22-01-2019

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sexta, 03 agosto 2012 21:59

“Sou eu, a música e as pessoas”

Tinha quinze anos quando começou a prestar uma certa e especial atenção à música e a demonstrar maior interesse pelo que se vendia na loja de discos do pai - a primeira em Portugal a importar dos EUA máxi-singles de música de dança, área que começou desde logo a reparar com outros olhos.
Aos vinte anos começou a animar o ambiente em discotecas e não demorou muito até começar a atuar lado a lado com nomes de referência da dance music. Em 1994 juntou-se ao conhecido Rui da Silva e criaram o projecto ‘Underground Sound of Lisbon’. Mais tarde nasceu o tema "So Get Up" que rapidamente se espalhou pela rota mundial da música electrónica. Ganhou 25 contos no primeiro cachet. Hoje, além da profissão de DJ, é gerente da Indústria no Porto, e faz um programa de rádio na Antena3. É considerado em Portugal como um verdadeiro ícone da noite. Num excelente fim de tarde, antes da sua atuação no Rock In Rio Lisboa, tivemos uma agradável conversa com ele. Dispensa apresentações. DJ Vibe em entrevista.

 

Como descreves atualmente a noite em Portugal?
Já teve melhores dias, mas acho que continua a haver muita casa e muita oferta. Hoje em dia, devido às circunstâncias em que o país se encontra, há uma grande limitação… Mas enquanto houver noite e festas as pessoas vão continuar querer divertir-se.

És um DJ que percorreu várias gerações, sendo um dos principais pioneiros da música eletrónica em Portugal. Quais são para ti, as principais diferenças entre gerir um set hoje e há 20 anos atrás?
Não são muitas. Hoje o que é diferente passa pelo facto do público ser outro, a música também é outra, a forma como se toca também é outra, a tecnologia que apareceu veio ajudar de certa forma, a melhorar a performance, mas a maneira como o set é preparado ou pensado, é exatamente a mesma coisa. Não há grande diferença.

Vens de uma época que o som caloroso do vinyl envolvia as pistas de dança mas atualmente tocas com o sistema digital.
Defendes que o digital é o futuro e uma mais valia para o djing?
Eu sou defensor de tudo o que possa ajudar nas minhas performances. Se isso passa, pelo digital…
Não quer dizer, que não continue a comprar vinyl, passo tudo a digital, mas realmente as tecnologias vieram ajudar bastante, principalmente para quem viaja como eu, para deixar de andar com caixas de discos de quarenta quilos cada uma, e hoje em dia está tudo num computador e se calhar até levo mais música, e é bastante mais prático.
Acho que a tecnologia que apareceu serviu essencialmente para ajudar a trabalhar melhor ainda.

Mas és um adepto da qualidade e tens preferência por material analógico...
Hoje em dia os próprios sistemas mais recentes, já estão mais ‘afinados’ para poderem tocar o digital. Obviamente que não dá para fazer uma comparação: Estás a tocar um disco de vinyl num sistema analógico ou estás a tocar uma faixa em MP3 num sistema digital – são diferentes. Por outro lado, a maior parte da música que se faz hoje, também, toda ela é mais eletrónica do que era há uns anos atrás. Antigamente podia-se usar elementos mais acústicos, samples, etc. Hoje em dia, não é tanto assim, pelo menos nesta fase. Não quer dizer que não venha a acontecer daqui a uns meses, comecem a aparecer. E depois lá está… as origens são analógicas mas depois tocam-se em digital.
Para mim, o essencial é sentir-me confortável, ter um sistema de som que possa responder. Se é digital ou analógico… já não me faz diferença.

 

"Para mim, o essencial é sentir-me confortável, ter um sistema de som que possa responder. Se é digital ou analógico... já não me faz diferença"

 

Ultimamente tens estado ausente no que diz respeito a produção. Podemos esperar novos temas teus para breve?
Sim. Estou a trabalhar nalguns temas novos. Tive parado durante alguns tempos, devido à discoteca no Porto que foi um projeto grande, mudei-me para o Porto, agora estou de volta a Lisboa. Espero até ao final do Verão já ter algumas coisas para poderem ser tocadas.

Fala-nos um pouco sobre o Indústria…
O Indústria foi uma coisa que não foi pensada, não estava à espera de me envolver assim num projecto… mas aconteceu e todas as minhas energias de há dois anos para cá, estiveram viradas para a Discoteca. Construir um clube com aquelas características não foi fácil, mas felizmente a agora está a ‘rolar’ e estou muito satisfeito com o resultado da casa. Está a trabalhar bem com uma grande diversificação de DJs.

A tua presença no Rock In Rio tem sido assídua. Fala-nos um pouco dessa experiência…
Sim, tenho tocado praticamente em todas as edições tanto de Lisboa como de Madrid. No Rio de Janeiro não foi muito feliz, pois toquei numa hora complicada, mas no geral tem disso uma boa experiência. De todos, para mim, o melhor Rock In Rio é o de Lisboa, por causa de todo o envolvimento. O Parque da Bela Vista é realmente espantoso para se fazer este tipo de eventos e de todos os que eu tive presente, destaco sempre o de Lisboa.

Na tua opinião, qual é a característica que um DJ tem de possuir para se consolidar no mercado atual?
Penso que há dois ou três factores importantes. Um deles é gostar mesmo de música, outro é dedicar-se a isso e essencialmente tocar para as pessoas.
Eu sou de uma geração, e de uma escola, se é que existe… que ‘sou eu, a música e as pessoas”. Toco para as pessoas e o importante é perceber que as mesmas estão a divertir-se pela música que estou a tocar e não por me verem a fazer umas ‘palhaçadas’.

 
Publicado em Entrevistas
Tiago Barros, conhecido no meio por Djeff Afrozila, nasceu num verdadeiro cruzamento de culturas, na grande Lisboa, mas é em Angola que vive. Desde os seus 15 anos tem como inspiração maior o produtor que é referência global na arte da mistura Erick Morillo. Entrega-se de corpo e alma na cabine e acrescenta aos seus sets vários ritmos quentes e africanos, que têm abalado as pistas de dança nacionais e internacionais. Em entrevista exclusiva ao Portal 100% DJ, considera que o mais importante para si, é fazer com que todas as pessoas saiam da festa a sorrir, desafio que tem sido conseguido com distinção. Fala também da sua carreira, da atual música eletrónica e do seu futuro profissional, que certamente irá dar muito que falar. Eis Djeff Afrozila na primeira pessoa.

 

Como defines os DJ sets que tens reproduzido por onde tens passado?
Os meus sets são cheios de alegria, boa energia e uma boas vibes. Tento sempre fazer uma viagem agradável para que as pessoas consigam divertir-se e dançar muito. O que é realmente importante para mim é fazer com que todos saiam da festa a sorrir.
 
O que achas do panorama atual português em relação à música eletrónica?
O panorama português relativamente à música eletrónica cresceu e evoluiu muito nos últimos anos. Hoje em dia existem públicos e festas para os vários tipos de eletrónica. Sinto também que está em fase de mudança e a nova geração que ouve música eletrónica começa a preocupar-se mais com a qualidade musical, o que é muito importante para crescer com saúde. 
 

Muitas pessoas estão fartas de ouvir sempre o mesmo e então começam a procurar novas tendências (…)

 
Tens atuado com mais frequência em Portugal. Achas que esse facto está relacionando com o teu estilo de música?
Realmente tenho atuado bastante em Portugal e sinto que a minha música começa a ser cada vez mais reconhecida e bem aceite por onde passo. Muitas pessoas estão fartas de ouvir sempre o mesmo e então começam a procurar novas tendências e música agradável tanto de se ouvir como de dançar. Acho que esse é o motivo pelo qual tenho tocado cada vez mais em Portugal.
 
Deixas uma marca por onde tens passado. Transmites uma alegria contagiante com os teus DJ sets. Tens algum segredo?
Não existe nenhum segredo. Simplesmente faço o meu trabalho, o melhor que sei e, por sinal, é o que mais gosto de fazer na vida. 
 
Qual foi o sítio que te marcou mais em Portugal?
Tenho várias e boas lembranças de muitos sítios, mas acho que as primeiras vezes que vim tocar a Portugal, depois de estar a viver em Angola, ao RS Dreams na margem Sul marcaram o início de algo.
 
Existe algum evento em particular que se destacou mais até hoje?
As noites no clube Pedra do Couto, têm sido de se tirar o chapéu. Sempre que lá vou tocar é so alegria até às tantas! 
 
Tens novas producões que nos possas desvendar?
Tenho vários temas novos já prontos, mas acho que a que vai dar que falar será uma colaboração que fiz com os Homeboyz de Angola denominada “Reborn”. Vai sair pela minha editora “Kazukuta Records”!
 
 
Achas que o estilo afro house e soulful veio para ficar?
O afro house e o soulful sempre cá estiveram. A única diferença é que, neste momento, as pessoas já começam a ouvir música de uma outra forma. O estilo soulful sempre foi mais apreciado por um público mais “reduzido” e amantes de boa música, mas este público tem vindo a crescer a passos largos a cada dia que passa. O afro house, hoje em dia, tem mais produtores a fazer música e DJs a tocar, logo é normal que comece a tornar-se mais comercial. Mas sem dúvida que o bom afro house ficará por muitos anos.
 
Que planos tens para o verão que se aproxima?
O Algarve este ano vai estar em chamas de novo e talvez haja mais novidades no que toca a festivais...
 
Que conselhos deixas para a nova geração de DJs?
Acho que é importante criar bases e alargar o conhecimento sobre o verdadeiro house music, o que foi feito no início. Para além de saber a história, os que nos inspiram e todo o seu enredo, ouvir muita música antiga dentro das várias sonoridades da eletrónica. Ter os pés bem assentes na terra e trabalhar muito, sendo sempre genuínos. Sonhar faz bem, mas é necessário ter noção das coisas e da vida. Existem muitos softwares que ajudam, logo é importante saber tocar como se tocava no início. Hoje em dia, ser apenas DJ já não é suficiente, é necessário fazer música e mostrar a nossa visão, para que as pessoas entendam o que nós tocamos. Depois é fazerem-se à longa estrada que vos espera, porque só vai conseguir fazer carreira quem realmente fizer as coisas por amor. 
 
 
Segue Djeff Afrozila nas Redes Sociais
     
 
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O DJ português Steven Rod encontra-se em Miami, com várias atuações marcadas durante a semana da música eletrónica, em clubes como Ora, D-A Vila Downtown, Ocean’s Tem Ocean Drive e Seaspice. Estivémos à conversa com o artista acerca da cidade norte-americana, do espírito da Miami Music Week e da sua carreira.
 
Já atuaste em Miami por várias vezes, quase já é a tua segunda casa. Além de boa energia, o que consideras importante transmitir ao público durante estes cinco dias?
Sim é verdade, já são alguns anos a atuar em Miami e podem acreditar que cada vez mais me sinto em casa, tem sido uma caminhada fantástica. Na semana do Miami Music Week, a maior parte das pessoas vem para cá com o espírito de festa, à procura de grandes eventos com os melhores artistas do mundo! Toca-nos a nós que estamos em cima dos palcos dar um grande show e acima de tudo fazer algo que ninguém está à espera, apresentar temas novos e fazer com que as pessoas passem realmente um bom momento. Nesta semana, Miami está repleto de várias culturas, pessoas de todas as partes do mundo e é sem dúvida fantástico podermos mostrar o que tenho vindo a trabalhar ao longo deste tempo.
 
Na área dos eventos o que encontras em Miami que não existe e fazia falta em Portugal?
O clima! O ambiente tropical. Cada evento é uma experiência, cada evento ensina-nos algo diferente e na verdade eu penso que é a vontade que as pessoas têm de ouvir uma boa sessão. Sinto que aqui vão a um evento e esperam ouvir algo diferente, têm vontade de ouvir o que o DJ tem para lhes mostrar. Não vou dizer que nunca senti isso em Portugal, já senti mas gostava de ver ainda mais esse espírito no meu país. Acredito que no futuro isso vai acontecer. Gostava também que este tipo de eventos em clubes começassem mais cedo, como aqui em Miami.
 
Atuar no Ultra Music Festival é uma meta que pretendes alcançar?
Sem dúvida! Todos sonham em subir ao palco do Ultra Music Festival em Miami. Já alcancei tantas coisas na minha vida que até eu mesmo pensava que nunca iria lá chegar... Porque não continuar a trabalhar para conseguir isso?! 
 
Qual é a sensação de representar Portugal na Miami Music Week?
A sensação é muito boa e torna-se ainda melhor quando sentes o apoio do público português, seja daqueles que estão por cá ou os que me seguem diariamente nas minhas redes sociais. É brutal, muito satisfatório ver e reconhecer portugueses nos eventos onde estou a atuar!
 
Que novidades a curto prazo podes desvendar a cerca da tua carreira?
Felizmente como em todos os anos vou ter o calendário repleto de grandes eventos em Portugal e também em outros países. O início de 2018 foi absolutamente incrível e assim vai continuar! Há também umas colaborações com um artista nacional e outra com um grande internacional e espero que o prazo seja mesmo curto para poder relevar o trabalho que tenho vindo a fazer.
 
Que mensagem gostarias de deixar aos leitores e seguidores do Portal 100% DJ?
Continuem a apoiar a música eletrónica em Portugal e nunca deixem de marcar a vossa presença nos eventos que são produzidos no nosso país. Temos muita qualidade e podemos ser o melhor party people do mundo!
 
Publicado em Entrevistas

A música corre-lhe nas veias. Encara o dia-a-dia com naturalidade e "energia" é a palavra que melhor o define. Aos 25 anos, Hardwell transforma um sonho realidade. Tornou-se o DJ número um do mundo - cimentado, desta feita, a sua posição na cena eletrónica mundial, sendo o mais novo DJ a conquistar o cobiçado Top 100 da Revista Britânica DJ Mag. A ascensão do menino da cidade de Breda (Holanda) tornou-se um conto inspirador para todos, relatado na primeira pessoa no documentário 'I Am Hardwell' - que será exibido em várias salas em todo o mundo - desenvolvido com o lema "Se você pode sonhar, você pode fazê-lo".

A poucos dias da sua vinda a Portugal, o Portal 100% DJ foi ao encontro de Hardwell, para saber quais as suas expectativas e a resposta foi direta: "Vai ser brutal!", estando o DJ holandês à espera de uma "festa selvagem" no próximo dia 14 de dezembro, em Lisboa. Na entrevista exclusiva, o DJ e produtor falou do importante prémio recebido, de Portugal, do evento 'I Am Hardwell' e revelou quais os seus planos para concretizar no próximo ano.

 

Antes de mais, queremos felicitar-te em nome de todos os teus fãs portugueses. Como é que te sentiste quando foi revelado o teu nome nos prémios da DJ Mag?
Fiquei sem palavras e ainda estou estupefacto! Tive um sorriso de orelha a orelha durante duas semanas.
 
Consideras este prémio um marco importante na tua carreira? É uma responsabilidade de peso ter este prémio nas mãos?
Estou muito orgulhoso e sinto-me honrado em ter sido votado para o número 1 e é definitivamente um marco importante para mim, mas não é tudo. A minha música é a coisa mais importante e desde que os fãs estejam contentes com ela, tudo é secundário.
 
Se pudesses dedicar o prémio a alguém, a quem seria?
Aos meus fãs, por mostrarem todo o seu apoio e acreditarem em mim ao longo do caminho.
 
Descreve em três palavras o evento 'I Am Hardwell'...
O, melhor, incrível, espetáculo… ok, são quatro palavras, mas prometo será uma festa fantástica.
 
Desta tour mundial qual foi até agora o gig que mais te surpreendeu e porquê?
Não consigo escolher apenas um, pois são todos diferentes, no entanto estou a gostar imenso dos espetáculos ‘I Am Hardwell’. A produção, a energia de cada evento… nunca senti nada igual.
 
Que feedback tens tido nos outros países?
Muito, muito feedback positivo. Tem sido muito divertido até agora e mal posso esperar para vos levar este espetáculo, porque vocês vão adorar.
 
Quais são as tuas expectativas para o próximo dia 14 de dezembro no Meo Arena?
Vai ser brutal! Estou à espera de uma festa «selvagem».
 
Vais trazer o teu amigo Dannic. Consideras que a ajuda que lhe tens dado, serviu também para o impulsionar a nível mundial?
O sucesso do Dannic tem sido feito por ele próprio. Somos bons amigos e conhecemo-nos há muitos anos e ele sempre foi muito dedicado à sua música e ao djing. Ele é extremamente trabalhador e tem uma boa visão. Estou muito contente de o ver a dar-se muito bem com a sua música.
 
O que é que te vem à cabeça quando se fala em Portugal? Que referências tens?
Praias incríveis, marisco e que deu ao mundo alguns futebolistas famosos.
 
O que é que gostarias de conhecer melhor em Portugal?
Estou desejoso de poder passar algum tempo no vosso país nesta viagem e experienciar mais da vossa cultura e da maravilhosa comida.
 
Que planos tens para concretizar em 2014?
Em 2014 será tudo à volta da música. Quero concentrar-me em acabar o meu primeiro álbum como artista. Também estou a concentrar-me na minha tour mundial 'I Am Hardwell' e pretendo levá-la a mais destinos à volta do mundo. O próximo ano vai ser muito ocupado e um período excitante para mim tanto em estrada como no estúdio.
 
Tens em vista a edição de mais trabalhos de produtores portugueses na tua editora Revealed?
Estou aberto para trabalhar com diferentes escritores, cantores e produtores de todo o mundo, e claro que seria muito bom trabalhar com portugueses. Alguma sugestão?
 
Que mensagem gostarias de enviar para os teus fãs portugueses e leitores do Portal 100% DJ?
Obrigado pelo suporte contínuo que me têm dado. Estou desejoso de poder «rebentar» a vossa festa dia 14.
 

 

Publicado em Entrevistas
MINDSKAP, ou João Pereira, é o nome do português de 29 anos que produziu recentemente um remix oficial para o tema “Ghosttown” de Madonna. A sua carreira como DJ teve início no ano 2000, mas apenas cinco anos depois é que começou o seu legado discográfico, sendo agora representado pela Citrusonic, de Los Angeles.
 
O produtor, natural de Santo Tirso, foi o primeiro português a remisturar oficialmente temas de artistas como Pet Shop Boys, Cher e Madonna. Algumas das suas faixas foram lançadas em editoras prestigiadas como a Motown Records, Yoshitoshi (da dupla Deep Dish) e a Intec (de Carl Cox) e alcançaram, por vezes, o top 5 de diversas plataformas como o Beatport, Traxsource e Juno.
 
A grande oportunidade de remisturar um tema de Madonna surgiu devido ao “reconhecimento do trabalho anteriormente realizado”, confessou MINDSKAP, em entrevista exclusiva ao Portal 100% DJ. Estas chances não acontecem “da noite para o dia” e o seu percurso musical, apesar de ser um pouco desconhecido a nível nacional, pode ter “despertado a atenção da indústria internacional”.
 
A notícia de que ia produzir o remix da faixa de Madonna foi recebida de surpresa: “Nem estava a acreditar, é uma enorme responsabilidade quando se trata de remisturar a Rainha da música Pop. Foi um misto de ceticismo do que estava a acontecer, com a determinação em cumprir o prazo de entrega, a multiplicar pela tortura de esperar pela decisão final”. MINDSKAP afirmou ainda que “não é fácil tornar uma balada romântica numa música de dança, sem recorrer ao mainstream”.
 
Para a remistura, o artista tentou, como sempre, fazer a sua própria “interpretação do tema original, independentemente” do uso de “muitos ou poucos elementos”. “Ghosttown (MINDSKAP Remix)” é “uma versão dub, mais underground e um pouco dark, porque é essa a visão apocalíptica que se tem de uma ‘cidade fantasma’”, revelou João.
 
O sucesso do single foi imediato. Não é por acaso que Madonna é considerada a Rainha da música Pop. “Ghosttown” alcançou o primeiro lugar da tabela Dance Club Songs e o remix de MINDSKAP contribuiu também para o êxito, tendo posteriormente recebido destaque por parte da prestigiada revista Billboard, juntamente com Armand van Helden e Don Diablo.
 
Há muito tempo que a eletrónica está de mãos dadas com a música pop. Madonna, “no início da sua carreira chegou a atuar no mítico Paradise Garage, onde gravou o seu primeiro videoclip e já desde esse tempo que tinha amigos que eram DJs”, tendo depois colaborado com grandes nomes como Junior Vasquez, Paul Oakenfold, Martin Solveig ou Avicii. João Pereira afirmou também que a cantora norte-americana lança sempre remixes dos seus temas “de artistas dos mais variadíssimos estilos, seja mainstream ou underground”. “A Madonna é uma artista completa e visionária, sabe muito bem diferenciar o que é moda e reconhecer o que tem potencial. Ela sempre foi reconhecida por contribuir com temas originais e remixes direcionadas para as pistas de dança.”, concluiu MINDSKAP.
 
Publicado em Artistas
A paixão pelo DJing começou bem cedo, por volta dos 14, 15 anos, ainda no "seu" Alentejo, mais concretamente em Beja. Agora, poucos são os cantos do mundo que não conhecem o DJ Christian F, muito por culpa do mega-hit "Bring It On Now". Afirma, nesta entrevista exclusiva ao 100% Deejay que quer "continuar a trabalhar, cada vez mais e melhor" e o seu mais recente "Sunset Lovers", em colaboração com o DJ Gonzalez e a cantora Filipa Sousa é a prova disso mesmo. Crente no lema "o que é nacional é bom", Christian F prepara novidades para breve. O terceiro sucesso está a caminho.
 
 
Como foste "parar" dentro de uma cabine?
Tudo começou nas famosas rádios das escolas - neste caso em Beja - onde ganhei vontade em querer transmitir a todos o que vinha na minha mente a nível musical. O gosto pela rádio já tinha começado antes, mas a paixão pelo mundo do DJing começou por volta dos meus 14, 15 anos. Fui então "contratado" para tocar nos intervalos das aulas e para fazer as matinés/festas da escola. Foram sem dúvida as minhas primeiras experiências numa cabine de DJ, mas num formato ainda muito "caseiro" e sem pensar no que estava ainda para vir.
 
Onde tocaste pela primeira vez? Descreve-nos a sensação…
A primeira vez que toquei numa casa com público (2.150 pessoas nessa noite) tinha eu 15 anos… foi no Bar das Piscinas em Beja, onde eu estava a fazer companhia ao DJ Paulo Abreu (na altura era o DJ residente da casa e foi a pessoa que me ensinou os primeiros passos da minha carreira) que sempre acreditou em mim e que, na altura "inventou" uma desculpa para sair da cabine, deixando-me completamente sozinho e aí tive que me desenrascar! Correu muito bem e desde aí comecei a fazer as folgas do Paulo e tudo começou mais a sério. Foram, sem dúvida, momentos únicos que nunca irei esquecer!
 
Consideras que o DJing está em crise?
Não considero que esteja em crise, já que diariamente surgem novos DJs por todo o lado. Nos dias de hoje, com a crise geral que se faz sentir, acho que é uma profissão que todos querem ou gostariam de ter (alguns pensam ser dinheiro fácil). Não basta ter os temas da "moda" e "saber" misturar... há muita "coisa" por trás que muitos nunca irão saber, nem nunca irão viver/sentir. Para mim, quem tem qualidade e força de vontade irá sempre continuar a trabalhar. Simplesmente não podemos desistir de lutar! Temos que saber enfrentar todos os obstáculos e gerir a carreira da melhor forma.
 
O que mudou com as três importantes nomeações que já recebeste?
Foram sem dúvida um marco muito importante na minha carreira, uma vez que na altura ainda estava a viver no Alentejo e era residente no S-Club em Castro Verde. De repente vejo o meu trabalho reconhecido pela revista Portugalnight. Fiquei bastante motivado e agradecido por todos os que apostaram e votaram em mim. Mais uma vez, deixo o meu agradecimento.
 

"Se as casas trabalharem bem, acaba sempre por haver um retorno positivo para mim. Os nossos "patrões" são os clientes e não os donos das casas [...]"

 
A noite portuguesa, ainda é o que era?
Muita coisa mudou, como já respondi numa questão anterior. Muitas casas abriram, outras fecharam, outras mudaram de nome ou gerência.
No meu ponto de vista, tento sempre adaptar-me ao presente e continuar a trabalhar mais e melhor. Se as casas trabalharem bem, acaba sempre por haver um retorno positivo para mim. Os nossos "patrões" são os clientes e não os donos das casas... nunca se esqueçam disso. Outra coisa muito importante é a humildade, tanto nos artistas, como nos donos/staffs das casas. Dou muito valor quando me dizem "és humilde", mas sou simplesmente... eu.

 
Quando e como decidiste 'vou produzir uma música'?
Já produzia há algum tempo, mas nunca decidi editar um tema, pois pensava não ter ainda chegado a altura certa. Como acredito que em equipa as coisas funcionam melhor, decidi falar com alguns DJs produtores, cantores e produtores de vídeo, para em conjunto ganharmos motivação e iniciar projectos que fizessem sentido - foi o que aconteceu. Nos últimos dois anos editei dois temas, dois videoclips (obrigado à ISpot), saíram vários remixes, atingi Tops de vendas, entrei em chart's de vários DJs e Rádios nacionais e Internacionais... o que me deixa bastante contente e motivado em continuar a trabalhar.

 
2011 foi ano do lançamento do teu primeiro original. Foi fácil produzir a "Bring It On Now"?
Não foi fácil, uma vez que era o primeiro tema com voz e queria que este se tornasse numa canção e não apenas um tema de House. Quero principalmente que as pessoas se identifiquem com as letras, com as harmonias e sintam emoções. Penso que o resultado foi muito positivo e tenho a agradecer ao Mike Van Rose pela parceria, à Lia pela voz, à Marta Pires pela letra e à Exclusive Records (Vidisco), pois sem eles nada seria possível.
 
Este ano ‘Sunset Lovers’ está a fazer sucesso. Porquê este nome? É derivado à tua "veia" algarvia? Inspiraste-te em quê?
A Marta Pires foi novamente a letrista - sem dúvida um dos pilares mais importantes em todas as produções que fiz - e decidi juntar-me com o DJ Gonzalez e com a Filipa Sousa (Vencedora do Festival da Canção RTP e que foi representar o nosso país a Baku no EUROVISION SONG CONTEST 2012). O sucesso do tema "Sunset Lovers" é simplesmente graças ao público maravilhoso para quem toco e graças a esta equipa fantástica que acreditou que seria possível fazer um tema que se identificasse com o Verão e com as famosas Sunset Parties que se realizam no Mundo inteiro.
Muitas pessoas pensam que sou Algarvio, mas sou Alentejano! Claro que tenho uma veia Algarvia e daí ter feito um tema a pensar muito nas nossas praias e Sunset's que todos os dias transmitem emoções e energias positivas a todos nós. Felizmente o tema já é reconhecido internacionalmente, nomeadamente em Angola, Brasil, Moçambique, USA, Suíça, Alemanha, Espanha... Fico muito contente de sentir este feedback em relação aos temas que produzo. Vamos continuar a espalhar a produção nacional pelo Mundo. O que é nacional é bom e dou, desde já, também os parabéns a todos os meus colegas DJs/Produtores que diariamente lutam pela sua carreira.
 
Quanto tempo demorou a produzir, incluindo o vídeo-clip?
Tanto a "Bring It On Now", como a "Sunset Lovers" levaram praticamente o mesmo tempo a serem produzidas. O tempo... foi o necessário para que tudo estivesse realmente como nós acreditávamos que estaria pronto a sair. (risos)
 
Qual dos temas, te deu mais gozo produzir?
O primeiro é sempre o primeiro, mas o segundo é sempre o segundo. O terceiro está a caminho…
 
Que projetos tens na manga?
O meu principal objetivo é que as pessoas se sintam bem quando ouvem os meus temas ou me ouvem a tocar. Quero continuar a trabalhar, cada vez mais e melhor, quero aprender muito mais, quero estar cá para dançar muito e fazer dançar. Obrigado por me fazerem feliz. Em relação a novos projetos, brevemente irei ter novidades.
Muito obrigado à 100% Deejay pela entrevista, tudo de bom.
 
 
Publicado em Entrevistas
Portugal está atestado de novos talentos e há quem considere que exista espaço para mais. O nosso próximo entrevistado, com a simplicidade e simpatia que possui, já adquiriu um lugar cativo nesse mesmo espaço. Frechaut tem 21 anos de idade e leva a profissão de DJ a sério, onde se considera 'um amante da música eletrónica'. Nesta entrevista exclusiva, revela uma interessante filosofia que tenta colocar em prática quando está na cabine. Este jovem DJ/Produtor foi pioneiro em Portugal no investimento da sua promoção através das redes sociais e explica o porquê dessa aposta. Fala-nos ainda das suas referências e considera - cada vez mais - que o 'nacional é bom'. A terminar conta-nos quais os seus projetos para realizar a curto prazo e envia uma mensagem de agradecimento aos seus seguidores. Na primeira pessoa: DJ Frechaut.
 
 
Para quem não te conhece: Quem é o DJ Frechaut?
O DJ Frechaut é um jovem DJ, sobretudo um amante da música eletrónica, e que leva a profissão de DJ a sério. Tem as ambições que qualquer jovem tem e que já possui algum trabalho desenvolvido.
 
Atuaste pela primeira vez numa discoteca aos 17 anos. Antes desse momento, tinhas alguma ligação à música ou eras apenas um 'curioso musical'?
Eu antes disso não tinha qualquer ligação. Tinha apenas alguns familiares que se dedicavam à música mas que eu não dava grande importância. Foi a música eletrónica que me despertou o lado musical. Toquei saxofone durante dois anos e, de momento, estou a dar uns ‘toques’ no piano, que comecei a aprender há cerca de 8 meses, mas são apenas entretenimentos para experimentar algo diferente. A eletrónica é de facto a área em que me encontro a 100%.

Não é que tenha sido há muito tempo atrás, mas lembraste quais as músicas que passavas mais na altura?
Lembro-me que tocava e também gostava muito de ouvir as tendências dos holandeses, faixas de Ralvero, Hardwell, Gregor Salto, por aí…, que surgiram antes do DirtyHouse..
 
Já partilhaste também a cabine com vários nomes. Qual o artista que gostarias de destacar e porquê?
A nível internacional foi, sem dúvida, o Chuckie e o Ralvero. Para mim, o Chuckie é uma referência a nível internacional na sua forma de tocar, tem uma excelente técnica e consegue fundir atuação, interação com o público e a técnica em si na arte do DJing. Na parte nacional não tenho grandes referências e, por vezes, até encontro residentes tão bons ou melhores que os convidados que, no entanto, são referências, mas que para mim não me impressionaram muito pela positiva. Mas, sem dúvida, possuem o seu carisma e obviamente são superiores.

E consideras que o nacional é bom e tem valor?
Acho que sim e cada vez mais. Antigamente não acreditava muito e achava sempre que a melhor música estava lá fora, mas hoje em dia, para o que eu ando a ouvir, consigo defender esse conceito.
 
Quanto tempo passas no teu estúdio?
Cerca de duas horas por dia.
 
Na tua biografia referes uma filosofia quanto atuas "Agradar ao maior número de pessoas sem recorrer ao 'pimba'. O que consideras 'pimba'?
Para mim o 'pimba' é um mix daquela música que já passa nas discotecas há mais de um ano - um hit - tenha qualidade ou não, e as músicas populares, ou seja temas brasileiros e "vidas loucas das Fannys". É verdade que há casas onde se tem que passar isso e os DJs vêem-se aflitos, porque, tal como eu, não querem passar este tipo de coisas, mas na pior das hipóteses, sei lá... recorram a bootlegs onde dá para cantar o refrão da 'palhaçada' e depois 'levam' com o house em cima.
 

Hoje em dia as pessoas têm de se mostrar - há muita gente, há muita concorrência.


Mas existem pessoas a consumir esse pimba...
Com um bocado de pena minha, sim. Mas eu também considero importante esse tipo de música existir porque no fundo é para divertir as pessoas... e as pessoas todas falam mal mas depois adoram e cantam quando as ouvem nas discotecas. No dia seguinte, um bocado mais sóbrias, dizem que o DJ foi mau porque tocou aquela música, mas na altura gostam imenso. É um mercado que está com muita força, mas há que lutar pelos nossos valores, neste caso para o 'meu' house..
 
Em Portugal, foste dos primeiros artistas a investir (patrocinar) na tua página no Facebook. Consideras importantes as redes sociais na promoção de umj artista? Em que aspectos?
Sim, é importante e neste caso prefiro pagar um valor monetário por mês do que estar a aborrecer as pessoas - como vejo muito - a pedir 'gostos'. Isso é de todo, o que eu não gosto, porque quero sentir que as pessoas meteram 'gosto' na página de livre vontade e não por obrigação. 
Hoje em dia a promoção de um artista nas redes sociais é importantíssima. As pessoas estão a um clique de serem ouvidas e de mostrarem o seu valor e a sua capacidade e penso que o caminho é por aí, sem dúvida. Hoje em dia as pessoas têm de se mostrar - há muita gente, há muita concorrência..
 
E a concorrência é saudável?
Sim, é saudável. Eu defendo um aspecto importante que é: quantas mais pessoas exercem uma profissão, mais apurada fica a mesma. Ou seja, as pessoas têm necessidade de evoluir, porque não basta um DJ dizer que sabe misturar, que vai ter imenso trabalho até porque hoje em dia qualquer DJ que misture mal ou bem, com truques ou não, consegue fazer o trabalho quase todo parecido. Portanto quanto mais concorrência houver, mais as pessoas desenvolvem as suas capacidades porque é obrigatório. Por exemplo, hoje em dia os DJs têm de produzir muito bem, se quiserem trabalhar mais e serem reconhecidos como bons artistas.
 
Na tua opinião a noite está bem e recomenda-se?
Tenho sempre que defender os meus valores, e acho que a noite não está nada bem. Há também dois aspetos que tenho de referir: As pessoas estão a gostar cada vez mais da música fácil - por exemplo, a música brasileira que parece que veio para ficar, pelo menos na capital, que é de onde eu sou e, infelizmente é assim. Há, no entanto, o outro lado da moeda, as pessoas estão a aderir mais a Alesso e Avicci, muito por culpa dos festivais, o que é muito satisfatório porque desenvolve o 'nosso' house. Mas a noite de Lisboa e arredores, que é a que conheço melhor, podia ter melhor gosto, realmente...
 
Quantas faixas tens produzidas?
Não sei o número certo. Mas sou uma pessoa que 'esconde' as produções. Tenho muitos projetos em casa que por vários motivos não mostro, porque não estão com qualidade suficiente ou porque não se enquadram na transição das músicas que tenho apresentado. Não gosto de mostrar previews, porque às vezes nem se acabam esses previews... Prefiro guardar para mim, nas minhas pastas e ninguém conhece, a não ser algum amigo. Mas número certo de produções não sei. Tenho algumas e prontas para sair. 
 
 
Tens também dois vídeo-clips a rodar...
Sim, foram os meus dois primeiros videoclips. O 'In TheSummer Time' já tem cerca de um ano, num registo mais chillhouse e tenho a 'Without YourLove' num registo mainstream, que vai ao encontro dos meus dois principais gostos. Foram dois trabalhos com início, meio e fim.
 
Com quem gostarias de partilhar a cabine?
Com o Roger Sanchez. É o meu ídolo, era um feito enorme. Gostava mesmo de partilhar a cabine com ele e ver o que faz ao vivo. Também gostaria de partilhar com o David Guetta, adorava ver a energia que ele transporta..
 
Essas são também as tuas referências?
Sim, mas se me permites vou dividir: tenho as referências a nível da arte/técnica de DJing e depois a arte de produzir. A nível de DJing, sem dúvida, o Chuckie, LaidbackLuke, Roger Sanchez e o James Zabiela. A nível da produção gosto de Bingo Players, Chocolate Puma, Alesso, Gregor Salto, Franky Rizardo, etc. A nível nacional tenho como referência o Gil Monteverde e o Kura - são pessoas que conheço bem e realmente têm muita qualidade a produzir.
 

A nível de atuações não tenho tido muitas como gostava, mas as que tenho são de valor.

 
Que planos tens para concretizar a curto prazo?
Irei lançar uma nova música, agora para o Verão - vai chamar-se "Beach Feelings" e será uma tendência mais para um registo deephouse, algo tranquilo mas com bom gosto. Depois também tenho outro projecto que me vai ajudar muito, que será a mudança de estúdio. Vou ter um local onde poderei ter a minha zona de trabalho, com bastante qualidade acústica, onde vou conseguir trabalhar mais horas, o que me vai ajudar muito a desenvolver a parte da produção - será um dos grandes objectivos a curto prazo. Pretendo também cada vez produzir mais e aprender mais. E claro, continuar com as atuações. Apesar de nesta fase as pessoas estarem a cortar-se um pouco porque preferem gastar 50 ou 70 euros num DJ que vá ao espaço passar outro tipo de som. Portanto, a nível de atuações não tenho tido muitas como gostava, mas as que tenho são de valor e as pessoas dão-me os parabéns ao final da noite e isso para mim é que conta, não são aquelas noites para encher calendário, que lá está, é por menos dinheiro ou nenhum e as pessoas não dão valor. Hoje em dia as pessoas preferem tocar de borla num sítio que é muito 'in', que está cheio, do que esperar e pedir o seu justo valor...
 
Que mensagem gostarias de deixar aos teus seguidores e aos leitores do Portal 100% DJ?
Gostaria de enviar uma mensagem de agradecimento aos meus seguidores. Gosto muito que as pessoas me peçam opiniões, que me 'chateiem', que me perguntem coisas, conselhos... E também aquelas pessoas que vêm ter comigo no final da noite e me dão os parabéns. Gosto desse tipo de feedbacks, porque nós também vivemos do feedback, e é importante sabermos que existem pessoas que reconhecem o nosso trabalho. Aos leitores espero que continuem ligados, porque realmente em Portugal estava a fazer falta uma plataforma destas. Dou aqui uma especial força para que continue e sempre a melhorar, porque as pessoas precisam de saber o que anda a acontecer na nossa área, sobretudo em Portugal.
 
 
 
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O novo festival de Lisboa - Nova Batida - vai ocupar este fim-de-semana a Lx Factory e o Village Underground, em Alcântara. O cartaz conta com mais de 50 artistas, processo longo que exigiu "muita reflexão e energia" conta a organização em entrevista ao Portal 100% DJ. Além de novos talentos a estreia deste festival traz a Lisboa os suecos Little Dragon, o britânico Gilles Peterson, a dupla Mount Kimbie, o nigeriano Seun Kuti, sem esquecer de talentos portugueses como é o caso de Riot, Octa Push e Rita Maia.
 
O festival começa a partir das 13 horas e além da componente musical terá ainda aulas de surf e ioga, festas em barcos e street food. Para saber quais as espectativas e o que podemos esperar desta primeira edição de festival Nova Batida, o Portal 100% DJ esteve à conversa com Dan Flynn, representante da Soundcrash, produtora londrina que organiza festas de música eletrónica em vários países. O Portal 100% DJ é Media Partner do evento.
 

Quais são as expectativas para a primeira edição de Festival Nova Batida?
Esperamos que a primeira edição seja uma experiência incrível para todos os envolvidos e mal podemos esperar que visitantes do Reino Unido e de outros países de todo o mundo testemunhem em primeira mão a vibração calorosa e acolhedora de Lisboa e dos seus residentes. Escolhemos Lisboa não só por causa da sua cena musical, mas porque é uma cidade próxima ao nosso coração por tantas outras razões. A perspetiva de ter a oportunidade de dar algo de volta à cidade é algo que é muito excitante para nós.

São mais de 50 artistas que fazem parte da programação. Foi difícil conseguir este cartaz? 
Foi um processo que levou muitos meses, então, é claro que demorou muito - construir um cartaz de festival exige muita reflexão e energia. Não poderíamos estar mais felizes com o nosso primeiro line up e estamos felizes em trazer um grupo tão talentoso de artistas. Também foi ótimo que tantos artistas de Lisboa estivessem tão entusiasmados em juntar-se ao cartaz e estamos muito contentes por ter tantos representantes da música eletrónica nacional.

Que critérios tiveram em conta na hora de escolher os artistas?
Dos artistas ao vivo que selecionámos, escolhemos artistas que tinham músicas novas a serem lançadas - garantindo que todas as apresentações no festival fossem frescas e excitantes para o nosso público. Como disse anteriormente, também queríamos que muitos artistas portugueses participassem - algo que certamente continuaremos em 2019.
É comum que nos festivais alguns artistas realizem alguns pedidos mais excêntricos à organização. Há algum que vos tenha surpreendido particularmente?
Depois de anos a trabalhar na indústria da música não há muito que nos surpreenda. Para a Nova Batida todos os artistas do line up deste ano mostraram-se muito humildes.

No que se diferencia o vosso festival dos outros?
Acho que é uma combinação de muitas coisas diferentes. O festival principal está dentro dos locais super coloridos e criativos do Village Underground e da LX Factory, mas também há uma festa na praia no domingo dedicada aos participantes que pretendem estar junto da natureza. Temos uma linha de música ampla, mas coesa, da qual estamos muito orgulhosos e sabemos que haverá alguns momentos loucos quando Little Dragon, Mount Kimbie e outros subirem ao palco, mas também mal podemos esperar que os festivaleiros descubram os seus novos DJs favoritos numa área diferente. Também é diferente em que há uma grande comunidade de amantes da música do Reino Unido, França e Alemanha a visitar a cidade, mas também haverá uma grande percentagem de moradores locais no coração da festa. Mal podemos esperar que as vidas destes amantes da música de toda a Europa colidam - vai ser um momento encantador.

Além da componente musical, o que poderão assistir os festivaleiros do Nova Batida?
Temos várias atividades extras disponíveis, desde aulas de surf até aulas de ioga, festas em barcos e muito mais.

Em futuras edições, a cidade de Lisboa continuará a ser o local de eleição para acolher este festival?
Sim, vamos colocar bilhetes da edição de 2019 à venda em breve, apenas um ano do Nova Batida em Lisboa não chega. Vemos isso como um projeto de longo prazo e esperamos ser muito, muito felizes aqui.

Que recomendações gostaria de deixar aos festivaleiros?
Para aqueles que ainda não tiveram a experiência de ir a um festival de música em Lisboa, vão ser bem recebidos. Para os que já foram a eventos do mesmo género, já sabem o quanto se vão divertir!
 
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Diego Miranda é cada vez mais um nome conhecido e aclamado na música eletrónica nacional e internacional. Tendo já estado presente na famosa lista Top 100 da revista DJMag, foi este ano novamente nomeado para um MTV Europe Music Award, na categoria de Best Portuguese Act. Depois de um verão cheio de atuações em Portugal e no estrangeiro, o DJ concedeu uma entrevista exclusiva ao portal 100% DJ, onde fala sobre a sua carreira, as nomeações da MTV e o seu futuro.

 

Qual foi a tua reação ao saber que estavas novamente nomeado para um Best Portuguese Act dos MTV Europe Music Awards?
Foi com enorme orgulho que soube. É verdade que também tenho trabalhado muito para isso e o facto de ter sido o único português a entrar para o Top100 do mundo, no último ano pela DJ Mag, também deve ter contribuído para isso. Mas esta nomeação tem um sabor diferente porque é uma competição, não só a nível de DJ’s, mas a nível de todos os músicos e bandas. E... como já tinha sido o único DJ em Portugal a ser nomeado pela MTV em 2011, desta vez não estava tanto à espera, por isso é uma grande alegria e uma grande honra poder representar a música eletrónica que se faz em Portugal para todo o mundo. 
 
Quais são as expectativas em relação aos resultados das votações? Acreditas que a competição vai ser renhida?
Provavelmente vai ser difícil, porque há fãs de bandas nomeadas que também são meus fãs, pois tratam-se de estilos completamente diferentes. Mas só posso dizer que vou trabalhar cada vez mais e estou a contar com o apoio de todos os meus fãs que são incansáveis e apoiam-me incondicionalmente. A eles, só lhes posso dizer "obrigado" e que tenho os melhores fãs do mundo. 
 
Pensas que é importante a MTV (e outros meios de comunicação social) dar importância aos DJ’s, uma vez que a música eletrónica tem cada vez mais público? 
Claramente que sim. Temos de saber acompanhar a evolução e hoje em dia os concertos deram lugar a festivais com DJ’s. Se um DJ tem capacidade de mover massas, encher estádios, inclusive como bandas e é um fenómeno, tem de se lhe dar o devido valor como qualquer outro músico ou artista. 
 
Em relação aos últimos meses, qual foi a experiência/trabalho que mais te marcou e mais gostaste de realizar? Porquê? 
É difícil enumerar porque foram várias, mas posso citar algumas, nomeadamente, adorei ter feito a Tour da Ballantines que realizou uma produção magnífica em todas as festas. Há dois clubs que me marcam sempre que lá passo: Green Valley no Brasil (eleito o melhor club do mundo) e Ushuaia em Ibiza. A Tour do Happy Holi, que começou em Portugal e já vai no Brasil, com festas que são sempre mágicas e únicas. Também finalizei um tema há pouco tempo, "Believer" com a cantora americana Miss Palmer, e estou com outros projetos e colaborações novas que ainda não posso revelar e que me têm dado muito gozo fazer. 
 

Temos de saber acompanhar a evolução e hoje em dia os concertos deram lugar a festivais com DJ’s.

 
Quando poderemos ouvir novo material original? Há alguma colaboração que está a ser planeada? 
Como disse, acabei de lançar o tema "Believer" e tenho vários projetos/colaborações que estão a sair mensalmente pela minha nova editora "Less is More", mas mais mainstream. Também tenho o cantor Mitch Crown, com quem já estou a trocar ideias para trabalharmos juntos num novo tema e paralelamente quero começar a trabalhar no meu novo álbum, em que vou incluir alguns temas que já saíram e muitas novidades, mas que só deve estar finalizado no próximo ano! 
 
No futuro, que projetos e novidades podemos esperar do Diego Miranda? 
Em termos de música, vou continuar a produzir e a lançar temas novos e vou continuar a tocar muito porque já tenho a agenda cheia até ao próximo ano. Quero também trabalhar mais na minha editora para que cresça e para que dê oportunidade a outros artistas e novos talentos de crescerem. Também estou a lançar uma linha de roupa com o meu estilo, para os verdadeiros fãs… basicamente, o que posso dizer é que, não vou parar!
 
Que objetivos ainda pretendes atingir a nível profissional?
Não penso nisso, só posso dizer que "o céu é o limite!" 
 
Quais são as tuas inspirações, a nível de DJ's? E com quem desejarias trabalhar um dia? 
Existem alguns que admiro bastante e que às vezes não têm nada a ver com o estilo que toco hoje em dia, mas que serão sempre uma referência para mim, como é o caso de Carl Cox com toda a sua técnica. A nível de produtores, atualmente, existem vários como é o caso do Calvin Harris ou David Guetta porque nunca descuram a parte melódica nos seus temas e conseguem manter-se sempre atuais.
 
Nota de redação: Para votares acede a pt.mtvema.com/vota.
 
 
Publicado em Entrevistas
Deixou a carreira de professor de educação física e moral para se dedicar de corpo e alma ao djing e à produção musical. Quando se fala de Yves V, é inevitável referir o festival Tomorrowland, uma vez que o artista belga é considerado o DJ residente. Graças ao impacto das suas atuações transmitidas para todo o planeta, hoje em dia cumpre um dos seus maiores sonhos: viajar por todo o mundo acompanhado da sua música e dos seus fãs. O Portal 100% DJ teve a oportunidade de conversar com o produtor belga, sobre temas como a sua carreira atual, o nosso país e, claro, o festival que é a sua segunda casa.
 
 
És o DJ residente do Tomorrowland. Como te sentes ao fazer parte do maior festival do mundo?
É ótimo. Todas as pessoas me perguntam isso. Eu estou lá quase desde o início por isso eu vi toda a evolução. Agora tenho o meu próprio palco e atuei também no Main Stage, na edição do Brasil e dos Estados Unidos da América. Estou muito feliz por continuar lá e posso chamar-me de ‘DJ residente’ daquele festival, porque às vezes as pessoas não sabem onde é a Bélgica, a minha terra natal, mas sabem onde é o Tomorrowland.
 
Qual é a tua opinião sobre a expansão do Tomorrowland para outros países como o Brasil ou os Estados Unidos da América?
É muito bom, penso eu. Especialmente o Brasil, na minha opinião, é um grande mercado para mim. O público brasileiro e o Tomorrowland são uma combinação muito boa. A primeira edição ficou esgotada em duas horas e a edição americana também vendeu bem. Acho bem que não o façam em todos os países, mas sim em todos os continentes. É positivo expandir a marca.
 
Já atuaste várias vezes no nosso país. O que tens a dizer sobre Portugal e o nosso público?
Fantástico! Amo o clima, porque é muito diferente da Bélgica e o público tem sempre muita energia. Todos estão felizes e sabem as músicas, é uma das coisas que se consegue ver. A última vez que cá estive, havia pessoas no público com uma bandeira com o nome de uma faixa minha que ainda não tinha sido lançada, foi muito bom. 
 
Conheces algum DJ português?
Sim, o Kura. Que outros DJs portugueses me aconselham?
 
E para quando uma colaboração com um DJ português?
Atualmente estou a planear com o Kura para fazermos alguma coisa. Até agora não tenho nenhuma produção com um artista português mas nunca se sabe o que o futuro possa trazer.
 

(…) o meu maior objetivo: viajar pelo mundo e partilhar a minha música.

 
Qual é a tua colaboração de sonho?
É difícil dizer um só nome, mas se pudesse escolher seria alguém fora da música de dança. Alguém de uma banda de rock, de música clássica, ou um cantor. Algo totalmente diferente e que as pessoas não estejam à espera.
 
Como por exemplo?
Há muitos bons cantores, como por exemplo a Birdy. Ela tem uma voz muito boa que desperta muitas emoções. Iria ser uma excelente combinação. Mas há muitos outros bons nomes que seriam uma boa hipótese. 
 
Qual foi o melhor momento da tua carreira?
É óbvio que tenho de referir novamente o Tomorrowland. O mundo inteiro está a ver o Main Stage e aquilo que tu estás a reproduzir naquele momento. Cada vez que atuo lá, consigo ver as reações nas redes sociais. O Tomorrowland é sempre um momento alto na minha carreira.
 
Na tua opinião, quem merece a primeira posição do Top 100 DJs da DJ Mag?
É uma pergunta muito difícil. Mas acho que a resposta é Dimitri Vegas & Like Mike. São os meus irmãos da Bélgica. Na minha opinião é muito difícil dizer quem possa ser o melhor DJ do mundo, porque existem muitos bons artistas.
 
Que novidades podes desvendar acerca do futuro da tua carreira?
Tenho muitas novas produções a chegar. Espero que tudo corra bem. Vou estar em digressão e esse é o meu maior objetivo: viajar pelo mundo e partilhar a minha música.
 
Que mensagem gostarias de deixar aos seguidores e leitores do Portal 100% DJ?
Quero agradecer a todos que têm ido às minhas atuações e se nunca o fizeram, espero conhecê-los em breve num dos meus próximos shows. Continuem a apoiar a música eletrónica!
 
 
Segue Yves V nas redes sociais
     
 
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100% DJ. Projeto editorial independente cujos valores se guiam pelo profissionalismo, isenção e criatividade, tendo como base de trabalho toda a envolvente da noite nacional e internacional, 365 dias online.

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