muito boas tendo em conta que o evento do ano passado foi muito bom e este ano terá que ser melhor!" referiu o produtor português.
 
Questionado quanto às sonoridades que irá levar na mala, Cazanova não tem dúvidas e revelou ainda uma estreia "irei levar algumas sonoridades um bocado mais 'fortes' dado que é um evento muito grande e temos que nos adequar ao público e à festa. Irei também estrear a minha música nova para o Verão e quero começar a tocá-la já no sábado."
 
Mas as novidades não ficaram por aqui. Nesta conversa Pedro Cazanova confessou-nos também em primeira mão que vai lançar um CD no próximo sábado "A compilação que sai no dia 28 terá os temas mais tocados por mim na club tour da Where’s the party by Carlsberg e conta com o meu último tema produzido em parceria com o Richard Grey e com a voz do Will Simms."
 
Em jeito de desafio final, perguntámos a Cazanova, com que artista gostaria de fazer um B2B neste evento - "com o Mauro Barros" rematou.
 
Recorde-se que este ano, a grande festa do Where’s the Party by Carlsberg acontece em duas edições. Depois de Cascais, segue-se o sunset mais épico deste verão no sul do país. A 15 de agosto, o Algarve recebe, entre outros, Armin Van Buuren, eleito por 5 vezes o melhor DJ do Mundo.
 
Com estas festas, Carlsberg pretende proporcionar experiências únicas aos participantes e reforçar o seu caráter premium associando-se à noite e à celebração.
 
 
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A paixão pelo DJing começou bem cedo, por volta dos 14, 15 anos, ainda no "seu" Alentejo, mais concretamente em Beja. Agora, poucos são os cantos do mundo que não conhecem o DJ Christian F, muito por culpa do mega-hit "Bring It On Now". Afirma, nesta entrevista exclusiva ao 100% Deejay que quer "continuar a trabalhar, cada vez mais e melhor" e o seu mais recente "Sunset Lovers", em colaboração com o DJ Gonzalez e a cantora Filipa Sousa é a prova disso mesmo. Crente no lema "o que é nacional é bom", Christian F prepara novidades para breve. O terceiro sucesso está a caminho.
 
 
Como foste "parar" dentro de uma cabine?
Tudo começou nas famosas rádios das escolas - neste caso em Beja - onde ganhei vontade em querer transmitir a todos o que vinha na minha mente a nível musical. O gosto pela rádio já tinha começado antes, mas a paixão pelo mundo do DJing começou por volta dos meus 14, 15 anos. Fui então "contratado" para tocar nos intervalos das aulas e para fazer as matinés/festas da escola. Foram sem dúvida as minhas primeiras experiências numa cabine de DJ, mas num formato ainda muito "caseiro" e sem pensar no que estava ainda para vir.
 
Onde tocaste pela primeira vez? Descreve-nos a sensação…
A primeira vez que toquei numa casa com público (2.150 pessoas nessa noite) tinha eu 15 anos… foi no Bar das Piscinas em Beja, onde eu estava a fazer companhia ao DJ Paulo Abreu (na altura era o DJ residente da casa e foi a pessoa que me ensinou os primeiros passos da minha carreira) que sempre acreditou em mim e que, na altura "inventou" uma desculpa para sair da cabine, deixando-me completamente sozinho e aí tive que me desenrascar! Correu muito bem e desde aí comecei a fazer as folgas do Paulo e tudo começou mais a sério. Foram, sem dúvida, momentos únicos que nunca irei esquecer!
 
Consideras que o DJing está em crise?
Não considero que esteja em crise, já que diariamente surgem novos DJs por todo o lado. Nos dias de hoje, com a crise geral que se faz sentir, acho que é uma profissão que todos querem ou gostariam de ter (alguns pensam ser dinheiro fácil). Não basta ter os temas da "moda" e "saber" misturar... há muita "coisa" por trás que muitos nunca irão saber, nem nunca irão viver/sentir. Para mim, quem tem qualidade e força de vontade irá sempre continuar a trabalhar. Simplesmente não podemos desistir de lutar! Temos que saber enfrentar todos os obstáculos e gerir a carreira da melhor forma.
 
O que mudou com as três importantes nomeações que já recebeste?
Foram sem dúvida um marco muito importante na minha carreira, uma vez que na altura ainda estava a viver no Alentejo e era residente no S-Club em Castro Verde. De repente vejo o meu trabalho reconhecido pela revista Portugalnight. Fiquei bastante motivado e agradecido por todos os que apostaram e votaram em mim. Mais uma vez, deixo o meu agradecimento.
 

"Se as casas trabalharem bem, acaba sempre por haver um retorno positivo para mim. Os nossos "patrões" são os clientes e não os donos das casas [...]"

 
A noite portuguesa, ainda é o que era?
Muita coisa mudou, como já respondi numa questão anterior. Muitas casas abriram, outras fecharam, outras mudaram de nome ou gerência.
No meu ponto de vista, tento sempre adaptar-me ao presente e continuar a trabalhar mais e melhor. Se as casas trabalharem bem, acaba sempre por haver um retorno positivo para mim. Os nossos "patrões" são os clientes e não os donos das casas... nunca se esqueçam disso. Outra coisa muito importante é a humildade, tanto nos artistas, como nos donos/staffs das casas. Dou muito valor quando me dizem "és humilde", mas sou simplesmente... eu.

 
Quando e como decidiste 'vou produzir uma música'?
Já produzia há algum tempo, mas nunca decidi editar um tema, pois pensava não ter ainda chegado a altura certa. Como acredito que em equipa as coisas funcionam melhor, decidi falar com alguns DJs produtores, cantores e produtores de vídeo, para em conjunto ganharmos motivação e iniciar projectos que fizessem sentido - foi o que aconteceu. Nos últimos dois anos editei dois temas, dois videoclips (obrigado à ISpot), saíram vários remixes, atingi Tops de vendas, entrei em chart's de vários DJs e Rádios nacionais e Internacionais... o que me deixa bastante contente e motivado em continuar a trabalhar.

 
2011 foi ano do lançamento do teu primeiro original. Foi fácil produzir a "Bring It On Now"?
Não foi fácil, uma vez que era o primeiro tema com voz e queria que este se tornasse numa canção e não apenas um tema de House. Quero principalmente que as pessoas se identifiquem com as letras, com as harmonias e sintam emoções. Penso que o resultado foi muito positivo e tenho a agradecer ao Mike Van Rose pela parceria, à Lia pela voz, à Marta Pires pela letra e à Exclusive Records (Vidisco), pois sem eles nada seria possível.
 
Este ano ‘Sunset Lovers’ está a fazer sucesso. Porquê este nome? É derivado à tua "veia" algarvia? Inspiraste-te em quê?
A Marta Pires foi novamente a letrista - sem dúvida um dos pilares mais importantes em todas as produções que fiz - e decidi juntar-me com o DJ Gonzalez e com a Filipa Sousa (Vencedora do Festival da Canção RTP e que foi representar o nosso país a Baku no EUROVISION SONG CONTEST 2012). O sucesso do tema "Sunset Lovers" é simplesmente graças ao público maravilhoso para quem toco e graças a esta equipa fantástica que acreditou que seria possível fazer um tema que se identificasse com o Verão e com as famosas Sunset Parties que se realizam no Mundo inteiro.
Muitas pessoas pensam que sou Algarvio, mas sou Alentejano! Claro que tenho uma veia Algarvia e daí ter feito um tema a pensar muito nas nossas praias e Sunset's que todos os dias transmitem emoções e energias positivas a todos nós. Felizmente o tema já é reconhecido internacionalmente, nomeadamente em Angola, Brasil, Moçambique, USA, Suíça, Alemanha, Espanha... Fico muito contente de sentir este feedback em relação aos temas que produzo. Vamos continuar a espalhar a produção nacional pelo Mundo. O que é nacional é bom e dou, desde já, também os parabéns a todos os meus colegas DJs/Produtores que diariamente lutam pela sua carreira.
 
Quanto tempo demorou a produzir, incluindo o vídeo-clip?
Tanto a "Bring It On Now", como a "Sunset Lovers" levaram praticamente o mesmo tempo a serem produzidas. O tempo... foi o necessário para que tudo estivesse realmente como nós acreditávamos que estaria pronto a sair. (risos)
 
Qual dos temas, te deu mais gozo produzir?
O primeiro é sempre o primeiro, mas o segundo é sempre o segundo. O terceiro está a caminho…
 
Que projetos tens na manga?
O meu principal objetivo é que as pessoas se sintam bem quando ouvem os meus temas ou me ouvem a tocar. Quero continuar a trabalhar, cada vez mais e melhor, quero aprender muito mais, quero estar cá para dançar muito e fazer dançar. Obrigado por me fazerem feliz. Em relação a novos projetos, brevemente irei ter novidades.
Muito obrigado à 100% Deejay pela entrevista, tudo de bom.
 
 
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Natural da Margem Sul do Tejo, é no país da cidade maravilhosa que faz vida há 10 anos. Começou a sua carreira na música com oito anos de idade, a estudar piano, tocou numa banda de baile, mas rapidamente percebeu que o "bailinho" era outro, com acordes mais eletrónicos e decibéis muito mais altos. Rui Oliveira é o rosto do projeto Paranormal Attack, que está comemorar 15 anos de existência. Nesta entrevista exclusiva ao Portal 100% DJ, ficámos a conhecer as suas influências e algumas novidades musicais, como foi a sua passagem pelo Festival Tomorrowland Brasil e quais os seus próximos projetos.
 
 
A música fez parte da tua infância. Estudaste piano, tocaste numa banda de baile e aos 20 anos começaste a produzir música eletrónica. Conta-nos como foi essa mudança da música de baile para a eletrónica.
Na verdade sempre odiei música de baile mas era uma boa fonte de dinheiro e dava-me tempo para poder produzir enquanto Paranormal Attack durante a semana. Sempre fui fã de Rock e Metal, nem prestava muita atenção ao som eletrónico até ao dia em que fui a uma rave e apaixonei-me completamente. Comecei logo a descobrir como se fazia aquilo. Os conhecimentos que tinha de música ajudaram-me muito na produção!
 
Na produção musical quais são as tuas influências?
No trance a minha maior influência sempre foi Skazi, além de ser como um irmão para mim também foi ele que me ajudou muito no início da carreira. No geral o meu produtor preferido é o Rob Swire dos Pendulum/Knife Party.
 
Já lançaste uma faixa em conjunto com os Karetus. Com que outros artistas portugueses gostarias de colaborar?
Os Karetus são grandes amigos meus e grandes produtores. Estou a terminar uma colaboração com os Ninja Kore e gostaria de fazer algumas coisas diferentes no mundo Pop também. Estou também a preparar uma colaboração com os Pratta.
 
Faz dois anos que fundaste a editora Fxxk Tomorrow. Como surgiu essa ideia e que balanço fazes da mesma?
Quando tive a ideia de criar a editora foi com o intuito de ter liberdade para lançar a minha música quando quisesse sem ter que esperar por agendas de outras editoras. As coisas foram crescendo e comecei a receber muitas demos e os planos foram sendo maiores. Já lançámos músicas de vários artistas, vários estilos e conseguimos alcançar alguns Top 100 no Beatport. Recentemente começámos a fazer eventos e temos grandes planos para Portugal a partir do próximo ano, que em breve serão revelados. Mas esperem grandes noites no nosso país.
 
Como vês a cena Trance tanto em Portugal como no Brasil?
São cenas muito diferentes. O Brasil devido ao tamanho do país e também ao tamanho a que o Trance chegou os eventos são mega produções com milhares de pessoas. E também o público é mais quente e mostra mais o quanto gostam do DJ. Já Portugal tem uma cena mais tradicional, mais underground e mais pequena e as pessoas são um pouco mais introvertidas. Mas amo os dois países. Cada um com as suas particularidades.
 
O ano passado tiveste uma atuação no Tomorrowland Brasil. Como foi essa experiência?
Foi uma experiência maravilhosa, poder estar num evento desses é o sonho que qualquer DJ provavelmente tem. Lembro-me que até chorei de felicidade no dia que saiu o meu nome no line-up. Foi uma emoção enorme.
 
Que diferenças encontras entre o público português e o brasileiro?
Como já disse, acho que a maior diferença é mesmo a reacção do público quando ouvem a minha música. Os dois países gostam muito do som mas no Brasil as pessoas gritam, pulam, levam placas com o meu nome, bandeiras de Portugal, etc. Em Portugal o público preocupa-se mais com a experiência de cada um durante o set. Dançam muito mas são mais contidos. Mas isto é uma coisa do Trance, porque vejo que noutro tipo de eventos o público português é bastante animado também.
 
No início do mês tiveste uma atuação na Costa de Caparica, margem do Tejo que te viu crescer. Como foi esse regresso? Pode-se afirmar a velha máxima de que "o bom filho à casa torna"?
Foi muito boa a festa, grande ambiente e o local escolhido foi muito bom também. Isto foi só o começo de uma caminhada que estamos a planear. Grandes notícias estão a caminho. Fico muito feliz de voltar ao meu país depois de estar 10 anos no Brasil.
 
O que representou para ti a entrada direta para o TOP 30 de 2016 levado a cabo pelo Portal 100% DJ?
Foi outra grande surpresa para mim e fiquei muito feliz com isso. O país onde nasci reconheceu o meu trabalho e consegui um 19.º lugar. Muita gente que não me conhecia ficou a conhecer e os que conheciam se calhar passaram a respeitar mais o meu trabalho. Espero que este ano suba mais umas posições nesse ranking.
 
Quais são os teus projetos musicais a curto e médio prazo?
Este ano vou lançar o álbum de 15 anos do projeto com 15 músicas e tenho algumas colaborações para sairem também em labels mais comerciais. Temos também grandes planos para eventos da Fxxk Tomorrow em Portugal.
 
E por último, a pergunta da praxe. Que mensagem queres deixar aos teus fãs/seguidores?
Quero agradecer a todos por me proporcionarem a vida que eu escolhi. Poder fazer aquilo que se ama é uma grande vitória na nossa vida. Nunca desistam dos vossos sonhos. Por vezes demoram a chegar mas o que é nosso está guardado e então a nossa hora sempre chega. Um abraço gigante a todos! Amo vocês!
 
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"Arranha discos" como ninguém, e isso faz dele um campeão a nível mundial e nacional. É uma referência na música urbana, dando cartas na mistura de diferentes sonoridades. Em conjunto com o Stereossauro, forma os 'Beatbombers', onde assegura existir um companheirismo que os faz puxar um pelo outro.
Nesta entrevista exclusiva ao Portal 100% DJ, confessa não ter qualquer tipo de segredo na ponta dos dedos para conseguir triunfar importantes títulos, antes pelo contrário, Ride considera que este é o resultado de "muito treino, muitas horas no estúdio a aprender técnicas novas e a idealizar set's". Na manga para concretizar, a curto prazo, tem "cenas novas" enquanto 'Beatbombers', e um novo espetáculo que sincroniza música, vídeo e luzes.
Também nesta conversa, analisa o Turntablism e o Scratch em Portugal, revela as suas referências, com quem gostava de fazer um B2B e comenta a questão da pirataria. Estas e outras curiosidades, na primeira pessoa: eis DJ Ride.
 
 
Como surgiu a tua incursão na música?
Antes de se tornar no meu "ganha pão" a música esteve sempre presente, fosse nas aulas de teclados que tive com 10 anos, em programas de rádio que tinha mais uns amigos quando andava na escola, ou em brincadeiras com os primeiros softwares de produção a que tive acesso. Eu tive sempre um fascínio enorme pelo gira-discos (a minha Mãe contou-me que quando tinha dois anos de idade apanhei-a distraída e parti a agulha do gira-discos lá de casa, naquele que foi provavelmente o meu primeiro scratch). Nunca consegui explicar muito bem, mas sabia que podia utilizar o scratch como um instrumento e que isso me iria ajudar ao vivo e na produção, e assim foi.
 
Quando compraste o teu primeiro gira-discos? Ainda o usas ou está 'relegiosamente' guardado?
Em 2002. Ainda o uso bastante porque é o clássico Technics MK2, tenho também um vestax PDX e um Vestax QFO, mas continuo a tocar com os Technics.

Em conjunto com o Stereossauro, formas os 'Beatbombers'. Como surgiu esse projeto?
Somos da mesma cidade - Caldas da Rainha -, e conhecemo-nos mais ou menos quando estávamos a começar. Tornámo-nos grandes amigos e sentimos que devíamos oficializar aquilo que já fazíamos quando tocávamos juntos. Aprendemos e evoluímos muito, quer no scratch ou na produção, sempre puxámos muito um pelo outro. Ganhar o Mundial foi muito importante e foi recompensador por todo o trabalho que já desenvolvemos no Turntablism.
 

Não existem segredos. No fundo é muito treino, muitas horas no estúdio a aprender técnicas novas.


Desde 2003 que ganhas importantes títulos. Podes revelar-nos o ou os segredos que tens na 'ponta dos dedos'?
Penso que não existem segredos. No fundo, é muito treino, muitas horas no estúdio a aprender técnicas novas e a idealizar os sets. No que diz respeito aos campeonatos, há uma disciplina que não pode ser descurada, tens de planificar, produzir e treinar os sets ao segundo. Nos primeiros campeonatos cheguei a mandar fazer ''dubplates'' com os meus próprios samples, hoje com o ‘serato’ essa parte é mais simples. 

O que representa para ti cada título recebido? É um estímulo para desenvolver mais e melhor?
É uma recompensa pelo trabalho, principalmente pela parte que ''não se vê'', das centenas de horas fechado no estúdio a aprimorar técnicas e a criar. Todo esse processo ajuda a melhorar, a evoluir e a crescer como DJ e como músico.
 
Ter o título de 'Campeão do Mundo' é, de certa forma, uma grande responsabilidade...
Sem dúvida. Eleva a fasquia e há sempre uma pressão acrescida nos sets porque o público quer ver um pouco daquilo que fazemos nos campeonatos, mas eu lido bem com isso.

 
Quando participas em competições, guardas algum amuleto? Tens algum ritual supersticioso?
Sim, tenho alguns rituais e guardo sempre as credenciais e alguns prémios. Sou bastante supersticioso, entro sempre com o pé direito em palco, por exemplo.

Fala-nos um pouco sobre o projeto 'Pixel Thrasher'.
O live-act ''Pixel Thrasher'' é o meu show de vídeo scratch, em que manipulo som e imagem ao mesmo tempo, tudo através dos pratos. Uso o software 'Serato vídeo', em vez de passar ficheiros áudio passo vídeos, que saem diretamente para o projetor ou led wall. Tive uma equipa de seis pessoas a trabalhar, pessoal da Rockit Video dirigidas pelo Gonçalo Santos, desde conteúdos originais, edições de vídeos virais, temos um featuring do Bruno Aleixo - bastante conhecido -, e algum sampling de filmes clássicos.
 

É uma lufada de ar fresco que a movida noturna precisa?
Acho que esse 'refresh' está a acontecer, com muito sangue novo, novos projectos dentro da eletrónica mais alternativa e novas promotoras.
 
Trabalhas com várias marcas. Consideras que as mesmas são importantes na carreira de um artista? Em que moldes?
Muito mesmo. Depende sempre dos objetivos e da forma como queres gerir a tua carreira, e como consegues conciliar isso sem comprometer a parte ''artística''. Graças a parcerias que criei com algumas marcas, consegui financiar discos, projetos, ajuda nas minhas tour's e arranjar mais equipamento para o estúdio e para os meus gigs (com o sponsor da Rane, por exemplo). Sem todos os apoios dificilmente conseguia financiar os meus álbuns, investir no estúdio, equipamento e projetos, vídeos, etc... Tenho tido sorte, também porque nunca ninguém me impôs nada, a nível musical ou estético, sempre participei em coisas com o qual me identifiquei a 100% e sempre respeitaram as minhas escolhas musicais. De outra maneira, recusava.

Qual o gig que mais te marcou e porquê?
Sudoeste 2010, Pixel Thrasher no LUX e o primeiro Mundial em que participei (e o de 2010). Em 2007 fiquei em último lugar, em 2010 fiquei em primeiro. Foi uma boa lição.
 
Quais são as tuas referências e com quem gostarias de fazer um B2B?
Desde Q-bert, D-styles, Ricci Rucker, a Modeselektor, Zomby, Mala, Lunice, A-trak, dj Craze, Flying Lotus, J Rocc, Dimlite, Prefuse 73 e muitos outros... Um B2B... provavelmente com o J Rocc, Egon, Edan ou o Craze.
 
Nos dias de hoje, o que consideras mais importante para um DJ ter sucesso?
Apresentar algo diferente dos outros. Ter conteúdos frescos e originais, produzir boa música e, mais do que nunca, ter uma boa performance ao vivo.
 
Como é que vês o Turntablism e o Scratch em Portugal? Há condições para crescer e motivação necessária para quem deseja começar?
Existem bons scratcher's e muito bons DJ's. Penso que se calhar falta mais união, jam sessions e brainstormings. Faltam também mais tools (só existem dois discos de scratch, o Tuga Breakz/beatbombers e o 180 GR). Os campeonatos têm sido irregulares a meu ver, porque existem uns com muitos participantes e outras edições com muito pouca gente, talvez mais divulgação e profissionalismo nestas ações, ajudava. Mas temos muito pessoal com talento e bastante motivados. E sem dúvida pelo que já alcançámos (Beatbombers), isso serve de motivação e animo a nossa comunidade.
 
Já te passou pela cabeça dar formação na área?
Eu dei aulas durante dois anos na ETIC e dou vários workshops. É importante passar a mensagem e dar algo para a comunidade. Adoro partilhar aquilo que sei, e adoro estar ao lado de pessoas cheias de vontade e motivadas para aprenderem coisas novas.
 
Consideras que os portugueses são um público dificil de agradar?
É relativo. Depende do meio... Provavelmente nos grandes centros urbanos temos um público mais informado, e em certas zonas do país ainda temos pessoas que só ouvem house comercial e o que passa na Rádio. A Internet teve um papel super importante na divulgação da música, principalmente de cariz mais alternativo. Hoje com o público mais novo, têm um gosto mais vasto e, digamos, mais crossover e open minded do que no passado. Acho que os 'tugas' são difíceis de agradar quando experimentas coisas diferentes do seu registo ''habitual''. Às vezes parece que querem ouvir sempre o mesmo set, ou um caminho mais ''obvio''. Mas depende sempre do contexto e de onde se toca e para quem se toca. Sinceramente, acho que estamos a atravessar uma altura excelente para quem arrisca, já que existem muitos estilos que não funcionavam há uns anos atrás e hoje em dia há muito mais procura por coisas diferentes.
 

Penso que as pessoas têm de se habituar a voltar a pagar pela música que ouvem.

Como vês o assunto da pirataria, downloads ilegais, etc?
Acho que é uma questão de bom senso. Acho que toda a gente faz downloads ilegais, de uma maneira ou de outra. A questão passa por recompensar o artista mais cedo ou mais tarde. As vezes 'saco' coisas mas acabo sempre por comprar o vinil daquilo que realmente gosto e aí estou de consciência tranquila. 'Saquei' o MP3 para ouvir um pouco e assim que consigo compro o original ou vou ver um espetáculo e faço questão de pagar o bilhete. Penso que as pessoas têm de se habituar a voltar a pagar pela música que ouvem.
 
Que equipamento consideras essencial numa cabine?
O meu rider técnico reflete aquilo que para mim é essencial, mesa Rane TTM62, dois pratos Technics mk2 ou MK5, Pads Maschine, Mac Book Air e um micro shure SM58.
 
Quais são os teus projetos a curto prazo?
Produção, remixes, cenas novas enquanto 'Beatbombers', novo show a partir deste mês ''LIVE IN LOOPS'', é um live-act que engloba música, vídeo e luzes, tudo sincronizado, levado a cabo por mim e por uma equipa de quatro elementos, noites rockit e outras surpresas.
 
Que mensagem deixas aos leitores desta entrevista e do Portal 100% DJ?
Keep your ears Open! Keep Diggin! Keep Scratching! One love!
 
 
 
 
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O novo festival de Lisboa - Nova Batida - vai ocupar este fim-de-semana a Lx Factory e o Village Underground, em Alcântara. O cartaz conta com mais de 50 artistas, processo longo que exigiu "muita reflexão e energia" conta a organização em entrevista ao Portal 100% DJ. Além de novos talentos a estreia deste festival traz a Lisboa os suecos Little Dragon, o britânico Gilles Peterson, a dupla Mount Kimbie, o nigeriano Seun Kuti, sem esquecer de talentos portugueses como é o caso de Riot, Octa Push e Rita Maia.
 
O festival começa a partir das 13 horas e além da componente musical terá ainda aulas de surf e ioga, festas em barcos e street food. Para saber quais as espectativas e o que podemos esperar desta primeira edição de festival Nova Batida, o Portal 100% DJ esteve à conversa com Dan Flynn, representante da Soundcrash, produtora londrina que organiza festas de música eletrónica em vários países. O Portal 100% DJ é Media Partner do evento.
 

Quais são as expectativas para a primeira edição de Festival Nova Batida?
Esperamos que a primeira edição seja uma experiência incrível para todos os envolvidos e mal podemos esperar que visitantes do Reino Unido e de outros países de todo o mundo testemunhem em primeira mão a vibração calorosa e acolhedora de Lisboa e dos seus residentes. Escolhemos Lisboa não só por causa da sua cena musical, mas porque é uma cidade próxima ao nosso coração por tantas outras razões. A perspetiva de ter a oportunidade de dar algo de volta à cidade é algo que é muito excitante para nós.

São mais de 50 artistas que fazem parte da programação. Foi difícil conseguir este cartaz? 
Foi um processo que levou muitos meses, então, é claro que demorou muito - construir um cartaz de festival exige muita reflexão e energia. Não poderíamos estar mais felizes com o nosso primeiro line up e estamos felizes em trazer um grupo tão talentoso de artistas. Também foi ótimo que tantos artistas de Lisboa estivessem tão entusiasmados em juntar-se ao cartaz e estamos muito contentes por ter tantos representantes da música eletrónica nacional.

Que critérios tiveram em conta na hora de escolher os artistas?
Dos artistas ao vivo que selecionámos, escolhemos artistas que tinham músicas novas a serem lançadas - garantindo que todas as apresentações no festival fossem frescas e excitantes para o nosso público. Como disse anteriormente, também queríamos que muitos artistas portugueses participassem - algo que certamente continuaremos em 2019.
É comum que nos festivais alguns artistas realizem alguns pedidos mais excêntricos à organização. Há algum que vos tenha surpreendido particularmente?
Depois de anos a trabalhar na indústria da música não há muito que nos surpreenda. Para a Nova Batida todos os artistas do line up deste ano mostraram-se muito humildes.

No que se diferencia o vosso festival dos outros?
Acho que é uma combinação de muitas coisas diferentes. O festival principal está dentro dos locais super coloridos e criativos do Village Underground e da LX Factory, mas também há uma festa na praia no domingo dedicada aos participantes que pretendem estar junto da natureza. Temos uma linha de música ampla, mas coesa, da qual estamos muito orgulhosos e sabemos que haverá alguns momentos loucos quando Little Dragon, Mount Kimbie e outros subirem ao palco, mas também mal podemos esperar que os festivaleiros descubram os seus novos DJs favoritos numa área diferente. Também é diferente em que há uma grande comunidade de amantes da música do Reino Unido, França e Alemanha a visitar a cidade, mas também haverá uma grande percentagem de moradores locais no coração da festa. Mal podemos esperar que as vidas destes amantes da música de toda a Europa colidam - vai ser um momento encantador.

Além da componente musical, o que poderão assistir os festivaleiros do Nova Batida?
Temos várias atividades extras disponíveis, desde aulas de surf até aulas de ioga, festas em barcos e muito mais.

Em futuras edições, a cidade de Lisboa continuará a ser o local de eleição para acolher este festival?
Sim, vamos colocar bilhetes da edição de 2019 à venda em breve, apenas um ano do Nova Batida em Lisboa não chega. Vemos isso como um projeto de longo prazo e esperamos ser muito, muito felizes aqui.

Que recomendações gostaria de deixar aos festivaleiros?
Para aqueles que ainda não tiveram a experiência de ir a um festival de música em Lisboa, vão ser bem recebidos. Para os que já foram a eventos do mesmo género, já sabem o quanto se vão divertir!
 
Publicado em Business
Em parceria com a ESCS FM, a APORFEST - Associação Portuguesa de Festivais de Música, lançou recentemente o programa radiofónico "Cabeça de Cartaz" que pretende dar voz aos responsáveis, executantes e artistas dos festivais de música.

A estreia contou com Jorge Silva, diretor do festival Bons Sons, numa conversa informal que durou cerca de uma hora. "Cabeça de Cartaz" é um projeto quinzenal que terá conversas, várias rúbricas e música escolhida pelos convidados.
 
A APORFEST tem por missão defender os interesses e direitos de todos os Associados, a nível nacional como internacional, bem como contribuir para o desenvolvimento e profissionalização de todos os stakeholders da área dos festivais de música em Portugal.
 
Ouve aqui o primeiro episódio de "Cabeça de Cartaz".
Publicado em Mix
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100% DJ. Projeto editorial independente cujos valores se guiam pelo profissionalismo, isenção e criatividade, tendo como base de trabalho toda a envolvente da noite nacional e internacional, 365 dias online.

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